“Núcleo 4” conta com cinco militares do Exército entre os réus, incluindo um subtenente da ativa
Marina Rossi
Da BBC News Brasil em São Paulo
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14/10) o julgamento do chamado núcleo 4 no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.
As sessões estão programadas para ocorrer também nos dias 15, 21 e 22 de outubro e serão julgadas pela Primeira Turma da corte, agora sob a presidência do ministro Flávio Dino.
Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), que dividiu os 34 denunciados em cinco núcleos, o núcleo 4 é acusado de atuar em operações estratégicas de desinformação.
Ainda de acordo com a denúncia, os sete réus do núcleo 4 seriam responsáveis por espalhar notícias falsas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e atacar instituições e autoridades.
Os sete réus que serão julgados agora são:

Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército.
Aliado próximo de Bolsonaro, o militar reformado foi preso após ser indiciado no inquérito que investiga o suposto esquema de fraude em cartões de vacinação.
Chegou a concorrer a deputado estadual pelo PL no Rio de Janeiro, em 2022, mas não se elegeu.
Foi expulso do Exército em 2006 por abuso e desacato.
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército.
No governo Bolsonaro, foi diretor de monitoramento e avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS). No período, promoveu ataques e informações falsas contra a covid-19 e as medidas sanitárias da pandemia.
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Trabalhou no passado no desenvolvimento das urnas eletrônicas — e chegou a tentar registrar suas patentes.
Questionou a segurança das urnas na eleição de 2022.
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército.
Teria feito monitoramento clandestino de opositores políticos, coletando informações de forma ilegal para favorecer ações golpistas.
Foi preso e posteriormente liberado na investigação sobre a “Abin paralela”.

Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia.
Ao receber a Polícia Federal em fevereiro, durante investigação da Operação Tempus Veritas, ele desmaiou.
Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal.
Comandou o Centro de Inteligência Nacional (CIN) durante a gestão de Alexandre Ramagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
É acusado de integrar a “Abin paralela”.
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército
Ocupou o cargo de chefe de gabinete de Mario Fernandes, então secretário-executivo da Secretária-geral da Presidência da República.
Segundo a PGR, ele teria sido um dos responsáveis pelas “operações estratégicas de desinformação” conduzidas pelo grupo.
Além disso, foi acusado de “tentativa de manipulação” de um relatório de fiscalização das Forças Armadas sobre as eleições de 2022.
Núcleos
Todos os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O núcleo 4 é o segundo a ser julgado. O núcleo 1 foi o primeiro, e terminou no dia 11 de setembro, resultando na condenação de todos os oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O julgamento do Núcleo 3, com mais 10 réus, está previso para começar no dia 11 de novembro.
As datas foram definidas após a apresentação das alegações finais pelas defesas. Antes disso, foi realizada a instrução processual, com a produção de provas, incluindo os depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa, interrogatórios dos réus e a realização das diligências solicitadas pelas partes e autorizadas pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.
Rito do julgamento
A sessão desta terça começará com a leitura do relatório por Moraes. Em seguida, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, responsável pela acusação, fará sua manifestação.
Depois, a defesa de cada réu, em ordem alfabética, terá até uma hora para apresentar seus argumentos.
A partir de então, encerradas as manifestações, Moraes é o primeiro a apresentar o voto, pela condenação ou pela absolvição de cada réu. Os demais integrantes da Turma votam em ordem crescente de antiguidade no Tribunal, ficando por último o presidente da Turma.
Assim, após o relator, votam os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux, a ministra Cármen Lúcia e, por fim, o ministro Flávio Dino.
A decisão pela absolvição ou pela condenação é tomada por maioria de votos. Caso haja condenação, o relator apresentará sua proposta de fixação das penas, e os demais integrantes do colegiado também votarão nesse ponto.
BBC BRASIL News

Respostas de 8
“Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia.
Ao receber a Polícia Federal em fevereiro, durante investigação da Operação Tempus Veritas, ele desmaiou.” A piada já vem pronta.
Esse aí é o chorão?
Bem, essa Praça resolveu por sua conta e risco se misturar com porcos, então que coma o farelo de suas condutas. Vai tomar uma cajadada, para não fazer nada de errado da próxima vez
Cajadada a gente toma nas OM, esse aí vai tomar uma bomba nuclear no lombo, pq ele corre o risco de perder a pensão. Que triste 😔
A Única certeza que eu tenho, ele se for condenado, vai ser o primeiro a ser expulso do Exército. Sabe porque?! Ele vai para o Conselho de Disciplina.
Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia.
Ao receber a Polícia Federal em fevereiro, durante investigação da Operação Tempus Veritas, ele desmaiou.”
Braço forte, mente fraca. Parece piada!
Evidente que coragem física não se fabrica em curso. Ou se tem coragem ou não.
Mas gera um certo espanto saber que um “guerreiro de selva”, “paraquedista” e cmt da única unidade de “operações psicológicas” desmaiou diante de policiais que tinham ido apenas cumprir “busca e apreensão”.
O senso comum nos leva a acreditar que aqueles que concluem um curso de operações na selva ou saltam de um avião possui controle emocional acima da média.
Ledo engano…
Nos leva acreditar? Eu nunca me sentir menos que uns ” Embusteiros”. Nunca acreditei! A maioria desses caras que possuem a gandola cheias de ” Brevês, manicacas e cursos ” não sabem redigir um DIEx.