Haddad descarta aumento para servidores em 2024 e diz que equipe econômica avalia reajuste nos próximos anos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista para detalhar as primeiras medidas econômicas do governo Valter Campanato - Agência Brasil

Segundo ministro da Fazenda, Orçamento de 2024 está ‘fechado’. Declaração ocorre em momento de aperto fiscal e busca por redução do déficit nas contas públicas.
Alexandro Martello, Guilherme Mazui, g1 — Brasília

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (10) que a equipe econômica está fazendo os cálculos para ver se há espaço para reajuste aos servidores nos próximos anos.

Ele acrescentou que, em 2024, isso não será possível pois o “orçamento está fechado”.

De acordo com ele, a Junta de Execução Orçamentária (JEO) se reuniu hoje para atender a um pedido da ministra da Gestão, Esther Dweck, para verificar o espaço para possíveis reajustes aos servidores públicos até 2028.

A JEO, instância do governo que toma decisões sobre o orçamento, é formada pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Gestão e pela Casa Civil da Presidência da República.

“Na verdade, ela [ministra Esther, que trata de funcionalismo público] apresentou cenários e cada ministério. Planejamento e Fazenda sobretudo, vão devolver para Casa Civil para fazer uma apanhado (…) É tudo desafiador, né. Nós temos que equacionar as contas públicas, têm votações importantes para o que vão acontecer semana que vem no Congresso”, afirmou Haddad a jornalistas.

Mudança das metas fiscais
As declarações do ministro da Fazenda acontecem em meio à busca por zerar o déficit nas contas públicas neste ano — que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

E, também, à possível mudança das metas fiscais de 2025 e de 2026, fixadas, até então, em superávits primários (receita menos despesa, sem contar juros) de 0,5% e de 1% do PIB, respectivamente.

Nesta segunda-feira (8), o próprio Haddad já havia afirmado que o governo tenta fixar uma “meta factível” para as contas públicas em 2025 – indicando que as metas fiscais podem ser alteradas.

A avaliação do governo é que a possibilidade de adoção de novas medidas de aumento de receita está se esgotando, e que algumas delas não são recorrentes. No ano passado, Haddad conseguiu aprovar boa parte de sua agenda de medidas arrecadatórias.

Entretanto, dados do Tesouro Nacional mostram que seria necessário elevar a arrecadação, por meio de medidas adicionais, em R$ 296 bilhões em 2025 e 2026, para cumprir as metas fiscais existentes.

Na última semana, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, admitiu que “já está se exaurindo o aumento do orçamento brasileiro pela ótica da receita, ou seja, por meio de medidas para aumentar a arrecadação”.

“Passar disso significaria aumentar imposto. Até agora o que nós fizemos foi recuperar receitas públicas no Brasil sem aumentar impostos”, declarou a ministra Simone Tebet, na ocasião.

Negociação com servidores
Ao mesmo tempo em que tenta reequilibrar as contas públicas, o governo tem de lidar com a pressão de servidores públicos por reajustes salariais. Em 2023, o aumento concedido foi de 9%.

Nesta quarta-feira (10), na parte da tarde, está marcado um encontro da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre governo federal e servidores.

De acordo com Rudinei Marques, presidente do Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate), a ideia do governo é fazer um acordo parcial para implementação dos benefícios já no mês de maio, o auxilio alimentação, que subiria para R$ 1 mil.

“Ele [governo] tirou da mesa a recomposição geral linear de 9%, com 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026. Em contrapartida, ele se compromete a resolver todas as pautas salariais em mesas especificas e temporárias até o mês de julho. Quem não firmou acordo até agora, terá até julho para assinar o termo de acordo”, explicou Marques.

Segundo ele, a intenção do governo em fazer um acordo parcial era atenuar as mobilizações de servidores públicos que estão se disseminando pelo país.

“Tem umas 20 categorias com algum processo de mobilização, ou operação padrão, ou paralisações pontuais, ou mesmo greve. Quando algumas começam a se mobilizar, tendencia é que outras acompanhem. A intenção do governo, com implementação do auxilio [alimentação maior] já para maio é estancar esse processo. Acho que não vai conseguir”, avaliou Rudinei Marques, do Fonacate.

g1

27 respostas

  1. Bem provável que tenha aumento em 2026.

    Será ano eleitoral. Aí, o atual governo vai querer “ficar bem na fita”.

    “Sabe de nada inocente….”.

  2. Como Militar não pode fazer greve, fica na conta de Bolsonaro os militares com deficiência na Reestruturação. Mais um Crime praticado pelo bolsonaro. Esse camarada, prejudicou os praças que estão até o pescoço de dividas e sem alimento para colocar na mesa para os filhos. deus vai cobrar com juro e correção monetária de bolsonaro podendo até colocar ele na cadeia. a Bíblia diz que Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear isto também Ceifará.

    1. Caro Anônimo, que postou as 18:35 h, eu concordo com o seu ponto de vista, claro e objetivo. E, com muita tristeza eu afirmo que sempre votei nesse falso Messias. As suas promessas até hoje eu guardo na memória: “revogar a MP do Mal; “igualar os nossos vencimentos ao das outras carreiras de Estado; “valorizar a profissão de militar”. Ele não só deixou de cumprir, como nos jogou no fundo do poço, achatando ainda mais os nossos vencimentos e pondo os vencimentos dos oficiais
      generais no topo do funcionalismo. Agora, para todos o mundo, nós militares tivemos, durante o malfadado governo desse falso Mito, um reajuste salarial na casa dos 73 %. E isso evita que o atual PR sequer cogite algum reajuste no nosso soldo.

      1. Faz o L e chore.
        No governo do Bozo eu passei de 16% para 32% de adcional de disponibilidade, e de 25% de aperfeiçoamento para 46%, poderia ter sido melhor, mas com Nime o choro vai ser livre.

  3. E tem militar que acredita nos Petralhas!!!! É muito inocência!!!! Vou ensinar uma excelente fórmula: coloque a esposa para estudar e passar em um concurso Público!!! Fiz isso e tenho uma excelente vida!!!! Nada pra reclamar!!!! Ficar reclamando, com a mulher dentro de casa gastando na shein/shopee não vai adiantar!!!!

    1. Lula derrete igual picolé no sol…

      Lula Nunca Fez nada pela Caserna…e essa historinha de que por conta da reestruturação do Bolsonaro ficaremos sem reajuste é desculpa esfarrapada!!

      Lula não está nem aí com os Praças….

      Lula….Tua Hora Vai Chegar!!

  4. O papo do Taxad de que a inflação está sob controle só engana PeTista, o preço dos alimentos até Triplicou: feijão 12,00, Arroz 8,00, pimentão 20,00 1 Kg, cebola 12,00. Pior para os militares, que nem greve podem fazer.

  5. Covardia, simplesmente covardia, ok os Generais fizeram com os Praças da Fôrças Armadas, Ativa e Reserva, , juntamente com o Bolsonaro, , tenho nojo desses politicos Brasileiros, todos só pensam neles, e no bolso,, é fácil ficar sem Aumento há mais de cinco anos, não quer da aumento, aumentas as gratificações dos Praças, como fizeram os Generais, Ministro da Defesa tem que fazer alguma coisa, Deus proverá.

    1. Terceiro Mandamento está em Êxodo 20:7
      “Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu Nome em vão.”

  6. No governo aonde a prioridade é arrecadar cada vez mais, para bancar as mordomias do Nine, alguém ainda acreditou que ele iria dar aumento mesmo?

  7. Ao praça apoiador do falso Meçias. Acha que se ele fosse reeleito a situação seria outra. Não se esqueçam que se isso tivesse acontecido, o Brasil se tornaria uma Venezuela, generais ganhando os tubos de dinheiro e as praças mendigando.

    1. Sim, painho vai promover nois prejudicado. Nois fumo a vida toda prejudicado. Nois merecemo sair promovido. Carregamos a OM na costa.

  8. vocês que acharam que votando no Lula as coisa ia mudar se enganaram de novo, esse governo vai continuar enrolando até o fim do mandato dele, e como sempre nada de aumento, bem feito faz o L agora, continuem sonhando com aumento.

  9. Se Bolsonaro tivesse, de fato, reestruturado a carreira das praças, não estaríamos tão necessitados de aumento. Mas o que fez foi dar um gordo aumento aos generais, uma migalha para um outro praça, e deixar a maior parte da tropa amargando um longo tempo sem nada. E a pior parte foi deixar a opinião pública acreditando que TODOS os militares foram beneficiados com aumento de salário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo