General Estevam Theophilo nunca concordou com atitude golpista, diz defesa

Theophilo teria recebido consentimento de Bolsonaro para agir, segundo a PF, em reunião em dezembro de 2022 — Foto: Divulgação / Exército

Ex-comandante do Comando de Operações Terrestres (Coter) teria afirmado à PF que cumpriu ordens do então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, ao se encontrar com Bolsonaro

A defesa do general Estevam Theophilo nega que o ex-comandante do Comando de Operações Terrestres (Coter) tenha participado de uma trama golpista com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

O general prestou depoimento na semana passada sobre a suposta participação na trama de um golpe de Estado. À Polícia Federal, Teophilo teria afirmado que cumpriu ordens do então comandante, general Marco Antônio Freire Gomes, ao se encontrar o com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em dezembro de 2022.

Em nota, a defesa diz que Teophilo “nunca cogitou, nunca participou, nunca colaborou, nunca manifestou, nunca influenciou e nunca concordou com nenhum ato ou atitude golpista”.

O texto também afirma que o general nunca esteve exposto a nenhuma “proposta ou ordenado nenhuma ação inconstitucional, que atentasse contra o Estado Democrático de Direito”.

A defesa destaca ainda, que em 45 anos de carreira militar, o general “sempre pautou sua conduta pela ética, hierarquia, disciplina, legalidade e constitucionalidade”.

De acordo com as investigações, Theophilo integrava o núcleo de oficiais de alta patente que tramavam para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Então à frente do Comando de Operações Terrestres (Coter), o general seria o responsável por acionar militares das Forças Especiais, os chamados “kids pretos”, para garantir a concretização do golpe.

O grupo teria a missão de prender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “assim que o decreto presidencial fosse assinado”, segundo investigação da PF.

O indício de uma participação de Estevam Theóphilo é o que mais causa incômodo no Exército, visto que ele era um general na ativa na época. Até a operação da PF de 8 de fevereiro, todos oficiais de alta patentes investigados estavam na reserva e integravam o governo Bolsonaro.

Leia a íntegra da nota da defesa:

“Nota de esclarecimento

Em razão das últimas notícias difundidas nos meios de comunicação, a defesa do Gen. Estevam Theophilo vem manifestar que seu Cliente nunca cogitou, nunca participou, nunca colaborou, nunca manifestou, nunca influenciou e nunca concordou com nenhum ato ou atitude golpista. Assim como, jamais lhe foi exposta, proposta ou ordenada nenhuma ação inconstitucional, que atentasse contra o Estado democrático de direito.

Em sua carreira Militar, de 45 (quarenta e cinco) anos de dedicação ao Exército Brasileiro e à Pátria, o Gen. Estevam Theophilo sempre pautou sua conduta pela ética, hierarquia, disciplina, legalidade e constitucionalidade. Promovido a General em 2012 (dois mil e doze), foi liderado por diversos Comandantes, todos de inquestionável integridade, os quais sempre agiram e comandaram o Exército Brasileiro em defesa da Pátria e em garantia dos Poderes Constitucionais, com quem estabeleceu laços de amizade, respeito e admiração, que se mantêm até os dias de hoje.

Por fim, a par destes esclarecimentos, deve ficar registrada a completa e total lealdade, respeito à disciplina e à hierarquia, princípios inalienáveis da profissão militar, por parte do Gen. Estevam Theophilo para com todos os seus Comandantes e Superiores Hierárquicos (Generais mais antigos, Generais Pares e Generais mais modernos), honrando suas Patentes em toda a sua trajetória militar.

Fortaleza, 01 de março de 2024.”

CNN BRASIL

6 respostas

  1. Esse MD e outro apoiador do golpe sim apoiou o golpe no incio ja com o reajuste dos Salários so dos oficiais e Redução do salario dos quadro e especial e pensionistas, ele e apoiador do generais covardes que votaram a lei de bolsonaro 13954/19.

  2. Estranho muito estranho, te e ou não golpe? Não existe meio golpe, ou sim ou nao. Ni guerra co segue que não teve né. Que teve..estranho,.muito estramho

  3. A defesa destaca ainda, que em 45 anos de carreira militar, o general “sempre pautou sua conduta pela ética, hierarquia, disciplina, legalidade e constitucionalidade”.

    Exceto Bolsonaro, todos os outros milhares também pautaram suas vidas pelos mesmos princípios e valores. O que me leva a crer que essas fichas, altos estudos, elogios e medalhas não tem o mérito que eu acreditava que tinha ou, o Militar dormiu com valores da Caserna e acordou como criminoso. A PF tem as provas e quem participou responderá conforme a lei, quem não tiver metido sairá pela porta da frente. Triste Mas, pardal que anda com morcego acorda de cabeça pra baixo.

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