O Exército ainda não sabe o que provocou a explosão que vitimou Bryan Damazo de Santana Pinto, de 18 anos.
Portal JMais
O militar morreu na manhã desta quinta-feira, 23, por volta das 11 horas, após uma explosão, supostamente de uma granada, no Centro de Instrução Marechal Hermes (CIMH), em Três Barras, onde ele cumpria o serviço militar.
Ele sofreu um ferimento de cerca de 15 centímetros de circunferência na região do tórax, do lado direito.
O jovem foi levado em estado grave ao Pronto Atendimento Municipal de Três Barras e devido à gravidade da lesão, a equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Canoinhas iniciaram a transferência para o Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra.
Durante o deslocamento, seu estado piorou e os socorristas tentaram fazer reanimação, porém, sem sucesso. Bryan acabou falecendo durante o trajeto.
O JMais ouviu duas fontes sob condição de anonimato. Uma ligada ao Exército e outra namorada de um dos internos que testemunhou a morte.
Segundo a menina, “eles (soldados) estavam brincando com uma bomba que estava guardada há anos. Depois que todos brincaram, ele (Bryan) foi colocar no lugar de novo quando explodiu. Não foi granada”.
Ela disse, ainda, que “o pior é que todos os outros meninos mexeram nessa bomba e quando ele foi pegar, explodiu”.
TIJOLO QUENTE
Outra pessoa, ligada ao Exército, disse que o que a menina chama de “bomba” pode ser um artefato perdido acidentalmente no local. Como o CIMH é um campo de instrução e sazonalmente ocorrem adestramentos com presença de soldados de todo o País, munição verdadeira é usada para os treinamentos.
Não deveria, mas não é completamente impossível que munições não detonadas fiquem sob o solo, por isso, o território onde se faz as manobras é chamado popularmente de “tijolo quente”.
A hipótese é de que alguma munição não detonada durante uma manobra tenha sido encontrada pelos soldados que, sem ter certeza do que se tratava e por curiosidade, passaram a manobrar o explosivo, resultando no episódio que vitimou Bryan. “Neste vídeo, gravado em um campo de instrução do Rio de Janeiro, um especialista explica na prática o que é “tijolo quente”:
O CIMH tem uma extensão de 9,7 mil hectares, que ligam Três Barras a Papanduva. A vasta extensão é justamente para que se tenha segurança ao praticar manobras, de modo que se tenha a certeza que nenhuma munição atingirá uma área habitada. Mas isso não impede que haja munição não detonada na área.
[…]
CONTRAPONTO
O JMais expôs a apuração a assessoria de imprensa da 5º Região Militar, a que está subordinado o CIMH. A resposta foi de que as hipóteses “fazem parte das investigações preliminares, que prosseguirá com o IPM (Inquérito Policial Militar) que foi instaurado.”
A resposta segue apontando que “Quando acontece um acidente é muito importante investigar, ainda mais um dessa magnitude. Quanto aos rumores do que eles (os recrutas) estavam fazendo, tipo de munição, etc, essas são exatamente as circunstâncias que o IPM vai apurar. Como prescreve o Código de Processo Penal Militar (que neste aspecto do Inquérito é semelhante ao Código de Processo Penal Civil, que rege os inquéritos instaurados pela Polícia Civil), este procedimento é composto por perícia, tomada de inquirições de testemunhas, reconstituições, etc”, complementa.
Todos os soldados que testemunharam a situação estão retidos no CIMH para prestar depoimento e receberem apoio psicológico.
“A interação do pessoal do CIMH com os psicólogos, capelão e assistente social tomou um pouco de tempo, pois muitos estavam naturalmente abalados com a situação. Esse foi o foco do dia de ontem: apoiar a família e os companheiros após o ocorrido”, diz a assessoria da 5ª Região Militar.
O resultado desse inquérito também não deve ser publicizado na íntegra. O IPM, por força de Código de Processo Penal Militar, e aos moldes do CPP (que rege os inquéritos da Polícia Civil, por exemplo) é sigiloso, informa a assessoria. Porém, “tão logo as informações se confirmem, certamente serão divulgadas, oficialmente, por nota, sempre com respeito à família do falecido e a todos”, conclui a assessoria. Leia mais.
VVALE.COM.BR – Edição: Montedo.com
Respostas de 6
Trabalho mal feito pelas TULEDEF, que ninguém fiscaliza.
Sério? Falou o especialista de internet kkk
Sim, kkkkkk
Não sei o motivo pelo qual vários incompetentes atribuem características mitológicas a militares e policiais, acreditando que os mesmo têm poderes divinos, não obstante serem simples seres humanos. O cidadão acima, iNJusBrasil, nunca deve ter participado de uma TuLeDEF, mas já sabe que foi trabalho mal feito, como se fosse especialista ou se estivesse lá. Deve ser um hipócrita que na sua época vivia a babar seus chefes e provavelmente nem isso fazia direito.
Olha, ele não está totalmente errado. Se deram 10 tiros de morteiro, obviamente, deve acontecer 10 detonações. Se 1 falha, a tuledef é imediata.
Mas o cidadão chefe da bateria pensa: “não vou perder tempo, vou dá mais tiros na esperança desse 1 falhado, detonar por simpatia.” Então o falhado é lançado para a CDC e Daí acontece esse tipo de situação. Nada tem de acidente.
Outra, para que raios estavam com uma “granada” na mão???
Antes que Zeus me pergunte: sou IOD 2+ 👍
Tu deu aula