Novo temor: o almirante Almir Garnier desmentir e incriminar Freire Gomes e Baptista Jr.

comandantes das Forças Armadas 2

 

A torcida na Defesa e nos quartéis generais é que a Polícia Federal não aceite a oferta de um novo depoimento do ex-comandante da MarinhaEliane Cantanhêde
Há um alívio nas Forças Armadas com a separação entre o joio golpista e o trigo legalista, depois que o general Freire Gomes e o brigadeiro Baptista Jr., ex-comandantes do Exército e da FAB, confirmaram a tentativa de golpe e que o então presidente Jair Bolsonaro a liderava pessoalmente. A nova preocupação, agora, é com um novo depoimento do almirante Almir Garnier, o único dos três comandantes que apoiou e disse a Bolsonaro que poria “as tropas da Marinha” na aventura.

Na primeira reunião ministerial do ano, nesta segunda-feira, o presidente Lula disse que o Brasil correu o “sério risco” de um golpe e chamou o antecessor de “covardão”. Já o ministro da Defesa, José Múcio, entrou mudo e saiu calado da reunião, mas depois não escondeu que ele próprio está aliviado com os depoimentos do general e do brigadeiro à PF: “Agora a suspeição tem nome, saiu do CNPJ (Forças Armadas) para os CPFs (os militares golpistas)”. Traduzindo: não se generaliza mais, não se fala mais em “golpe militar”, nem que “os militares” são golpistas, mas sim que havia militares envolvidos e os comandantes do Exército e da FAB agiram para evitar o golpe.

A torcida na Defesa e nos quartéis generais é que a Polícia Federal não aceite a oferta de um novo depoimento de Garnier, que é investigado, enquanto Freire Gomes e Baptista Jr. são apenas testemunhas, e decidiu ficar calado quando chamado a depor da primeira vez. Perdeu o “timing”, dizem no meio militar, onde o temor é que, ressentido, com raiva, Garnier tente desmentir e incriminar o general e o brigadeiro, que deram versões semelhantes à PF e se sentirem liberados para contar tudo depois de saber que o general Braga Neto “quebrou o espírito de corpo militar”, ao xingá-los aos palavrões e atiçar as redes sociais até contra suas famílias.

Nas Forças também já foi assimilado que mais um general está para sofrer operação de busca e apreensão, o agora deputado Eduardo Pazzuelo, ex-ministro da Saúde e adepto de que “um (Bolsonaro) manda, e outro (ele próprio) obedece”. E ainda há suspense sobre haver ou não novos oficiais envolvidos, já que a PF tem uma espécie de força-tarefa para fazer a perícia de celulares e computadores apreendidos com os investigados.

E estamos às vésperas do 31 de março, dia do golpe de 1964, que durou vinte anos e entrou para a história como o regime das torturas, mortes, desaparecimentos e fechamento das instituições. Dessa vez, o problema do ministro Múcio e dos atuais comandantes não está “do lado de cá”, dos quarteis, mas “de lá”, dos civis, principalmente petistas e até o ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, que criticam a posição de Lula, ponderada e adequada, de desautorizar qualquer tipo de comemoração ou de condenação.

Há “previsão zero” de bolsões militares da ativa se manifestando pró golpe de 64, só o de sempre: os clubes da reserva, ou “do pijama”, que sempre fazem uma espuma daqui ou dali e não dá em nada. Se há risco, parece vir de bolsonaristas a favor de 64 e da própria esquerda e de setores mais radicais do PT, que não abrem mão de gritar contra a ditadura militar. Lula, Múcio e os comandantes sabem que não é hora de jogar lenha na fogueira. E o “lado de lá”?

Há também a intenção de tocar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe a militares disputarem mandatos políticos e depois voltarem à caserna caso derrotados. O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT), que já foi ministro da Defesa, terá reuniões hoje exatamente para discutir ajustes no texto original e traçar um cronograma de votação.

Uma voz contrária à PEC é do senador Hamilton Mourão, general da reserva e ex-vice presidente de Bolsonaro, mas, nas Forças Armadas, o veto parece ser bastante consensual. Ou bem o camarada é militar, ou bem é político. O que não dá é para atravessar a rua, de lá para cá, voltar cheio de minhocas na cabeça e contaminar os quartéis com a política. Principalmente agora, depois do “sério risco”, como diz Lula, de um real golpe contra a democracia.

ESTADÃO

24 respostas

  1. Nosso temor é que nesta reu Min as FFAA não tenham pedido revisão nos soldos dos praças. Sobre a matéria se até dinheiro devolvido não provou nada…precisa desenhar?

    1. As FFAA, o STF e o Congresso Nacional estão alinhados com o Fórum Econômico Mundial e a agenda 2030. A agenda 2030 é muito clara: com o fim da propriedade privada vc não terá nada e será feliz. Portanto, pode esquecer reajuste no soldo, no salário família, no rancho, nas diárias, etc. pois todos terão uma renda mínima estabelecida pelo Estado para suprir suas necessidades básicas. É logo mais, falta puco tempo, 2030.

      E como garantia da lei e da ordem e “preservando” as instituições, somente as FFAA dão garantias reais a qualquer regime de governo em qualquer lugar do mundo. Logo, temos aqui uma conjuntura muito clara de apoio a todos os atos do Congresso Nacional e das instancias jurídicas e seus atos.

      1. falsificou (ou mandou mandou) o cartao de vacinas dele e sua filha, desviou joias da União, depois, nas horas vagas tramava com os seus colegas das Forças Especiais um golpe de estado. 4 anos de ódio e pensamento golpista …
        vc é o somatório de J.Pan+Cloroquina+Mala (faia)+paixão Mictológica

  2. Não duvido que o “ex da Aeronáutica” e o “ex do EB” afinaram uma versão para que um se apresente como “heroi” e o outro como testemunha do “heroi”.

  3. Ele vai alegar que o Diretor do PN é mais moderno e vai querer ficar em camarote dos Altes de Esquadra. Até nisso eles se utilizam de brechas para se dar bem

  4. O almte Garnier foi um dos que apoiou a Lei do mal 13954/19, lei que perversa que penalizou Viúvas, pensionistas das Praças e praças para o calabouço , ainda teve a cara de pau dd dizer que os SubOficiais foram os mais beneficiados. Mentira, mentira, mdntira.

  5. A Eliane Catanho estava lá, em algum lugar, de olho em tudo, filmando, gravando e entranhando os corações, seus sentimentos e suas emoções. Uma hora o Catanho vai sair em alguma bacia apenada, é o que resta dessa mídia podre.

  6. Bolsonaro, com sua loucura de poder, arrastou muita Oficiais, do Exército, e Marinha para o Buraco.O Cara tinha tudo, para fazer ok prometeu em campanha, traiu os praças e as pensionistas, ao assinar a reestruração da carreira, feito pelo Ministro da Defesa da época Gen Fernando, que nunca gostou de praças,.Bolsonaro ganharia essa eleição tranquilo, se tivesse comprido, com aquilo que prometeu 28 anos como deputado federal,Agora pode parar atraz das grades, para refletir a burrice que fez.e levará Muitas autoridades com ele,. Triste Não

    1. Loucura de poder? Então apenas o fato da questão salarial de praças e pensionistas destrói tudo o que foi feito? O Sr, tanto quanto muitos comentaristas aqui, deveriam considerar muito suas memórias, voltar lá atrás, desde 2018 com o combate midiático extremo ao Bolsonaro, rever os acontecimentos em seus 4 anos de governo, as narrativas e os fatos, pesar e refletir e ponderar quais agentes participaram das reformas acolhidas e possíveis em um período de “pandemia” onde se gastou mais de R$ 700 bi fora das expectativas orçamentárias.

  7. É evidente que estamos em uma ruptura institucional disfarçada de democracia e legalidade. Ministérios com orçamentos inchados e sem nenhum resultado. As únicas obras inauguradas e alardeadas até agora foram as inaugurações das placas dos ministérios. Ferrovia Ferrogrão paralisada pela canetada de um ministro do STF. STF legislando e amordaçando MPF. Congresso Nacional cuidando do orçamento da União principalmente com as emendas parlamentares, fingindo que legisla e tentando aprovar um novo código civil matador de crianças no ventre. Enquanto tudo acontece o Mullah viaja pelos planeta sem trazer resultados dessas viagens. Por muito menos Bolsonaro foi acuado pelo STF durante 4 anos acusado pelos mídias de preparação de golpe de estado e, contudo isso, a perseguição continuará até um desfecho inesperado. Acreditem, nem o presidente do PCO passa panos para o que a esquerdalha está a fazer.

  8. Caro sr Antônio Carlos Gomes, eu comentei, neste canal, antes das últimas eleições que o falso Messias iria pagar o preço por trair as suas bases mais fiéis. Algum “anônimo” me rebateu, dizendo que ele não precisava do nosso voto. Assim, deu no que deu, o fela perdeu as eleições, arrastou as FAs par o fundo do poço e está a um passo de ir para a Papuda.

  9. Essa Novela Revela A Verdadeira Força Do Comandante Supremo Das Forças Armadas E As Deficiências Do Art 142 Da CF, Como Manter A Lei E A Ordem Se A Marinha, Exército E Aeronáutica Possuem Pontos De Vista Diferentes.

    O Projeto De Lei Que Originou A Lei Nº 13.954/2019 Seguiu A Tramitação No Congresso Nacional, Portanto Os Principais Responsáveis Pela Sua Aprovação Com O Texto Original São Do Congresso Nacional.

    2ANÁLISE DE CONTEÚDO:

    Comissões Permanentes
    Depois De Apresentado, O Projeto É Distribuído Pelo Presidente Da Câmara Dos Deputados Para As Comissões Temáticas Que Tratam Dos Assuntos Correlatos A Ele, Até Três No Máximo. Essas São Chamadas “Comissão De Mérito”, Pois Analisam O Mérito De Cada Proposta.
    A Câmara Tem 30 Comissões Permanentes. Em Cada Comissão, O Projeto É Analisado Por Um Relator, Que Recebe E Analisa As Sugestões (Emendas) Dos Deputados. Ele Pode Alterar A Proposta Ou Não.
    Depois De Votado O Parecer Do Relator, O Projeto Segue Para A Comissão Seguinte.

    https://Www.Camara.Leg.Br/Entenda-O-Processo-Legislativo/

    1. Isso seria o trâmite legal, mas no governo do falso meçias essas comissões foram influenciadas Pelos mentores do PL do mal, inclusive Dep. Contrários votaram a favor, caso votassem contra receberiam retaliação do governo. A ditadura do falso meçias deu certo ali.

  10. A única certeza que tenho é de que nossas Forças Armadas estão desmoralizadas no mundo todo. Somos motivo de piada nas principais academias militares em todos os continentes.

  11. O certo no militarismo, os dois comandantes da Aeronáutica e do Exército devem responder por omissão no mínimo, pois, sabiam da existência do planejamento do golpe e, o comandante da Marinha o único a fazer o certo não deve responder a nada pois, ordem dada é ordem cumprida.
    Os dois do extinto eb e ar é que devem responder a justiça militar pela ordem não cumprida.
    No meio militar é isso, vai explicar pro paisano isso. Não entenderam e não entenderão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo