Brasil se consolida como a maior potência militar da América Latina e já desafia potências globais

Forças Especiais - kid preto

 

Com submarinos nucleares, caças supersônicos e uma indústria de defesa em rápida expansão, o Brasil ocupa o posto de principal força militar da América Latina. O país combina o maior exército do continente com investimentos em tecnologia nacional, autonomia estratégica e crescente influência geopolítica mundial.

 

Christian Chatelain
Nenhum outro país latino-americano investe tanto em defesa quanto o Brasil. Seu exército é o mais numeroso, sua marinha desenvolve o primeiro submarino nuclear do continente e sua força aérea opera aeronaves de última geração. A soma desses fatores coloca o Brasil em um patamar inédito na região — e cada vez mais próximo das grandes potências militares do mundo.

De acordo com o World Factbook da CIA, o Brasil possui mais de 376 mil militares ativos e uma reserva que ultrapassa um milhão de pessoas. Essa estrutura o coloca muito à frente de vizinhos como Argentina, Chile e Colômbia.

O país mantém uma presença militar constante em regiões estratégicas, como a Amazônia, as fronteiras sensíveis com Venezuela e Bolívia e as áreas marítimas do Atlântico Sul. Essa distribuição garante uma capacidade de resposta rápida a crises internas e externas, consolidando um controle territorial inédito na América Latina.

Além do tamanho, o diferencial está na modernização contínua. O Exército Brasileiro opera com mais de 2.200 veículos blindados e uma rede de comando apoiada por satélites, radares e sistemas de comunicação desenvolvidos em território nacional.

Tecnologia e produção de defesa próprias
Um dos pilares da força militar brasileira é a autonomia tecnológica. O país possui uma base industrial de defesa consolidada, liderada por empresas como Embraer, Avibras e Ares, que produzem desde aeronaves até mísseis e veículos blindados.

A Força Aérea Brasileira já opera os caças Gripen E/F, desenvolvidos em parceria com a sueca Saab, e os aviões de transporte tático KC-390 Millennium, projetados pela Embraer e hoje exportados para países da OTAN.

Caças F-39 Gripen são operados pela FAB. Foto: Sargento Müller Marin/FAB.

Na Marinha, o destaque é o submarino nuclear Álvaro Alberto, atualmente em fase de testes, que tornará o Brasil o único país do hemisfério sul com tal tecnologia.

Projeção digital do submarino Álvaro Alberto, a primeira embarcação do tipo com propensão nuclear da Marinha brasileira (Marinha/Divulgação)

Cerca de 7,4% do orçamento de defesa é destinado à pesquisa e desenvolvimento, reforçando a meta de reduzir a dependência externa e transformar o país em exportador de tecnologia militar.

Investimento, inovação e soberania
O investimento em defesa vai além da compra de equipamentos. O governo brasileiro aposta em formação técnica e científica, integrando universidades, centros de pesquisa e indústrias estratégicas. Projetos como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) e o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC) demonstram o esforço para proteger o vasto território nacional e ampliar o alcance do país no espaço.

Esses programas também têm impacto econômico: geram milhares de empregos qualificados e estimulam a cadeia de inovação em setores civis, como aviação e engenharia espacial.

Brasil entre as grandes potências militares
Segundo o ranking Global Firepower 2024, o Brasil ocupa o 12º lugar entre as potências militares do planeta, superando países como Irã, Israel e Ucrânia. A posição reflete não apenas o tamanho das Forças Armadas, mas também sua capacidade logística, sua experiência em missões internacionais e sua influência diplomática.

Brasil é 15ª potência militar do mundo (Fonte: Global Fire Power)

O Brasil participou de operações de paz da ONU no Haiti, no Líbano e na República Democrática do Congo, reforçando sua imagem como potência militar e mediadora regional. Além disso, exerce liderança em organismos como a Conferência dos Exércitos Americanos e a UNASUR Defesa, consolidando sua presença política e estratégica no continente.

Um papel global em construção
Com ambições que vão além das fronteiras regionais, o Brasil busca equilibrar poder militar e diplomacia. A combinação de recursos naturais, território continental e indústria tecnológica o coloca em uma posição singular: a de potência emergente capaz de dialogar de igual para igual com o mundo desenvolvido.

Ao mesmo tempo em que fortalece sua defesa, o país se projeta como ator pacífico e cooperativo — uma potência militar em ascensão que pretende moldar o futuro da segurança na América Latina.
GIZMODO (El Cronista) – Edição: Montedo.com

Respostas de 14

  1. …..de nada adianta….
    Elemento humano desmotivado, mal pago e desmotivado….

    NÃO EXISTE SOBERANIA SEM FORÇAS ARMADAS BEM EQUIPADAS E TAMBÉM BEM PAGAS ($$$$$)

    ISONOMIA COM A PMDF!!!!!

  2. Submarino de propulsão nuclear ? Prosub começou em 2008 e a previsão de concluir é 2035 – nas melhores condições?! Caças Gripen, “dos 36 adquiridos” no governo da estocadora de vento, foram entregues 10 em virtude de atrasos nas questões orçamentárias. Soma-se isso à guerra da Ucrânia onde certamente a SAAB vai priorizar entregas de caças aos países europeus. Resumindo: fomos lá para o fim da fila. A AVIBRÁS, que fabrica o veículo lançador ASTROS-que é nosso maior elemento dissuasório- pediu recuperação judicial em 22 e ta com salários atrasados. Aliás, o ministro boulos, quer estatizar a empresa (matéria veiculada a poucos dias, inclusive). Agora, imagina se essa estatização será pra resolver os problemas de gestão? não, certamente pra arrumar mais boquinha pra cupincha do partidão. Pois é, somos “potência” na América Latina.

  3. É melhor ler isso do que não saber ler. Tem que ser muito inocente para acreditar nisso. Não somos potência nehuma, venham conhecer de perto e verão o sacrifício que é mobilizar uma SU em um Btl. Venham ver de perto a miséria que é. Fanfarrões, dizer que somos maior que ISrael kkkk. Nem tiro conseguimos dar, exercícios cancelados, competições canceladas dentro muitas outras coisas. Fanfarrões!!!

  4. Claro que não somos uma potência militar. Estamos muito longe disso. Um submarino que nunca termina. 10 caças, quando na verdade, precisamos de 100. Não sei qual a intenção do autor da matéria mas só vai enganar quem não tem noção nenhuma sobre o assunto. A nossa sorte é que na América Latina, a maioria também é muito ruim.

  5. Essa matéria fala de um poderio Militar gue o Brasil não tem só pode ser o desejo de vê um poderio Militar gue só tem na cabeça de guem escrevel essa matéria

  6. Nossas defesas estão sucateadas, o Mundo lá fora puxa o saco do Brasil, elogiam tudo por interesse nos nossos minerais e na nossa Rica Amazônia. Sim, nós não somos uma grande potência por não termos um chefe de estado à altura. Nossos administradores querem primeiro encher a sacola e aí não sobra pro quê é realmente importante.

  7. De onde veio estas informações. O país não tem nada esta sucateado as forças armadas. Nem combustível tá tendo fala sério nem militares temos mais.

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