Como vai ser o julgamento de Bolsonaro no STF

Réus do 8 de janeiro

 

Supremo começa a analisar a denúncia do plano de golpe de Estado nesta terça-feira e deve terminar até o dia 12 de setembro

Robson Bonin
O STF começa a julgar, nesta semana, Jair Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da denúncia da PGR sobre o plano de golpe de Estado.

O ex-presidente é acusado pelo procurador-geral, Paulo Gonet, de ser o líder de uma organização criminosa que planejou dar um golpe de Estado no país, após as eleições de 2022, impedindo a posse de Lula e Geraldo Alckmin, que seriam assassinados juntamente com o ministro Alexandre de Moraes.

  • A primeira sessão, nesta terça, será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que chamará o processo para julgamento e dará a palavra ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
  • O relator fará a leitura do relatório que resume o caso. Depois da leitura dos dados da investigação e das elegações das partes, será a vez de a acusação e defesa falarem.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para apresentar as provas contra os réus.
  • Em seguida, os advogados dos acusados terão uma hora cada um para refutar as acusações da PGR.
  • Passado o momento de fala da acusação e da defesa, o ministro Moraes será o primeiro a votar no julgamento. Depois dele, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin completarão a análise do caso.
  • Os ministros podem, se entenderem necessário, pedir vista para estudar melhor o caso, interrompendo o julgamento por 90 dias.
  • Se condenados, os réus poderão pegar mais de 40 anos de prisão.

O julgamento terá ampla cobertura da imprensa nacional e internacional, além da presença de até 150 brasileiros — por dia de sessão — que se inscreveram para assistir ao julgamento diretamente no Supremo, num telão instalado num plenário ao lado de onde estarão os ministros.

Os réus:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

O julgamento no Supremo começa nesta terça-feira e deve terminar até o dia 12 de setembro. O calendário organizado pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, prevê a realização de oito sessões em cinco dias de julgamento. As sessões ocorrerão nos respectivos dias e horários:

  • Terça-feira, 2/9 – 9h-19h
  • Quarta-feira, 3/9 – 9h-12h
  • Terça-feira, 9/9 – 9h-19h
  • Quarta-feira, 10/9 – 9h-12h
  • Sexta-feira, 12/9 – 9h-19h

Bolsonaro e os demais integrantes da cúpula da trama golpista respondem, de modo geral, por até cinco crimes:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça; e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

RADAR(veja) – Edição: Montedo.com

Respostas de 7

  1. Na moral, não quero saber desse julgamento.

    É um assunto desgastante mentalmente porque os emocionados irão defender/condenar o bozo enquanto os racionais irão ficar calados, pois sabem que é um julgamento político porém legitimado pela a última instância.

    Assunto mais relevante é fim do “morto ficto”.

  2. Não estou nem ai para esse julgamento, podem ser todos presos e não saírem mais da prisão, não me ajudaram em nada. Tem que ser presos principalmente os militares arrogantes e soberbos.

  3. Bolsonaro e sua orcrim, a partir dessa semana serão páginas viradas, 28 anos pra cada um será pouco, como Bolsonaro é um cara todo podre por dentro não deve durar muito na cadeia. Bolsonaro e sua orcrim presa e Brasil seguindo em frente e em paz.

  4. Ok faz a ganãncia pelo poder, vexame para o nosso Exército, pessoal que só pensarão no bolso deles, trairam os praças, que confiram neles, democria se ganha no votos, a cada 4 anos tudo muda, mas tem que ser no voto, assim funciona a Verdadeira Democracia.

  5. Somente com uma condenação a página da história do Brasil irá virar. Que não reste nenhuma pedra em cima da outra. Punição exemplar para essa Orcrim e para seu “Homem de trás”.

  6. Eu quero ver todos eles pegando no Mínimo dois anos, para todos serem expulsos das FA, e refletirem o resto sa visa a “M” que fizeram ao se associar ao ex-capitao desajustado.

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