Os fuzis Colt M4 foram utilizados pelas Forças Armadas dos EUA no Iraque e no Afeganistão
Petrônio Viana
A Marinha do Brasil destinará R$ 1,3 milhão para adquirir 140 fuzis de assalto da fabricante de armas Colt’s Manufacturing Company LLC, com sede em Connecticut, nos Estados Unidos.
A aquisição se refere a armas do modelo Colt M4 Carbine R0979BN, calibre 5,56mm, usado em diferentes conflitos desde a década de 90, além de acessórios. A designação R0979BN representa um código específico da Colt para fins de produção e exportação.
Atualmente, o fuzil Colt M4 é a arma operacional usada pela maioria das unidades de combate do Exército e dos Fuzileiros Navais dos EUA. Ela substituiu o fuzil M16, amplamente utilizado nas décadas de 70 e 80. Entre os conflitos onde o M4 foi usado estão a as guerras da Bósnia, Iraque e Afeganistão, entre 2000 e 2021.
Dispensa de licitação
A compra foi feita pela representação da Marinha dos EUA, no valor de US$ 253,2 mil. Para a dispensa de licitação, a corporação usou um artigo da Lei nº 14.133/2021, chamada Lei de Licitações, e a portaria GM-MD nº 5.175/2021, do Ministério da Defesa, assinada pelo então ministro, general Walter Braga Netto.
A Lei de Licitações prevê que o certame não é necessário na aquisição de material para as Forças Armadas “quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres”.
Já a portaria do Ministério da Defesa estabelece que “as licitações e contratações serão realizadas pelos OObtExt [Órgãos de Obtenção no Exterior] quando não houver fornecedor do bem ou serviço no Brasil”.
Paulo CappellI (METRÓPOLES) – Edição: Montedo.com
Respostas de 6
A marinha quer distancia do fuzil IA2 da IMBEL. Porque sera??? 😒
Simples explicar !!
1- Interoperabilidade: o M4 é usado por várias forças da OTAN, incluindo os fuzileiros dos EUA. Isso facilita missões conjuntas e treinamento.
2- Experiência de combate: o M4 já foi testado em guerras como Iraque e Afeganistão. É uma arma com histórico comprovado.
3- Logística: peças, acessórios e manutenção são muito mais fáceis de conseguir, já que o M4 é produzido em larga escala.
4- Compra rápida: a aquisição foi feita sem licitação, usando a Lei nº 14.133/2021, o que agilizou o processo.
O IA2 não é ruim, pelo contrário, é moderno e feito sob medida para o Brasil. Mas ainda não tem a mesma “rodagem” internacional. Então, a escolha pelo M4 parece ser mais uma questão prática e imediata do que um desprezo pela indústria nacional.
Tive o prazer de conhecer tanto o fuzil Colt M4 (Of Fuz Naval), quanto o fuzil M16 (Praças Fuz Naval), durante o BRABAT/19. São armamentos leves (muito ➕️ q o PARAFAL 7,62), de fácil manutenção, excelentes e excepcionais. O fuzil IA2 IMBEL é um ótimo armamento e creio q o EB resolveu compra-lo para NÃO depender de nenhuma nação estrangeira. Mesmo assim, o IA2 é arma de dotação das GU de Pronto Emprego (Aeromovel, PQDT, Selva, Mec, Leve e FE). Ou seja, a maioria das OM do EB continuará usando os FAL e PARAFAL.
Essa compra funciona como amortecedor entre o Brasil e os EUA, após conflitos comerciais entre os dois países. É o fortalecimento da diplomacia por outros meios.
Fala besteira não !! O CFN usa o M4 desde do governo Dilma, é seu armamento orgânico, e o tiro de carreira dos fuzileiros é com ele.
Nem a MB nem a FAB usam IA2. Pq será ? Generais de pijama tem uma boquinha na Imbel!