Lula atua para barrar manifestações sobre o 31 de Março

General Tomás e demais comandantes em cerimônia do Dia do Exército: continência ao presidente Lula Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Forças Armadas não farão nenhuma manifestação, mas querem reciprocidade do governo

MARCELA MATTOS

Em meio ao desgaste dentro das Forças Armadas com as apurações sobre uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022, o presidente Lula tenta evitar um novo flanco de problemas no próximo 31 de março, data que marcará os 60 anos do início da ditadura militar no Brasil.

A efeméride foi celebrada durante o governo de Jair Bolsonaro com divulgações de mensagens que saudavam um dos períodos mais sombrios da história brasileira – a última nota, assinada pelo então ministro da Defesa Walter Braga Netto, assinalava que o “movimento” foi um “marco histórico da evolução política brasileira”.

A Comissão Nacional da Verdade acusa o regime militar de ser responsável por ao menos 434 mortes e desaparecimentos, além de incontáveis casos de perseguição e tortura.

Nova postura
Agora, o Ministério da Defesa de Lula determinou aos quarteis um silêncio total sobre o dia – postura já adotada no ano passado. Por outro lado, há um movimento dentro do próprio governo para fazer manifestações atacando o regime.

No ano passado, o Ministério dos Direitos Humanos, chefiado por Silvio Almeida, lançou no 31 de março um documentário com a narrativa de sobreviventes do regime ditatorial, além de ter encabeçado uma série de eventos na “Semana do Nunca Mais – Memória Restaurada, Democracia Viva”.

A ideia seria repetir a dose neste ano, promovendo novos atos para rememorar o dia.

Lula foi acionado para tentar abafar qualquer grande evento sobre o assunto. O ministro da Defesa, José Múcio, levou o recado de que as Forças Armadas não iriam fazer nenhuma manifestação, voltando ao silêncio total adotado antes do governo de Jair Bolsonaro. E pediu reciprocidade do outro lado, alegando que os fardados têm, de uma vez por todas, de sair da cena política.

O presidente, contam interlocutores, teria garantido que não haveria nenhuma ação federal relativa aos 60 anos do golpe. Não à toa, no fim de fevereiro, o petista afirmou em entrevista à RedeTV! que o regime é “história”, que os generais que estão hoje no poder “eram crianças naquele momento” e que não vai ficar “remoendo sempre” o assunto.

Procurado, o Ministério dos Direitos Humanos não respondeu se promoverá algum evento ou campanha relativos ao 31 de março.

veja -Edição: Montedo.com

Uma resposta

  1. “ 31 DE MARÇO DE 1964 – O EXÉRCITO DE CAXIAS SALVOU O BRASIL DA DITADURA DOS COMUNISTA S“
    Tive a honra de ter compartilhado com os companheiros militares valorosos ,indômitos e destemidos que LUTARAM E fizeram o movimento democrático de 64 ,que impediu esses comunistas corruptos ,criminosos que hoje estão destruindo o BRASIL. É DE LAMENTAR QUE O EXÉRCITO E MILITARES DESTA GERAÇÃO SE VERGÃO ANTE ESSA IDEOLOGIA DEMONIACO ,TOTALITÁRIA ,CORRUPTA QUE LEVA O PAIS À RUÍNA.
    companheiros do movimento Democrático ,que ainda estão vivos , vamos homenagear os nossos companheiros que deram seus sangue e suas vidas em defesa da liberdade do nosso povo brasileiro. “ sALVE 31 DE MARÇO DE 1964 E O NOSSSO EXÉRCITO BRASILEIRO “

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