Defesa de Augusto Heleno diz que diagnóstico de Alzheimer ocorreu apenas em 2025

General Heleno: nota do chefe do GSI tem concordância ïntegral" do Clube Naval
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

 

Moraes cobrou documentos após divergência entre perícia do Exército e versão dos advogados

Marina Verenicz
A defesa do general Augusto Heleno informou ao Supremo Tribunal Federal que o diagnóstico de Alzheimer foi fechado apenas em janeiro de 2025. A manifestação foi enviada após o ministro Alexandre de Moraes exigir documentos que comprovem quando a doença começou a ser registrada.

O esclarecimento contraria o laudo do Exército, produzido no exame de corpo de delito, que afirmava que Heleno convivia com a doença desde 2018. Segundo o advogado Matheus Milanez, naquele período o general tinha apenas acompanhamento médico, e não diagnóstico confirmado.

Ele argumenta que o general tem limitações cognitivas e pode ter se confundido ao responder perguntas sobre datas durante o exame.

Moraes determinou que a defesa entregasse, em até cinco dias, todos os exames, relatórios neuropsicológicos, prontuários e informações médicas produzidos desde 2018. Ele também pediu detalhes sobre o tratamento do general e sobre profissionais responsáveis pelo acompanhamento.

O magistrado também questionou por que, se a doença existisse desde 2018, o então ministro não comunicou seu estado de saúde aos órgãos da Presidência durante o período em que comandou o GSI.

Na resposta, a defesa afirma que não havia diagnóstico à época e que, por isso, não havia informação a ser comunicada. Também diz que não mencionou a condição médica durante o processo porque acreditava na absolvição e porque o quadro não teria relação com os fatos investigados.

Heleno, de 78 anos, começou a cumprir pena nesta semana após ser condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de 2022. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor de que o militar cumpra a pena em casa por razões humanitárias.
InfoMoney

Respostas de 14

    1. A direita não precisa da esquerda ou de inimigos.

      Eles mesmos criam os problemas, cometem os crimes e gravam as provas.

      Por isso que direita e religião andam juntas. Nos dois casos, os inimigos são imaginários.

    2. A direita não precisa de inimigos.

      Por isso que direita e religião estão interligadas.

      Em comum, vários inimigos imaginários ou a culpa sendo sempre dos outros.

    3. Cara pálida, denegrir que reputação? O cara foi condenado há mais de 21 anos e com FAC suja, bom sujeito não é. de acordo com sua linha de pensamento, então todos que estão cumprindo pena, pelos diversos crimes Brasil afora tem uma reputação a zelar. Nunca pensei que a ultra radicais de direita iriam agora dizer isso. A terraplana dá voltas, mesmo que após umas voltas se reequilibre. E, olhem que nem ideologia política eu tenho.

  1. Foi só o AM mandar juntar as provas médicas desde 2018 para refugar. Deve ter pensado nas consequências dessa alegação. Mentiras e mais mentiras. Que mundo eles inventaram.

  2. Isso está saindo melhor do que o humorístico “Os Trapalhões” da década de 1970, o ex-ministro está bem melhor que Didi, Dedé, Mussum e Zacarias…

  3. Uma vida inteira falando à Tropa sobre valores morais. Amor a verdade, honra, integridade dentre outros. E agora querendo aplicar desculpas esfarrapadas igual recruta no FATD hora do pato. Faça o favor. Diga que era de qualquer profissão mas não envergonhe a Minha.

  4. “O esclarecimento contraria o laudo do Exército, produzido no exame de corpo de delito, que afirmava que Heleno convivia com a doença desde 2018. Segundo o advogado Matheus Milanez, naquele período o general tinha apenas acompanhamento médico, e não diagnóstico confirmado”. Ou o EB está faltando com a verdade, ou a defesa do Gen Heleno q está fazendo isso.

  5. Alexandre de Moraes determinou que o detento seja periciado por perito médico legal da Polícia Federal. Agora saberemos o que é verdade e o que é mentira.

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