Exército vê dificuldades para alcançar meta de 20% de mulheres no serviço militar

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima terça-feira (8), conheça o desempenho de oficiais nas fileiras do Exército Brasileiro, cuja presença feminina contabiliza mais de 13.100 militares, perfazendo aumento de 6,42% nos últimos dois anos. Dezenas delas já chegaram ao topo da carreira. - (crédito: Jackson Mendes-Curitiba (PR)

Limitação orçamentária e estrutura tombada dificultam aumento da participação feminina

A proposta do Ministério da Defesa de atingir 20% de mulheres no serviço militar enfrenta dificuldades.

No Exército, a avaliação é de que hoje o orçamento das Forças Armadas cria empecilhos para expandir a participação feminina.

Por isso, há divergência de quando o Brasil terá capacidade para atingir 20% de mulheres no ingresso de soldados.

Além da restrição orçamentária para a criação de alojamentos específicos, a adaptação esbarra até mesmo em regras de preservação de patrimônio histórico, visto que algumas unidades são tombadas.

O Ministério da Defesa pretende viabilizar, a partir de 2025, o serviço militar voluntário para mulheres.

No Exército, a expectativa é alistar até mil mulheres que completarem 18 anos em 2025, dando início ao serviço em 2026.

Ainda não há um número fechado, visto que não se sabe qual será o interesse das mulheres no serviço militar voluntário.

Além disso, a participação feminina será fechada de acordo com a capacidade das unidades militares de receber mulheres.

De acordo com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a ideia é também desenhar uma campanha nacional para estimular mulheres a seguirem a carreira militar.

“Vamos fazer isso [campanha]. Primeiro temos que preparar a infraestrutura”, disse à CNN o ministro da Defesa ao âncora Gustavo Uribe.


CNN BRASIL

25 respostas

  1. As Forças Armadas vêem dificuldades em tudo, até numa simples adaptação.
    Vai entender esses homens que dizem , esbravejam e batem no peito que estão preparados para tudo.

    1. anônimo de 4 de junho de 2024 às 09:28

      A mudança não é tão simples assim.

      Eu sei do que estou falando eu vivo isso.

      Quero deixar claro que sIM existem pessoas no seguimento feminino bem intencionadas mas são a minoria da minoria.

      1. O INSS já avisou que depois da ativa eles vão ter que trabalhar até completar os 65 anos para fechar o tempo para A aposentadoria…

    2. Isso! Para quê fazer adaptações? Basta colocar todes juntes no mesmo alojamento, usando o mesmo banheiro e tomando banho juntos! O que de errado pode acontecer? Serão todes militeres e o patrimônio histórico quem se importa? ainda bem que são prédios velhos! Chega de Mimimi! Malditos comunistas melancias!

  2. Vou falar aqui com a experiência que tenho, 32 anos de efetivo serviço e rodando em todos os Comandos de Área do País.

    Não acredito que vai dar certo pois hoje temos Oficiais e Praças do seguimento feminino na Força e a esmagadora maioria nada querem, fogem de tudo que é missão que elas consideram boca podre!!!

    Reclamação, lacração, mimi mimi, acusação de assédio… só vão aumentar.

    Duvido se elas vão sair de serviço, escala 1X24 das 2h às 4, e engrenar na faxina, lavar banheiro sujo de Quartel, fazer cri cri, TFM, TAF… vão fazer o que com as que engravidarem?

    Pessoal isso aqui é Brasil!!

    Repito: a mAIORIA do seguimento feminino do EB nada querem!!!

  3. Quando a politica e a ideologia entra nas forcas armadas e assim.
    Nao vejo esses semideuses falarem em melhorar os vencimentos corroidos pela inflaçao e abaixo dos outros vencimentos pagos nos tres poderes. Por que sera?
    Por que nao buscam melhorias na saude e moradia?

  4. Passam a mão na cabeça do seguinento feminino, oficiais e praças, elas se esquivam de tudo, recorrem aos chefes fracos ou com outros interesses e são poupadas. Entretanto, recebem o pagamento igual aos homens carregadores de piano. Lamentável😡😡😡

  5. Só foram ágeis para ferrar com as praças e pensionistas, na elaboração da lei do mal 13954/19.
    No mais Contínua tudo como antes no quartel de Abrantes.

  6. Tanto os homens quanto as mulheres praças são avaliados anualmente para fins de engajamento ou reengajamento. Caso não se adaptem à carreira militar, devem ser licenciados, respeitando-se o direito de defesa.

    No entanto, no caso das oficiais mulheres, não há avaliação ou conceito para fins de licenciamento, engajamento ou reengajamento. Independentemente de seu desempenho, não há repercussão em sua permanência na carreira.

    Observa-se, portanto, uma disparidade no tratamento das mulheres militares na carreira militar, que resulta em desigualdade de tratamento entre praças e oficiais femininas.

        1. Amigão, a legislação que rege o regime jurídico dos militares de carreira é diferente dos civis (Lei 6880/80 x Lei 8112/90)

          Os civis passam por estágio probatório e podem adquirir estabilidade no serviço aos 3 anos, salvo engano.

          Os militares temporários em casa força possuem regras próprias para ingresso, permanência e encerramento do serviço militar temporário voluntário.

          Os Militares Temporários em serviço militar obrigatório são regidos pela Lei do Serviço Militar e seu regulamento.

          Os militares de carreira são regidos pelo Estatuto dos Militares, cuja estabilidade somente pode ser adquirida por militares concursados (vide Lei 13954/19), após completar 10 anos de efetivo serviço.

          Até adquirir a estabilidade, a situação dos militares de carreira (Praças) é semelhante a dos temporários, mas podem ser licenciados por regras que impõem requisitos, que caso não sejam atendidos, podem ensejar o licenciamento por término de tempo de serviço, pela não concessão de prorrogação baseada no juízo de conveniência, oportunidade e atendimento ao interesse público.

          Após Adquirir A Estabilidade, o militar (Praça) poderá eventualmente ser submetido a Conselho de Disciplina, com direito ao contraditório e ampla defesa, podendo em última análise ser excluído da respectiva força (praça da ativa ou veterano).

          1. Engajamento e Reengajamento por Término de Tempo de Serviço para Militar Concursado?

            A questão do engajamento e reengajamento por término de tempo de serviço para militares concursados é regida por legislação específica que estabelece regimes jurídicos distintos para temporários e concursados. Anteriormente, a legislação permitia que militares temporários pudessem alcançar estabilidade sem a necessidade de concurso público. No entanto, essa possibilidade foi extinta, e atualmente a estabilidade somente pode ser adquirida mediante aprovação em concurso público.

            A obrigatoriedade de engajamento e reengajamento aplica-se exclusivamente aos militares temporários que ingressaram na instituição com essa finalidade, conforme os parâmetros estabelecidos em leis e regulamentos militares. Portanto, é importante distinguir entre os regimes jurídicos aplicáveis a militares temporários e concursados, visto que possuem disposições legais distintas no que tange à estabilidade e continuidade no serviço.

            Esse entendimento é crucial para a correta interpretação e aplicação das normas relativas ao serviço militar, garantindo que os direitos e deveres de cada categoria sejam respeitados conforme a Constituição Federal Vigente.

  7. Até parece que essa é uma necessidade urgente para o país.

    Mera decisão para “lacrar”, feita açodadamente, sem planejamento algum.

    Precisamos mesmo de recruta mulher para ficar na guarita durante a madrugada? Fazer faxina no quartel? Elas também serão empregadas para pintar meio-fio?

    E alojamentos e banheiros para recrutas femininas? Tem dinheiro para construir/adaptar instalações?

    E se ocorrer de alguma recruta engravidar durante o serviço Militar? Esse risco existe. muitas podem ter noivos ou simples namorados.

    E se a recruta estiver “naqueles dias” vai ser dispensada do serviço de sentinela?

    Em suma, os “lacradores” de Brasília estão pensando nessas e em outras questões? Ou somente nos “likes” que querem receber por essa decisão?

  8. No Afeganistão não vimos mulheres fuzileiras navais com mochilão nas costas e enfrentando talibãs . Para acampamentos a coisa fica ruim . Estive num de escola militar e podíamos ficar a vontade, trocar de roupa ao ar livre , ” pelados” ; igualmente ” pelados” em algum riacho. As barracas eram para dois. Como fica isso tudo com mulheres junto ?

  9. A solução é mais simples do que parece: já que se trata de igualdade deveriam dar uma folga de uma Anos para Os homens e incorporar para o Serviço Militar Obrigatório só mulheres, daí não seria necessária nenhuma adaptação…

  10. Toda vez que forem analisar se algo é bom ou ruim, favorece ou desfavorece algum contexto, façam o seguinte: peguem esse “algo” que é exceção, que é minoria, que não é o comum, e transforme ele em regra e faça mentalmente a lista de benefícios e/ou prejuízos resultantes dentro do respectivo contexto analisado.

    Sobre a participação das mulheres nas FA ou nas forças de segurança, façamos isso, vamos simular um cenário onde 100% do efetivo seja de mulheres. As forças de segurança e/ou FA ficariam mais eficientes, menos eficientes ou tanto faz ?

    Existem funções em que tanto faz serem executadas por homens ou mulheres, mas noutras há efetivamente uma melhor execução da atividade fim (uso da força/violência) se os executantes forem homens ou mulheres. Ex.: pilotar um drone = tanto faz; cmt de Pelotão de Fuzileiros = tanto faz ? Quem engorda com mais facilidade e tem menos massa muscular ? Não sejamos hipócritas e finjamos não ver que há diferenças relevantes só pra agradar a militância ideológica woke.

    As mesma análise da realidade que eu faria para decidir não colocar um filho numa creche com cuidadores (homens), mas numa com cuidadoras (mulheres) eu faria para decidir não contratar seguranças mulheres para fazer guarda/escolta de uma grande quantidade de dinheiro ou de pessoas alvo de marginais ou terroristas, mas homens, pois sei que no mundo do crime não há “cotas” para mulheres, são exclusivamente homens com grande capacidade de agir violentamente.

  11. Irão incorporar sob o manto da desigualdade já que a própria Constituição veda o Serviço Militar Obrigatório para mulheres o que faz com que elas tenham até mesmo o direito ao voto, ao contrário dos homens que tem o alistamento e serviço obrigatórios.

  12. Diferente dos homens ( recrutas) que não soltam lágrimas e nem fazem escândalo quando pressionados para determinada atividades seja no campo ou fora dele, com as mulheres não é a mesma coisa na mesma situação, pois elas são emotivas, sua criação foi ser protegida. Não somos iguais. Imaginem serviço na guarda, uma sentinela do sexo feminino de 1,60 com um fuzil? Você acha que bandido vai ficar intimidado pra tomarem o fuzil ou invadir o quartel? Se com homens m, eles não ficam, imaginem mulheres baixinhas. Estamos num país que tem forte violência e tem facção criminosa. Quando eles ( bandidos) souberem que naquele posto de guarda tem mulher vão pra cima. Lembrar que a escolha de posto de guarda não é por simpatia. Tem posto isolados e distantes, às vezes no meio da mata. Daí, depois vão ter pais reclamando que esse serviço pesado não é pra suas filhas.

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