ONU atende PSol e recomenda fim das escolas cívico-militares no Brasil

Segundo o Ministério da Educação, a prioridade será criar escolas cívico-militares em regiões  carentes do País Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Comitê de Direito das Crianças da ONU orientou que o Brasil proíba a militarização de escolas públicas em todos os estados e cidades
Leonardo Amaro, Valentina Moreira
O Comitê de Direito das Crianças da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o Brasil reverta e proíba a militarização de escolas públicas em todos os estados e municípios.

A sugestão atende a uma proposta enviada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi. Os parlamentares do PSol questionam o programa de escolas cívico-militares implementado em São Paulo pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O colegiado se diz “profundamente preocupado” com a violência sistemática contra crianças “alimentada pela discriminação racial estrutural”. O comitê também menciona o número de assassinatos e desaparecimentos de crianças durante operações militares.

A ONU pede que o Estado brasileiro adote medidas para combater a letalidade policial, “inclusive abordando o racismo estrutural nas agências de segurança pública”, além de garantir que o uso de câmeras corporais por agentes seja obrigatório, entre outros.

O que diz o governo
Procurado pelo Metrópoles, o governo de São Paulo afirmou que o processo de adesão ao modelo cívico-militar na rede estadual foi conduzido “de forma transparente, respeitando integralmente a autonomia das unidades escolares e o protagonismo da comunidade escolar”.

“A participação das escolas no modelo foi totalmente voluntária, sendo adotada apenas por aquelas que manifestaram interesse, com o apoio de suas respectivas comunidades”, alegou. Segundo a gestão estadual, a proposta é complementar as ações pedagógicas da Secretaria da Educação (Seduc), “promovendo entre os estudantes valores como civismo, dedicação, excelência e respeito”.

Seleção das escolas cívico-militares

  • Depois de sancionar a lei do programa Escola Cívico-Militar, o governo Tarcísio questionou quais diretores tinham interesse em adotar o projeto em seus colégios. A manifestação de interesse era aberta a todos.
  • Na época, 302 diretores manifestaram vontade de aderir ao programa.
  • Depois disso, a Secretaria da Educação abriu três consultas públicas para que pais, funcionários e alunos maiores de 16 anos votassem se eram ou não favoráveis à implantação do modelo.
  • As consultas terminaram com 132 unidades aprovando a militarização.
  • O governo selecionou então 100, das 132 escolas.

METRÓPOLES

Respostas de 6

  1. Em 2025 estão perdendo na argumentação para os zedroguinha do setor de Humanas?

    Basta realizar pesquisas de satisfação, indicadores de desempenho, prestação de contas. O Estado tem esse dever. Mas nem isso os militares conseguem fazer.

  2. O pior não é isso …o pior é saber que algum “militar” com estudos, até com o segundo Grau, inclusive alguns diplomas considerado nível superior, ainda acredite na ONU e tenha medo da Polícia Militar Brasileira, por exemplo. Não é atoa que “os Zé droguinhas, os defensores da cervejinha e os apoiadores de Guarda-chuva”, estão TOMANDO CONTA, com o apoio e omissão desses que ainda acreditem na ONU, em Papai Noel e que demonstram tanto medo da Polícia por ela ser militar.

  3. Vai quem quer. O resto deixa como está: aluno fingindo que está aprendendo e professor fingindo que está ensinando. Do jeito que eles querem, um povo omisso e sem informação recebendo as migalhas dos projetos sociais. A vida continua….

  4. Assim como a ONU orientou que a vacina do covid era segura, ainda tem trouxa que acredita nessa organização dominada por interesses econômicos de países poderosos.

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