De Bagé, tchê! A despedida de uma lenda.

LEMOS

No Rio Grande, não há muito espaço para meios-termos. O gaúcho ou é chimango, ou é maragato. Ou é de direita, ou é de esquerda. Ou é gremista, ou torce para o coirmão, do qual evita citar o nome.

Na minha terra natal, também é assim. O bageense ou torce para o Guarany ou para o Grêmio Bagé. A rivalidade é muito grande e são poucos os profissionais que atuaram nos dois clubes. Os que alcançaram unanimidade entre as duas torcidas, então, são muito raros.

Esse é o caso do Luiz Clóvis Lemos, sargento da primeira geração do Quadro Especial do Exército, treinador de futebol histórico na Rainha da Fronteira; o “Bolo Fofo” partiu do plano terrestre nesta Sexta-feira da Paixão, recebendo o reconhecimento dos dois clubes tradicionais do futebol gaúcho e de suas fanáticas torcidas.

O grande Ruben Barcelos escreveu:

Esse é meu amigo.
Era o ano de 1965 e uma turma de convocados pro serviço militar inicial estava na frente do Portão das Armas do 3o. RCMec. Entre tantos Soares, Martins, Silveiras, Mouras… também um Lemos e um Barcellos.
Ficaram amigos desde então.
Acampamentos, marchas, serviços, rondas e futebol forjaram a confiança e a amizade que nunca tem fim.
E foi assim e ainda é.
Muitas histórias compartilhadas e muitas lembranças que fazem a repetição se tornar desejável e provocadora de riso incontido.
Meu amigo velho, sem pedir nossa permissão, botou o boné e saiu de cena. Mas deixou sua cara redonda e sua fala mansa a nos confortar hoje e amanhã e depois de depois de amanhã.
Esse é meu amigo Luiz Clóvis Lemos . Ele vai pra um lugar sossegado, onde a dor e a tristeza não podem entrar. (Facebook)

Respostas de 5

  1. Parabéns grandioso lemos obrigado por formar homens no futebol homens. Para o mundo com sua sabedoria obrigado e que Deus te conseda la no lugar do nossos jogadores que brilham la no ceu.

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