RR: após morte do sogro, tenente-coronel passa a ser investigado por homicídio e é afastado do comando

Tenente-coronel do Exército, Kleber Yanez do Nascimento é suspeito de matar o sogro Diogenio Mayer, de 69 anos — Foto: Reprodução

 

Militar do Exército, Kleber Yañez do Nascimento, atirou no empresário Diogênio Mayer, de 69 anos, durante ocorrência de violência doméstica em vila militar, em Boa Vista. Justiça manteve prisão preventiva do suspeito.


Redação g1 RR
Boa Vista
– O tenente-coronel do Exército, Kleber Yañez do Nascimento, de 46 anos, passou a ser investigado por homicídio após a morte do sogro, o agricultor Diogênio Mayer, de 69 anos. O militar atirou duas vezes no idoso e está preso.

De acordo com a Polícia Civil, Kleber passou a responder por homicídio consumado com possibilidade de aumento na pena pelo fato de Diogênio ser idoso.

O militar também é investigado por tentativa de homicídio contra o cunhado e tentativa de feminicídio contra a esposa e a filha. Inicialmente, ele foi autuado em flagrante por lesão corporal grave contra o sogro.

O g1 tenta contato com a defesa de Kleber Yañez do Nascimento.

A pistola do militar, calibre 9 milímetros, usada para atirar no sogro foi apreendida pela Polícia Militar na noite do crime.

O tenente-coronel comandava o quartel da Cavalaria desde 2023, mas foi afastado da função após a prisão.

Yañez também agrediu a esposa, filha de Diogenio, no dia em que atirou contra ele. A vítima afirmou, em depoimento à Polícia Civil, ter sido agredida outras vezes pelo marido e disse temer pela própria vida, tendo em vista que ele “possui arma de fogo e é atirador de elite”.

Diante do histórico de violência, o juiz Alexandre Magno Magalhães Vieira, do Núcleo de Plantão Judicial e Audiências de Custódia, entendeu que medidas cautelares seriam insuficientes para garantir a segurança da vítima e da ordem pública.
g1

Respostas de 6

  1. Nessa história toda só torço para que a mulher não pague 2 vezes, uma por enfrentar a violência, desestruturação familiar e a perda do pai; e outra de ficar sem a pensão, se eles acabarem com a morte fícta, o que seria muito injusto. Apanha e ainda fica desamparada.

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