“Nossos filhos não são cobaias!” Familiares de militares paraquedistas cobram mudanças após acidentes em Goiás

Leonardo Cristiã Silva da Cunha, de 23 anos, morreu após treinamento de salto de paraquedas, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 

Novo acidente em Mozarlândia (GO) feriu dois militares. Na semana passada, um morreu e outros 10 precisaram de atendimento
Laura Braga
Goiânia – Familiares de militares que participam de um treinamento da Brigada de Infantaria Paraquedista em Mozarlândia (GO) cobram mudanças urgentes nos protocolos adotados pelo Exército brasileiro. Somente durante a Operação Saci 2025, um jovem morreu e 12 ficaram feridos em acidentes diferentes.

“Eles vão ter de matar mais quantos para acabar com esse treinamento?”, questionou um parente de militar. “Parem de matar nossos meninos em treinamentos”, reforçou.

Na terça-feira (27/5), o soldado Leonardo Cristia Silva da Cunha, de 23 anos, morreu quando fazia um salto. O rapaz não conseguiu acionar o paraquedas a tempo e caiu em uma área alagada. Ele teria se afogado antes de receber socorro e foi encontrado sem vida por colegas. Segundo o Exército, outros 10 militares ficaram feridos durante o mesmo treinamento.

Na sexta-feira (30/5), um novo acidente foi registrado. Os paraquedas de dois soldados se embolaram no ar, e eles não conseguiram acionar o equipamento corretamente. Ambos foram socorridos e levados para exames, com estado de saúde estável, segundo o Exército.

Indignação
Leonardo foi homenageado por parentes nas redes sociais. A irmã do militar escreveu: “Ele era um homem de família, era um orgulho. Tiraram o nosso menino”.

Uma prima desabafou: “Meu coração está doendo, irmão, por não estar ao seu lado nos últimos minutos. Só você e Deus sabem o que sentiu naquele momento”.

Leonardo participava do exercício militar em conjunto da Brigada de Infantaria Paraquedista e da Força Aérea Brasileira (FAB), ao lado de cerca de 300 militares. A causa oficial da morte do militar será confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML). Ele era casado e tinha um filho.

O luto, segundo os familiares, também se mistura com dúvidas e indignação. “O que estamos sabendo não é o que queremos saber, e sabemos que têm verdades a serem descobertas”, escreveu uma amiga da família. “Meu irmão morreu, ele foi embora, mas salvou a vida de um amigo de farda”, acrescentou uma parente próxima.

“Nossos filhos não são cobaias”
Uma mãe que tem o filho entre os militares em treinamento também se manifestou pelas redes sociais, pedindo providências do Exército e do Comando Militar do Leste (CML): “Os jovens não podem ser usados como cobaias nesses treinamentos, é um absurdo.”

Uma enfermeira que atendeu alguns militares após acidentes relatou as condições em que eles chegam à UTI. “Os meninos chegam cabisbaixos, com medo até de responder. Famintos, desidratados, cheios de hematomas. Um deles, que atendi algum tempo atrás, ficou dependente de hemodiálise”, revelou. “Acho que tem coisas desnecessárias nesses treinamentos. Isso merece investigação”, completou.

Até o momento, o Exército não divulgou novas informações sobre as causas dos acidentes. A Operação Saci 2025 segue em andamento em diferentes regiões do estado de Goiás, e está prevista para ser concluída no próximo 6 de junho.
METRÓPOLES – Edição: Montedo.com

Respostas de 23

  1. O padrão de resposabilidade de ofifiais e sargentos caiu muito…hoje dá medo participar ou ver uma instrução de campo desses militares, confundem rusticidade e praparo com sugações realmente desnecessárias…junta-se o despreparo dos quadros e a geração nutelinha dã nisso

    1. Toda atividade militar possui risco, a atividade de paraquedismo não é diferente. Obviamente que existem fatores contribuintes para a causa do acidente, mas ser ingênuo e achar que não estamos livres disso é amadorismo.

      1. Não se trata apenas da atividade militar, trata-se dos guias, treinadores, mestres. Risco de vida há por toda parte, até engasgar com água e falecer.

      2. Senhor é PQD?? Viu as estatísticas num treinamento ou treinamentos teve 1 morto e 1p feridos…imaginou se fosse uma guerra?!!!

    2. Creio q o modo de formação do PQDT (sugação e pagação desnecessárias) deveria focar no PROFISSIONALISMO e, tb, os protocolos atuais de segurança, devem se revistos.

      1. Para de falar o que não sabe, eles já são pqdt, o salto tem seus riscos, nada haver com a formação.
        Fatos: vários caíram no lago ,um morreu. Tem apurar se ele fez o procedimento de salto na água, se o ms fez lançamento correto, se o vento está forte etc
        O dois que entrelaçaram,existe procedimento para sair ou aterrar junto.
        Vc deve ser pé preto.
        Essa enfermeira tem que se punida por falar coisas especulação. Tem que apurar tudo.
        Sou contra soldado ev na Bgda inf pqdt .
        Resumo : o salto tem risco por ganhamos 20% e tem aguardar apuração. E não falar o que não sabe.
        Assina: mestre de salto com 10 anos de experiência e vários acidentes aet

        1. Sua Função de paraquedista é completamente inútil. Na verdade, vc só cai com acionamento automático. Até um saco de batata faz isso.

  2. Para de falar o que não sabe, eles já são pqdt, o salto tem seus riscos, nada haver com a formação.
    Fatos: vários caíram no lago ,um morreu. Tem apurar se ele fez o procedimento de salto na água, se o ms fez lançamento correto, se o vento está forte etc
    O dois que entrelaçaram,existe procedimento para sair ou aterrar junto.
    Vc deve ser pé preto.
    Essa enfermeira tem que se punida por falar coisas especulação. Tem que apurar tudo.
    Sou contra soldado ev na Bgda inf pqdt .
    Resumo : o salto tem risco por ganhamos 20% e tem aguardar apuração. E não falar o que não sabe.
    Assina: mestre de salto com 10 anos de experiência e vários acidentes aet

    1. E o quê vc sabe? Risco de vida existe em qualquer lugar. Uma faixa de pedestre, por exemplo, é feita para atravessar e não passear; isso é imprudência! Nossos camaradas não estão em treinamento de comandos para tantos hematomas relatados na reportagem. Estando em treinamento e não em uma guerra faz-se extremamente necessário que o soldado passe a ter orgulho de sua escolha em lugar de decepção. Péssimos mestres é igual a imprudência e serviço mal feito.

    2. O problema MS com 10 anos de experiência é:

      Quem comanda não tem 10 anos de experiência
      Quem dobra o paraquedas, fita não tem 10 anos de experiência
      Quem mandou saltar na água sem as seguranças devidas não tem 10 anos de experiência.

      Somos um exército de amadores e especialistas de ocasião (mesmo com 10 anos de experiência e vários acidentes aet)

    3. Oh, “grande Zeus” dos exércitos de formaturas e tiro “pou-pou”, magnânimo “MS”, com todo respeito a sua vasta “experiência”, permita-me apenas acrescentar essa humilde observação:

      Treinamento militar é necessário.

      Risco sempre vai existir.

      No entanto..

      Um Exército que está há oito – repito – oito décadas sem participar de uma Guerra;

      com gerações de militares que ingressam e vão para a Reserva sem saber o que é uma guerra;

      Com instruções sendo capitaneadas por jovens imaturos e ansiosos para replicar o que viram em “tropa de elite” ou “free fire”;

      Com instrutores que confundem rigor e rusticidade com o tratamenro que era dado aos escravos até o século XIX;

      Planejamentos feitos apenas para “inglês ver”,

      Só poderia resultar em mortes absurdas em treinamento que deveria ser controlado.

      E não estou falando apenas dos “irmãos do condor”.

      Em 2017 tivemos três recrutas afogados num lago em…treinamento de integrantes da “Rainha da Logística”.

      Recentemente tivemos aqueles casos dos “cavalarianos” passando mal.

      Enquanto isso, os “guerreiros alados” imbatíveis e destemidos dançam funk de trenzinho com o comandante no “churras” do Batalhão.

      E ainda quer “tirar onda” com seus “10 anos de experiência…”

      Experiência?

      Quais guerras?

      Quais batalhas?

      Ah, entendi, esperiência de decolar num avião e gritar “à porta”.

      “Hurra, Hurra, Hurra”.

      P.S.: e ainda é julgador. Quer punir a enfermeira.

    4. Complementando:

      Os “20%” de compensação orgânica não se constitui em seguro de vida, para cobrir riscos de morte nos saltos.

      Como o próprio nome já diz, é uma compensação financeira pelo desgaste orgânico que se tem em razão dos saltos. Compensar, por exemplo, os problemas que poderá adquirir nas articulações (joelho, especialmente).

      Ou seja, é para retribuir pelos esforços excessivos ou desgastes resultantes dos saltos frequentes.

      Não se recebe esse adicional porque “pode morrer no salto”. Para isso se deve fazer seguro de vida.

      Capito, “senhor do Olimpo”?

  3. No mínimo você é um frustrado para vir medir com uma régua com adjetivos baixos e sem fundamento!
    Infelizmente a atividade é de risco e uma vida foi perdida não perca seu tempo para vir destilar sua frustração de vida em meio a tristeza de uma perda

    1. Pé preto é o que ainda nao caiu do Avião enganchando num paraquedas Automático?
      Mestre de salto é o que espera acender uma luzinha verde no Avião e sai empurrando os meninos com paraquedas de acionamento automático?
      Tá explicado pq tanta experiência em acidente AET e nenhuma em guerra…

  4. Palhaçada essa coisa de pé preto. Isso só pode ser argumento de anencéfalo. Eu por exemplo sou todo preto, desde o dedo mindinho do pé até a última ponta de cabelo da minha cabeça. Todo preto, todo preto.

    1. Isso porque não tem guerra.

      Do contrário, veriam que dependem do “pé preto” para vencer o inimigo.

      Ou vai avançar apenas o “boot marrom” e o “pé preto” ficará aguardando o término da guerra?

      1. Esses cocôs de avião não servem para nada além de desmaiar na frente do PF da botina preta.

        As mães tem razão. Um exército que não luta guerra e mata apenas seus efetivos em treinamentos e TFM.
        São muitas mortes para nenhuma guerra.

  5. Esse soldado que faleceu no salto cainda na àgua em goias, não será o primeiro nem o ultimo a falecer em uma operaçao Saci . Participei mais de 20 operãções saci, nos meu 26 anos que serviço na brigada,,27 BI , Cia Prec e 20 Blog Pqdt. Como auxiliar de Prec. o perigo existe e sempre existirá,numa operação dessa invergadura como a opeção saci.agora é importante que o militar, que vai saltar, tem ficar atento, com à aterregem, seja na terra ou na àgua. pois o vento pode mudar de derrepente. todos os pqdt, passa por essa instrução, de como desequipar em caso de àgua, agora o raciocino tem que ser rapido. Meus pessames a familia desse guerreiro.Abraços à familia pqdt. Sgt QE Gomes auxiliar de Prec 75/1 . Precede Guia e lidera ,

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