Trump autoriza abate de caças venezuelanos caso ameacem navios militares dos EUA no Caribe

Caça americano, venezuelano e Trump

 

Ordem veio depois que dois caças F-16 da Força Aérea da Venezuela sobrevoaram em baixa altitude um destróier americano

 

As tensões militares no Caribe ganharam novo patamar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizar que aeronaves venezuelanas sejam abatidas caso ameacem forças americanas na região. A medida ocorre depois que dois caças F-16 da Força Aérea da Venezuela sobrevoaram em baixa altitude o destróier USS Jason Dunham (DDG-109), da classe Arleigh Burke, que navegava em águas internacionais no Caribe.

O Departamento de Defesa dos EUA, agora chamado de Departamento de Guerra, classificou a aproximação como uma “manobra provocativa” e parte de uma tentativa de Caracas de intimidar operações navais norte-americanas voltadas ao combate ao narcotráfico. O episódio aconteceu apenas dois dias após os EUA destruírem uma embarcação suspeita de transportar drogas e ligada ao grupo criminoso Tren de Aragua, resultando na morte de onze pessoas, em uma ação que o governo Maduro chamou de “agressão ilegal”.

Em declarações feitas na Casa Branca, Trump foi categórico: “Se colocarem nossas forças em uma posição perigosa, serão abatidos.” Segundo a imprensa americana, o presidente também deu carta branca a seus comandantes militares para reagirem imediatamente em caso de nova ameaça aérea.

Como resposta direta, Washington ordenou o envio de dez caças furtivos F-35B Lightning II para a Base Aérea Muñiz, em Porto Rico, reforçando a presença aérea na região. Os F-35Bs, com capacidade de decolagem curta e pouso vertical (STOVL), possuem radar AESA, sensores eletro-ópticos e capacidade de guerra eletrônica, oferecendo ampla vantagem tecnológica frente aos caças venezuelanos de origem norte-americana e russa, como os F-16A/B e os Sukhoi Su-30MK2.

 

Além da aviação, os Estados Unidos ampliaram o desdobramento naval. O Grupo Anfíbio da Marinha atua no Caribe com os navios de assalto anfíbio USS Iwo Jima (LHD-7), o USS San Antonio (LPD-17) e o USS Fort Lauderdale (LPD-28), somando cerca de 4.500 fuzileiros navais e marinheiros. O grupo ainda é apoiado pelo cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie (CG-70), pelo destróier USS Gravely (DDG-107) e pelo submarino nuclear de ataque USS Newport News (SSN-750), consolidando uma das maiores mobilizações militares americanas na região em anos.

Surgiu nas redes sociais um vídeo do Iwo Jima, na costa de Porto Rico.

O governo Trump afirma que a operação no Caribe faz parte de uma campanha para interromper o fluxo de drogas rumo aos Estados Unidos. Porém, analistas alertam que a escalada pode ter implicações políticas mais amplas, reacendendo o debate sobre uma possível tentativa de mudança de regime em Caracas.

Enquanto isso, o presidente Nicolás Maduro ordenou que as Forças Armadas da Venezuela permaneçam em “alerta máximo” e acusou Washington de preparar uma agressão militar sob o pretexto do combate ao narcotráfico.

A Casa Branca notificou o Congresso americano sobre o ataque naval de 2 de setembro e deixou claro que “novas ações podem ocorrer” contra cartéis que considera “extraordinariamente violentos e vinculados ao governo venezuelano”.

Respostas de 3

  1. Aí sim é presidente. Top Gun ao vivo. Esperem que filmem e divulguem. Que sirva de exemplo para outros países a não tentar substituir o dólar.

  2. Então, gostaria de saber quem está divulgando as estratégias de Guerra do Tromp.
    Parece um briga de escola, um da um recado, ou diz que irá pegar na saída e outro diz que irá resistir a peleja. Estamos em tempo sombrios e a nosso representante está em desvantagem para lutar, pois tem somente nove dedos, e parece que carrega a espada da injustiça, ao invés do sol da liberdade.

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