Yanomami: missão do Exército descobre “cemitério de aviões” e desmonta garimpo

Avião PT-JSS foi encontrado destruído, após colidir com as árvores durante a tentativa de fuga — Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

Repórter da Band acompanhou uma missão do Exército para mostrar os desafios enfrentados pelos militares na defesa da terra indígena Yanomami
ALEX GUSMÃO
Com 96 mil km², a terra indígena Yanomami é maior do que Portugal e equivale a três vezes o tamanho do Haiti. A segurança da reserva cabe ao Exército brasileiro, responsável por vigiar quase 10 mil km² de fronteira com cinco países: Venezuela, Guiana, Colômbia, Peru e Bolívia.

Desde o ano passado, os militares organizam operações especiais de combate ao garimpo ilegal. O objetivo é proteger os indígenas e o meio ambiente. A Band acompanhou uma dessas missões no meio da floresta.

Com o nascer do sol, a tropa embarcou num Jaguar, o maior helicóptero do Exército. Do ponto de partida, em Boa Vista, capital de Roraima, até o garimpo, são 250 km. O único acesso é pelo ar. Depois de uma hora, claros sinais de devastação. Na região, havia um garimpo ilegal.

“Cemitério de aeronaves”
Num rápido desembarque, as equipes se deslocaram para uma pista de pouso clandestina. Ainda na região do garimpo, havia um pedaço de lona, sacos plásticos, latas de alumínio, etc. Era muita sujeira no chão. Também foi encontrado um galão com combustível e carne que, possivelmente, servia para alimentar os contraventores.

Para os militares, os garimpeiros ilegais fugiram do local, muito provavelmente de barco, ao perceberem a aproximação da aeronave do Exército. Durante a vistoria, uma espécie de cemitério de aeronaves foi encontrada. Havia hélice e até motor de avião. Numa cauda de helicóptero, identificou-se marcas de tiro.

Destruição da pista com explosivos
Nessa missão específica, o principal objetivo é a destruição da pista de pouso clandestina. Para isso, soldados cavaram buracos para enterrarem explosivos. Na sequência, um helicóptero pousou para buscar parte da equipe.

O trabalho dos militares, porém, ainda não terminou. Após a identificação do posto, haverá um monitoramento regular por parte do Exército para evitar a retomada do garimpo ilegal.

JORNAL DA BAND

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