Iniciativa busca promover letramento antidiscriminatório e respeito às diferenças nas Forças Armadas
Brasília – Nesta terça-feira (27/5), a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, lançou oficialmente o Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU). A iniciativa busca consolidar um fórum permanente de debates e ações voltadas ao letramento antidiscriminatório, à promoção do respeito às diferenças e à proteção das culturas e tradições de grupos historicamente marginalizados.
Durante o evento, realizado no auditório do STM, em Brasília, a ministra destacou que a criação do observatório é um compromisso institucional com os direitos humanos. “O Superior Tribunal Militar vem acrescer a sua contribuição às exigências decorrentes dos compromissos assumidos pelo Brasil como signatário das Convenções e Tratados Internacionais de Direitos Humanos, a partir da leitura de uma Constituição Cidadã e Republicana”, afirmou.
Maria Elizabeth Rocha lembrou ainda que a atuação do observatório ocorre diante de um contexto preocupante: “As estatísticas sobre violência contra mulheres, com majoração das vulnerabilidades para as mulheres indígenas e negras, pessoas com deficiência, pessoas idosas, dentre os múltiplos atos de violação aos Direitos Humanos, exigem de todas e todos nós, medidas e posturas”.
Entre os temas centrais debatidos, estão as novas formas de relacionamento das Forças Armadas com os povos indígenas, diante das queixas de lideranças originárias sobre a falta de respeito às tradições culturais nas comunidades onde militares atuam. Também foi ressaltada a necessidade de uma mudança de mentalidade na caserna, especialmente com o potencial aumento da presença de mulheres nas Forças Armadas, impulsionado pelo lançamento do serviço militar feminino neste ano. Casos recorrentes de assédio e discriminação de gênero foram citados como desafios a serem enfrentados.
O observatório também tem como foco a escuta e a promoção de políticas mais inclusivas para outros grupos minoritários, como as populações LGBTQIA+, pessoas neurodivergentes, migrantes, refugiados e vítimas de racismo.
Para a ministra, a criação do observatório representa um avanço institucional. “É com este amplo aspecto de responsabilidade que a Justiça Militar da União, a justiça mais antiga do Brasil, vem a público acenar para uma dinâmica inovadora de gestão inclusiva, em sua vocação pública inerente, nos termos constitucional e legalmente exigidos”, frisou.
A juíza Amini Haddad Campos, auxiliar da presidência do STM, destacou o caráter inovador e democrático da iniciativa. “Sabemos que os frutos poderão acrescer horizonte às futuras gerações. Com esse aspecto e objetivo nobre, o observatório foi pensado, voltando à gestão democrática e participativa, como um mecanismo inovador de consulta e diálogos públicos.”, afirmou.
A juíza detalhou ainda a estrutura do Observatório, que contará com câmaras temáticas dedicadas a diversas frentes, entre elas, a elaboração de um guia ético para nortear contratos e editais com foco na responsabilidade social. “Teremos também uma câmara temática para enfoques discursivos à ampliação dos saberes, a partir de vários conhecimentos comunitários, na construção das bases curriculares mínimas ao letramento antidiscriminatório. Povos originários serão devidamente ouvidos”, garantiu.
Representando o Governo do Distrito Federal, a secretária executiva da Secretaria de Estado da Mulher, Jaqueline Domínguez, reforçou a importância da articulação entre instituições no enfrentamento às desigualdades. “Nosso trabalho é diário, contínuo e feito com escuta, sensibilidade e firmeza. Sabemos que promover a equidade de gênero não é apenas uma pauta de mulheres, e sim uma pauta da sociedade toda”, disse.
Jaqueline também ressaltou ações desenvolvidas no DF: “Dobramos o número dos nossos equipamentos públicos que acolhem as nossas mulheres, inclusive inauguramos recentemente quatro centros de referência da mulher brasileira em regiões administrativas que apresentam um elevado índice de vulnerabilidade social como São Sebastião e Sol Nascente”.
Outro ponto destacado foi a parceria entre o GDF e o STM, para garantir empregabilidade a mulheres vítimas de violência doméstica: “Acordo de cooperação firmado com esse Superior Tribunal Militar, empregando mulheres vítimas de violência doméstica atendidas nos nossos equipamentos em seus contratos terceirizados. O que tem sido uma das nossas principais ações e poder contar com este tribunal é uma honra”.
CORREIO BRAZILIENSE – Edição: Montedo.com
Assista a cerimônia na íntegra
Respostas de 8
O presidente Lule tem uma visão Geoestratégica KKkkk.
A cada dia eu admiro mais a inteligência emocional do presidente Lula.
As FFAA serão um antro de LGBTYWZ+-×÷. Vem logo reserva remunerada.
Deveria promover a equidade de salários. Não estão preocupados com a sobrevivência da tropa. Bando de hipócritas.
eM BREVE HAVERÁ COTAS PARA A PROVA DO CHQAO…
kkkkkk
As Instituições estão dominadas!!
O que o STM tem a ver com essa pauta de “letramento antidiscriminatório” e proteção de “grupos historicamente marginalizados”?!?!?
STM faz parte de uma justiça especializada e muito restrita. Julga e processa “crimes militares”. Só isso.
É evidente que a nova presidência está querendo os holofotes para angariar apoio do atual Governo e alçar alguém do STM ao STF.
Em verdade, em tempo de paz não deveria nem existir STM e toda essa estrutura caríssima. Apenas uma vara federal especializada – ou mais de uma, dependendo do efetivo local – em cada Estado da federação seria suficiente para processar e julgar os crimes militares.
Mas não. Além de manter essa estrutura “mastodôntica”, agora enveredam por assuntos totalmente alheios a sua finalidade.
O Brasil está mesmo indo para o brejo…
Daqui a pouco a Ministra vai querer mudar as cores das fardas para rosa choque .
O que nos chama a atenção é que nada é feito a favor da Livre manifestação por militares da reserva remunerada em relação a existência de sindicatos para cumprir as referidas manifestações de acordo com a
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI No 7.524, DE 17 DE JULHO DE 1986.
Dispõe sobre a manifestação, por militar inativo, de pensamento e opinião políticos ou filosóficos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art 1º Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.
Parágrafo único. A faculdade assegurada neste artigo não se aplica aos assuntos de natureza militar de caráter sigiloso e independe de filiação político-partidária.
Art 2º O disposto nesta lei aplica-se ao militar agregado a que se refere a alínea b do § 1º do art. 150 da Constituição Federal.
Art 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art 4º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 17 de julho de 1986; 165º da Independência e 98º da República.
JOSÉ SARNEY
Henrique Saboia
Leônidas Pires Gonçalves
Octávio Júlio Moreira Lima
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 18.7.1986
proíbir inativos de se manifestar sobre seus interesses não esta de acordo com esta lei.