Supremo começa a analisar a denúncia do plano de golpe de Estado nesta terça-feira e deve terminar até o dia 12 de setembro
Robson Bonin
O STF começa a julgar, nesta semana, Jair Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da denúncia da PGR sobre o plano de golpe de Estado.
O ex-presidente é acusado pelo procurador-geral, Paulo Gonet, de ser o líder de uma organização criminosa que planejou dar um golpe de Estado no país, após as eleições de 2022, impedindo a posse de Lula e Geraldo Alckmin, que seriam assassinados juntamente com o ministro Alexandre de Moraes.
- A primeira sessão, nesta terça, será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que chamará o processo para julgamento e dará a palavra ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
- O relator fará a leitura do relatório que resume o caso. Depois da leitura dos dados da investigação e das elegações das partes, será a vez de a acusação e defesa falarem.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para apresentar as provas contra os réus.
- Em seguida, os advogados dos acusados terão uma hora cada um para refutar as acusações da PGR.
- Passado o momento de fala da acusação e da defesa, o ministro Moraes será o primeiro a votar no julgamento. Depois dele, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin completarão a análise do caso.
- Os ministros podem, se entenderem necessário, pedir vista para estudar melhor o caso, interrompendo o julgamento por 90 dias.
- Se condenados, os réus poderão pegar mais de 40 anos de prisão.
O julgamento terá ampla cobertura da imprensa nacional e internacional, além da presença de até 150 brasileiros — por dia de sessão — que se inscreveram para assistir ao julgamento diretamente no Supremo, num telão instalado num plenário ao lado de onde estarão os ministros.
Os réus:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
O julgamento no Supremo começa nesta terça-feira e deve terminar até o dia 12 de setembro. O calendário organizado pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, prevê a realização de oito sessões em cinco dias de julgamento. As sessões ocorrerão nos respectivos dias e horários:
- Terça-feira, 2/9 – 9h-19h
- Quarta-feira, 3/9 – 9h-12h
- Terça-feira, 9/9 – 9h-19h
- Quarta-feira, 10/9 – 9h-12h
- Sexta-feira, 12/9 – 9h-19h
Bolsonaro e os demais integrantes da cúpula da trama golpista respondem, de modo geral, por até cinco crimes:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça; e
- Deterioração de patrimônio tombado.
RADAR(veja) – Edição: Montedo.com
Respostas de 7
Na moral, não quero saber desse julgamento.
É um assunto desgastante mentalmente porque os emocionados irão defender/condenar o bozo enquanto os racionais irão ficar calados, pois sabem que é um julgamento político porém legitimado pela a última instância.
Assunto mais relevante é fim do “morto ficto”.
Não estou nem ai para esse julgamento, podem ser todos presos e não saírem mais da prisão, não me ajudaram em nada. Tem que ser presos principalmente os militares arrogantes e soberbos.
Bolsonaro e sua orcrim, a partir dessa semana serão páginas viradas, 28 anos pra cada um será pouco, como Bolsonaro é um cara todo podre por dentro não deve durar muito na cadeia. Bolsonaro e sua orcrim presa e Brasil seguindo em frente e em paz.
Ok faz a ganãncia pelo poder, vexame para o nosso Exército, pessoal que só pensarão no bolso deles, trairam os praças, que confiram neles, democria se ganha no votos, a cada 4 anos tudo muda, mas tem que ser no voto, assim funciona a Verdadeira Democracia.
Somente com uma condenação a página da história do Brasil irá virar. Que não reste nenhuma pedra em cima da outra. Punição exemplar para essa Orcrim e para seu “Homem de trás”.
Eu quero ver todos eles pegando no Mínimo dois anos, para todos serem expulsos das FA, e refletirem o resto sa visa a “M” que fizeram ao se associar ao ex-capitao desajustado.
Quem tinha que estar preso era Lula e seus comparsas