Governador e integrantes do governo Lula falaram sobre uma suposta ausência de suporte das Forças Armadas
Carla Araújo Colunista do UOL
Integrantes do governo federal pretendem desembarcar no Rio de Janeiro nesta quarta-feira para verificar a situação do estado e oferecer suporte ao governador Cláudio Castro (PL) após a megaoperação das forças de segurança do Rio, que resultou na morte de ao menos 64 pessoas.
Entre trocas de versões e acusações, Castro e integrantes do governo Lula falaram sobre uma suposta ausência de suporte das Forças Armadas.
Castro —que para membros do governo teve uma atuação política calculada no episódio de ontem— afirmou que o governo recusou atender a três pedidos de blindados militares. Ele insinuou que, ao responder que seria necessária uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para atender as solicitações, o governo resistiu a ajudar.
Os ministérios da Defesa e da Justiça rebateram a acusação.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que não recebeu pedido de Castro. “Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça, para esta operação. Nem ontem, nem hoje. Absolutamente nada.”
Em nota, o Ministério da Defesa, comandado por José Múcio, afirmou que recebeu um ofício de Castro em janeiro, com solicitação de apoio logístico da Marinha do Brasil, por meio do fornecimento de veículos blindados (CLAnf).
Segundo a pasta, o pedido foi submetido à análise da AGU (Advocacia-Geral da União), que emitiu parecer técnico indicando que “a solicitação do governo do RJ somente poderia ser atendida no contexto de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem, o que demandaria decreto presidencial”.
No início do mandato, com os efeitos do 8 de Janeiro, Lula demonstrava desconfiança com os militares e disse publicamente que preferiu evitar a decretação de GLO para lidar com os atos golpistas.
Apesar disso, auxiliares do presidente e fontes da Defesa e do Exército afirmam que essa desconfiança está superada. Reforçam que a decretação de GLO é uma medida que cabe ao presidente, que pode adotá-la por solicitação de um estado. Ou, ainda, que o governo pode agir após verificar uma falência do sistema de segurança que permita uma intervenção, como já aconteceu no próprio Rio, em 2018, no governo Michel Temer (MDB).
Coube a Lewandowski ser o porta-voz do governo ontem, enquanto Lula voltava da Ásia. E ele rebateu Castro enfaticamente. Disse que o governador deveria “assumir as suas responsabilidades”, ou admitir que não tem condições de controlar a segurança do estado e pedir intervenção federal, estado de sítio ou a decretação de uma GLO.
No Exército, ainda não há sinais de que o presidente Lula vá decretar qualquer desses instrumentos. Apesar disso, fontes de alta patente ouvidas pela coluna garantem que as tropas brasileiras estão “à disposição e de prontidão”.
Os militares lembram ainda que Lula já solicitou apoio via GLO para grandes eventos no Rio, como o G-20 e a reunião dos Brics.
Tema sensível politicamente
O ministro da Defesa, José Múcio, tem como característica um posicionamento mais diplomático durante crises. Fontes da pasta dizem que ele deve ponderar ao presidente Lula que a decretação de uma GLO teria impactos políticos.
Um auxiliar da pasta, ao comentar a alta letalidade da operação de ontem, disse que seria muito ruim para os militares “subir no morro para matar” e que o governo também pagaria essa conta.
O Alto Comando do Exército rechaça a tese de que, se fossem convocados para atuar em GLO no Rio, isso significaria uma alta letalidade. Eles argumentam que há protocolos para empregar a força e a violência de maneira “progressiva e proporcional”.
No Planalto, as primeiras reuniões de emergência não previram que a saída passe pela convocação por militares.
Recentemente, Lula teve que se retratar sobre a declaração de que traficantes “também são vítimas de usuários”. Chamou a frase de “mal colocada”. A polêmica serviu de arma para a oposição, que tenta reforçar o discurso de que “a esquerda protege bandido”.
Justamente por isso, a ala política do governo, que já está de olho em 2026, se prepara para mostrar a Lula os cenários para responder melhor à violência (e ao opositor político) do Rio.
UOL – Edição: Montedo.com
Respostas de 15
Tá pronto pra quê? Só se for pra passar vergonha e humilhação, como passaram das outras vezes, onde moradores esculacharam os Militares das Forças Armadas.
Um soldadinho com menos de 2.500,00 no bilhete de pagamento e 2% do soldo de representação é melhor não cair nessa cilada.
O Governo Federal tem grande culpa dos armamentos pesados e da quantidade de drogas que entram no Brasil, nas cidades e comunidades. O governo federal é o principal responsável pela fiscalização das fronteiras Marítimas, Terrestres e aérea, bem como das rodovias federais.
Falharam as Forças Armadas, Receita Federal, Policial Federal e polícia Rodoviária Federal.
A culpa dessa baderna esta nos 3 poderes, por omissão, fecharam os olhos pro problema a anos, agora pra limpar a casa tem que ser a força, se não a tendencia e piora, siga o exemplo dos EUA, na venezuela, se não a bomba vai estourar no Brasil, acorda bando de omissos, mudar e preciso acorda Brasil.
Parabens PMERJ e PCERJ.
Mostrando que nessas corporações armas não servem para saudar coronel toda manhã.
100 mortos.
Imaginem o exercito lidando com uma situacak dessas… ainda ia abrir sindicância para punir quem matou por estar com gorro de pala mole.
São nossas crianças mimadas. Heróis do powpow e da caixa de areia. Melhor que fiquem aquartelados treinando formatura
ENTÃO, a polícia já matou mais de 100, perderam 4 polícias, poderia o exército prestar esse auxílio para amenizar a situação e mostrar aos criminosos e narcotráficantes que o estado paralelo também tem que respeitar as regras e evitar confrontos com a Polícia.
Estamos prontos.
Ja fizemos uma canção
Ensaiamos a fotmatura
Hj o coronel na recepcao aprovou o brado.
So esse negocio de usar armas com munição que eu acho que nao tem nada a ver.
É importante que nossa ação se limite a levar cestas basicas, efetivos da polícia ou dentistas para as favelas.
Esqueceu de complementar: E plantar mudas de árvores kkkk
Vamos pedir GLO governador? NÃO!
Vai vir dez generais, cem coronéis, 150 TC e meia dúzia de recrutas. Quem vai comandar a operação será um general completamente despreparado, formado em tudologia militar; vai querer um PC estilo astro do rock, com torta de cajuzinho e vinho francês. Além disso, vai trazer um ex ministro do STF, sabichão também.
Não tinha pensado nisso governador, melhor Elles nos fazer ausência.
AS GLOs e os sonhos perdidos.
As ilusões do brado “somos a Inteligência do Brasil”.
O povo brasileiro há muito deixou de Acredita nisso…
O sonho é a ponte feita de névoa e luz, Onde a alma vagueia sem mapa nem cruz. É o mapa estelar que a mente desenha, Um jardim secreto onde a flor se empenha. Nele, o que foi perdido retorna em fulgor, E o futuro incerto se veste de cor. O sonho é o refúgio, a tela sem fim.
Mas, ao lado do sonho, a Ilusão se esconde, Uma água espelhada que nunca se rompe. É a névoa que veste a verdade crua, A doce mentira que a alma flutua. A Ilusão tem a forma do que queremos ver, Um véu sedutor para nos prender. Promete o eterno, disfarça o adeus, E nos faz bailar nos céus que não são seus.
O desafio é saber separar o brilho, Entre o sonho que inspira e o que é apenas ardilho. Pois o Sonho nos move, nos dá o que almeja, Enquanto a Ilusão nos acorrenta e gagueja. Que o Sonho nos guie, firme, para a luz, E que a Ilusão desvaneça, sem nos deixar com a cruz.
Eu tô passando vergonha nos grupos.
Todo mundo cobrando o Exército, como se eu pudesse fazer alguma coisa.
O pessoal cobrando pelo menos uma nota ou um elogio nas operações, mas o perfil do exército coloca gente dobrando paraquedas em forma e brincado de pular de avião com dinheiro público.
Enquanto isso, heróis de verdade morrem para que o carioca possa viver em paz.
Que vergonha.
Obrigado a PMRJ, vocês sim são operacionais, ou alguém aqui tem a cara de pau de defender a operacionalidade de um EV treinado no CRI CRI, ou um Sgt/OF com emborrachado no peito e treinado em ambiente controlado. PM tem batismo de fogo, missão real, não fica preocupado se o Coronel vai gostar ou não da faxina da guarda.
MEIO FIO