Militares do Alto Comando torcem para que ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional não seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal
Marcela Mattos
A atual cúpula do Exército tem uma torcida nada velada para que o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), saia ileso do processo que apura uma tentativa de golpe em 2022.
Heleno é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos mesmos cinco crimes imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, entre os quais abolição violenta do Estado democrático e organização criminosa, com pena que pode chegar a mais de 40 anos de prisão.
Nos bastidores, militares de alta patente se empenham em minimizar a atuação do general da reserva, hoje com 77 anos, durante o fim do governo Bolsonaro. Segundo eles, Heleno estaria completamente afastado das negociações e das tratativas administrativas. “Ele não comparecia a nada, e sequer era consultado”, diz um general do Alto Comando.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-ministro do GSI atuou em diversas frentes criminosas. Uma delas seria o uso do aparelho estatal para a construção e o direcionamento de mensagens falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Durante as buscas, foi encontrada uma agenda na casa de Heleno com manuscritos sobre diretrizes para a ação, entre eles a previsão de que “é válido continuar a criticar a urna eletrônica”, além de anotações sobre supostas fraudes no sistema.
Na agenda, também constava um suposto plano para o descumprimento de decisões judiciais contrárias a Bolsonaro e seu entorno.
Apesar disso, militares da ativa que defendem Heleno sustentam que ele poderia estar apenas participando de alguma reunião e anotando as falas, e não necessariamente rascunhando algum planejamento. Em outra frente, eles ressaltam que Heleno, enquanto chefe do GSI, fez uma transição de governo pacífica com os militares e não impôs nenhuma dificuldade para passar o bastão da gestão Bolsonaro para a de Lula.
Como pano de fundo da defesa da atual cúpula do Exército, composta por militares que foram atacados por seus colegas de farda aliados a Bolsonaro, pesa o papel histórico do general Heleno dentro das Forças Armadas.
O militar é tratado como “brilhante” durante a sua carreira – uma de suas atuações de mais destaque se deu como chefe da Força de Paz das Nações Unidas no Haiti, cuja gestão acumula elogios sobre os resultados, mas também críticas sobre violações praticadas durante a operação.
Posto-chave em Gabinete de Crise
Durante as investigações, a Polícia Federal encontrou uma minuta, que trazia a assinatura do GSI, intitulada Gabinete Institucional de Gestão de Crise. Para a PGR, o documento seria uma baliza após a concretização de um golpe de Estado e serviria como assessoramento a Bolsonaro após a ruptura institucional. No documento, o general Heleno é alçado a chefe do Gabinete de Crise.
Também são usadas na peça acusatória declarações feitas por Heleno durante uma reunião ministerial de julho de 2022. Na ocasião, o então ministro do GSI revelou que ia montar “um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo” e sustentou que qualquer solução teria de ser encontrada antes do pleito de 2022. “Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”, afirmou Heleno.
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Respostas de 9
O falso messias enrolou os praças por 28 anos, quando subiu ao poder largou-os na pior miséria da história e aqueles que caíram no canto da sereia pagarão alto preço.
Pura verdade! Só falava na MP 2215. Chegou lá, nada fez. Engraçado que qualquer governo que entra, dá logo uma caneta e foda-se quem está do outro lado. Bolsonaro não poderia ter dado uma canetada e voltado um posto acima, anuênio, lE, auxílio moradia? Poderia sim! E nada de dizer que não podia por isso, por aquilo. Sempre quando chega nossa etapa não pode nada. Enquanto isso tá o legislativo e judiciário botando pra lascar. Eu sinceramente estou cansado! Esse barco não tem jeito. Já estou papirando a 1 ano e pouco e esperando meu concurso chegar. Na hora certa irei ser abençoado. Desejo o mesmo a todos. Metam o pé!!!
Se houve, e houve, quem abrisse os portões das casernas a um tipo de político e mau militar que quase nos leva a uma ditadura familiar, esse que franquearam a entrada foram Heleno e Vilasboas. O primeiro deve responder pelo que fez, o segundo também deveria, mas já está pagando de outa forma.
Eu desejo a verdade acima de tudo. A suspeição é uma ferramenta investigatória e não serve para processar. Por isso, pessoas que acusam, julgam e condenam antes de se apurar toda a verdade correm o risco de encontrar-se nas mesmas situações e condições de pessoas injustiçadas, e é por isso que meço minhas palavras.
Anistia é para criminosos. Todo esse processo tem que ser anulado e, quem cometeu vandalismo e quebradeira, os black blocs e MST que se evadiram do local naqueles 60 ônibus fretados, têm que ser localizados e punidos por vandalismo.
Torcer para o Heleno não nao ser condenado, e a mesma coisa Que acreditar em papai noel, saci Pererê, ele como chefe do GSI ele tinha a ABIN sob o seu comando. Nao tem sentido condenar o Deputado Ramagem e nao condenar o seu chefe?! Talvez nao pegue pena acima de 8 anos, pois cumpriria em regime fechado, mas qualquer coisa acima de 2 anos é expulso do Exército. E nao se Esqueçam que ele faria parte do conselho …. Eu gosto de jogar, aposto na Condenação.
A ideia de fazer o projeto de anistia foi conduzido pelo general Ernesto Geisel, com o General Golbery. Ele ao Tirar do comando o general silvio frota, ao demitir o comandante do II exercito, fez Vários movimentos afastando do comando os militares linha dura. Ele escolhe o general Figueiredo para fazer a Transição do regime militar para o civil e qdo Figueiredo assume, a lei da anistia ja Estava em vigor.
É, Ernesto Geisel tinha visão. Um dos generais mais competentes que já passou pelo EB. Honestidade e trabalho sério, apanágios do saudoso general.
Depois de Ler o seu livro de Memórias publicado pela FGV, ele com certeza era o melhor preparado para ocupar o cargo.