Fundada em 2023, a Neros é uma das três fabricantes americanas escolhidas para programa de drones militares
Farah Stockman
The New York Times
Soren Monroe-Anderson, um campeão de corrida de drones, tinha apenas 20 anos quando tentou vender seus drones para o Exército americano pela primeira vez. Ele os estava construindo para as forças ucranianas na garagem de seus pais com um amigo.
O Exército não estava interessado.
“‘Vocês não podem simplesmente entrar no Pentágono como jovens de 21 anos e vender sistemas de armas para o Departamento de Defesa'”, disse o amigo, Olaf Hichwa, lembrando a resposta de um alto funcionário do órgão.
Mas dois anos depois, Monroe-Anderson, agora com 22 anos, e Hichwa, que acabou de completar 24 anos, estão vendendo drones para o Exército dos EUA.

Drone da Neros na sede da empresa na Califórnia, nos Estados Unidos – Gabriella Angotti-Jones/The New York Times
A Neros, empresa que eles fundaram em 2023, foi selecionada para fornecer seus drones principais, chamados Archer, para o Exército, de acordo com documentos analisados pelo The New York Times. A Neros é uma das três fabricantes americanas de drones escolhidas como fornecedoras para a primeira fase de um programa do Exército que está comprando drones de baixo custo e descartáveis.
Embora os termos financeiros específicos não tenham sido divulgados, o governo Trump orçou mais de US$ 36 milhões para o programa “Purpose-Built Attritable Systems” em 2026.
A seleção da Neros ocorre em um momento em que líderes militares estão se esforçando para alcançar adversários que têm a capacidade de produzir em massa pequenos drones, que se tornaram cruciais para a guerra moderna. O Exército pretende comprar pelo menos 1 milhão de drones nos próximos dois a três anos, disse o Secretário do Exército Daniel Driscoll à Reuters na sexta-feira (7).
FOLHA – Edição: Montedo.com