Dinamarca vai recrutar, pela primeira primeira vez, mulheres para serviço militar

Soldado dinamarquesa

Desde 1998, as mulheres podem se voluntariar a participar das forças armadas
Cláudio Gabriel
Em meio ao cenário tenso na Europa, com a Guerra na Ucrânia e entre Israel e Hamas, a Dinamarca vai recrutar mulheres para o serviço militar. É a primeira vez que isso acontece na história do país. Desde 1998, as mulheres podem se voluntariar a participar das forças armadas.

A informação foi revelada pela primeira-ministra do país, Mette Frederiksen. De acordo com ela, o governo quer “total igualdade entre os sexos” e estender a duração do serviço militar obrigatório de quatro para 11 meses.

Mas a medida não seria para agora, e sim apenas em 2026. A ideia do país é que, entre 2024 e 2033, cinco mil recrutas, tanto homens, como mulheres, sejam convocados todos os anos. De acordo com o The Guardian, cerca de 4,7 mil pessoas prestaram serviço militar em 2023.

O departamento de defesa da Dinamarca disse que as forças do país precisavam de um “fortalecimento”, repensando o modelo de recrutamento em meio a preocupação crescente com a situação na Europa. O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, afirmou:

“Infelizmente, a situação da política de segurança na Europa tornou-se cada vez mais grave e temos de ter isso em conta quando olhamos para a defesa futura. Um recrutamento mais robusto, incluindo a plena igualdade de gênero, deve contribuir para a resolução da tarefa das forças armadas, para a mobilização nacional e para o efetivo das nossas forças armadas.”

Atualmente, apenas os homens aptos com mais de 18 anos podem ser convocados para o serviço militar no país. Além disso, apenas de forma voluntária.

CBN

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