Militar dá um tempo na farda e mergulha nos investimentos: “não sei se volto”

Investimento

Entusiasta dos FIIs, Danilo Carvalho pediu licença na Marinha para investir e atuar como analista de fundos listados
Wellington Carvalho

A mudança de carreira não costuma ser uma decisão das mais fáceis, especialmente quando a profissão atual oferece estabilidade e benefícios diferenciados, como é o caso da do carioca Danilo Carvalho, fuzileiro naval há 12 anos.

Entusiasta dos fundos imobiliários, o militar da Marinha deu um tempo na farda para atuar como analista de investimentos e agora vive o dilema se retorna ou não às Forças Armadas. “Ainda não decidi, não sei se volto”.

Ele falou sobre o tema na edição desta semana do Liga de FIIs, apresentado por Maria Fernanda Violatti, head de análise de fundos listados da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney. No programa, Danilo detalhou a história – que começa de forma não menos desafiadora.

Após passar no concurso para a Marinha, aos 17 anos, o fuzileiro naval se casou, comprou uma casa e, sem um controle financeiro, acabou se endividando.

Na busca por uma solução para quitar as dívidas, ele começou a pesquisar sobre educação financeira e logo conseguiu equilibrar as contas. Mas, empolgado com o assunto, não parou por aí.

Seguindo a cartilha das finanças pessoais, Danilo passou a investir o recurso que sobrava no final do mês e viu nos FIIs uma alternativa para explorar o segmento imobiliário, que sempre gostou, mas que não guardava boas lembranças.

Isso porque, já divorciado, ele decidiu morar no sul do País e tentou alugar o imóvel que havia comprado no Rio de Janeiro. Mas a dificuldade para encontrar um inquilino mostrou uma realidade bem diferente da que imaginava.

“Minhas expectativas sobre o que era ter um imóvel para locação começaram a ser quebradas ”, relembra. “Com base nesta experiência, posso garantir que os FIIs são uma forma mais simples de investir no mercado imobiliário, sem dor de cabeça e com um retorno satisfatório”, comenta.

Os fundos imobiliários captam recursos entre os investidores para a compra de imóveis que, posteriormente, podem ser alugados ou vendidos. As receitas obtidas nas transações – locação ou ganho de capital – são distribuídas mensalmente entre os cotistas, na proporção em que cada um aplicou.

Dada a dinâmica, os FIIs oferecem algumas vantagens na comparação com o investimento direto em imóvel para a locação. Entre elas, maior liquidez (as cotas são vendidas na Bolsa), maior diversificação, terceirização na gestão do espaço e isenção nos rendimentos.

O conjunto de fatores agradou tanto Danilo Carvalho, que o fuzileiro pediu dois anos de licença na Marinha e começou a atuar como analista de fundos listados. Mais! Não sabe ainda se retorna à carreira militar – para desespero dos pais.

“Minha mãe diz para não fazer isso e lembra que eu passei no concurso e em breve vou me aposentar”, conta o militar de 32 anos, lembrando que a aposentadoria nas Forças Armadas exige um período menor de contribuição e garante um benefício igual ao salário da ativa.

Embora ainda não tenha tomado uma decisão sobre seu futuro – se continua como analista ou volta para a Marinha após a licença não remunerada –, Danilo também vê nos investimentos uma boa alternativa para a construção de patrimônio.

Confira a entrevista completa de Danilo Carvalho na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as terças-feiras, às 19h, no canal do InfoMoney no Youtube.

InfoMoney

Respostas de 7

  1. Parabéns, cada caso é um caso! Eu esperei sair 2 Ten QAO e no mes seguinte pedi a reserva, já vinha me preparando a anos. Abri uma consultoria e essa semana abri assinei ACT ( acordo de cooperação técnica) com uma empresa que tem clientes na Argentina. Militar é problema financeiro, mas empreendedor tá cheio de gente comprando SUV de luxo a vista!! Partiu …

    1. Ir prá roça plantar ninguém quer. A maioria quer moleza, dinheiro fácil, um Estado mantenedor prá chamar de “meu”. Depois ficam reclamando do preço dos alimentos. Alguém tem que sustentar a farra.

      1. o jeito o teu conceito de roça é o mesmo do jeca tatu, hoje em dia as lavouras usam droner para pulverização, o pessoal nada de dodge RAM 3500, as colheitadeiras e tratores tem computador de bordo, ar condicionado e bancos reclinados.

        1. Só se vc for fazendeiro de maconha. Sabe de nada. Não deve nunca ter pisado em uma roça. Acha que todo mundo planta soja, milho e arroz para exportação.

  2. Aqui onde eu moro tem um sgt QE rR que montou uma empresa de fabricação de portas e janelas de aluminio, vende para predios novos, condominios, arranha céus e mansões padrão alfaville.
    Esses dias veio no almoço do meu bata;hão e estacionou um Lamborghini Aventador ao lado do carro do cmt….
    cmt ficou vermelho, meio constrangido…..
    cabo é cabo!
    LALAU!!!!

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