Forças Armadas do Brasil destoam da Otan ao manter perfil gastador com pessoal

(crédito: Caio Gomez)

Gastos com pessoal representaram 85% do orçamento das Forças Armadas em 2023

CÉZAR FEITOZA

As Forças Armadas gastaram 85% de seu orçamento de 2023 com o pagamento de pessoal, impulsionada pelas despesas crescentes com militares da ativa, inativos e pensionistas. O perfil gastador com salários e benefícios para um grande número de militares e familiares distancia o Brasil de sua meta de modernização orçamentária, que usa a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) como modelo.

Os gastos com pessoal pressionam o resto dos orçamentos da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em 2023, as Forças Armadas brasileiras destinaram somente 5% de suas despesas para investimentos (R$ 5,8 bilhões) e 10% para custeio (R$ 11,3 bilhões).

Os números foram organizados pela Folha com dados dos orçamentos finais de 2023 disponíveis no Portal da Transparência.

O detalhamento mostra que as Forças Armadas gastaram quatro vezes mais com o pagamento de pensão militar (R$ 25,7 bilhões) do que com investimentos —cenário que deve ser amenizado com o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que destinou R$ 52,8 bilhões para projetos de Defesa até 2030.

O perfil geral do gasto de defesa dos 29 países-membros da Otan é diferente da despesa brasileira. Somente 9 países da aliança militar possuem o orçamento consumido por pessoal igual ou superior a 50% —e só 3 países (Portugal, Canadá e Bélgica) gastam menos de 20% com investimentos.

O grosso do gasto militar com pessoal está focado em três grupos: ativos, inativos e pensionistas.

Em 2023, as Forças Armadas brasileiras gastaram R$ 32,4 bilhões com o pagamento de salários dos militares da ativa e R$ 31,2 bilhões com o pessoal da reserva e reformado. A despesa é puxada pelo Exército, Força com maior efetivo, que consumiu R$ 47,3 bilhões com pessoal.

O Exército possui cerca de 212 mil militares na ativa e 145 mil inativos. Outros 112,8 mil são beneficiários de pensões militares —sendo 3.734 familiares de marechais. O último militar da Força a alcançar essa patente foi Waldemar Levy Cardoso, morto em 2009.

A Força tem, desde 2019, investido em um plano de redução de efetivo, que baixou em 9.017 o número de militares na ativa até 2023. “O Exército cumpre integralmente o seu planejamento de racionalização […], o que se traduz efetivamente na redução anual do seu contingente em 10% até o ano de 2029”, diz a instituição, em nota.

O Exército ainda afirmou que outras medidas, adotadas após uma lei de 2019, têm reduzido seus custos, como o aumento do tempo de serviço dos militares de 30 para 35 anos, a redução do rol de dependentes e a limitação de direitos econômicos decorrentes de pensões militares.

Na Marinha, a redução do efetivo foi de quase 5.000 militares de 2018 a 2023 —queda de 6%, de 80.485 militares para 75.482. “[A Força] empreende, permanentemente, esforços para aprimorar sua gestão de recursos humanos, por meio de uma readequação planejada e equilibrada em seu efetivo, a fim de aumentar sua eficiência e desonerar os custos para o Estado brasileiro”, diz.

A Aeronáutica mantém o menor efetivo, com 67.605 militares ativos, sendo que o grupo é dividido quase pela metade por pessoal de carreira e temporários.

“Além da redução da folha de pagamento anual, buscou-se economia com promoções hierárquicas, com movimentações, ocupação de Próprio Nacional Residencial, número de inativos e pensionistas e de usuários do sistema de saúde da Aeronáutica”, afirma a Aeronáutica sobre a política de aumentar o número de temporários.

As medidas, porém, ainda não tiveram capacidade de modificar o perfil do gasto das Forças Armadas. Para reverter o cenário de baixos investimentos, os comandantes Marcos Olsen (Marinha), Tomás Paiva (Exército) e Marcelo Damasceno (Aeronáutica) passaram a defender a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para garantir que o orçamento do Ministério da Defesa seja fixado em 2% do PIB.

A proposta foi discutida entre os comandantes e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, mas não conseguiu apoio do Palácio do Planalto num primeiro momento.

Com o projeto emperrado no governo, a Marinha articulou a apresentação da proposta com o senador oposicionista Carlos Portinho (PL-RJ), ex-líder do governo Jair Bolsonaro (PL), e iniciou uma ofensiva pela aprovação da PEC.

“A PEC […] é vista como instrumento legal capaz de garantir o fluxo de recursos orçamentários necessários à execução dos investimentos nos programas estratégicos, ao longo de todo período de seus desenvolvimentos, minimizando o passivo e a situação crítica de investimentos e de renovação dos meios navais”, diz a Marinha.

“A ampliação do percentual do PIB proporcionará ao Exército Brasileiro aprimorar sua capacidade dissuasória, fundamentada na incorporação de equipamentos modernos e eficazes, dando continuidade ao seu processo de transformação e racionalização”, completa o Exército.

O percentual foi definido com base na meta orçamentária estipulada pela Otan para seus 29 países-membros. Apesar disso, somente 7 nações que integram a aliança militar ocidental alcançaram os patamares desejados.

São elas Grécia (3,54%), Estados Unidos (3,46%), Lituânia (2,47%), Polônia (2,42%), Reino Unido (2,16%), Estônia (2,12%) e Letônia (2,07%). Os dados estão no último relatório divulgado pela Otan, em 2023, e se referem aos orçamentos executados no ano anterior.

“O desafio brasileiro seria romper esse padrão orçamentário tradicional e típico de países em desenvolvimento, que privilegiam o gasto com pessoal”, avalia o cientista político Octavio Amorim Neto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Ele afirma que o senador Portinho não considerou na proposta que os gastos da Marinha e Exército com pessoal estão “muito pesados, especialmente nos topos das carreiras”.

“Há muitos oficiais para pouca tropa. É sinal de ineficiência, tem a ver com a organização das Forças. […]. É legítimo que se aumente o gasto militar e se dê previsibilidade, mas o Congresso tem que exigir uma contrapartida das Forças Armadas. Racionalizar seus gastos, reduzirem o topo”, completa.

Ana Penido, cientista política e pós-doutoranda pela Unicamp, afirma que as Forças Armadas e o Congresso deram uma sinalização negativa ao aumentar benefícios para militares na reforma da Previdência específica para a carreira, em 2019.

Para ela, é importante que o Ministério da Defesa exerça o controle civil sobre os militares e redefina as prioridades do setor no bojo da atualização da Estratégia Nacional de Defesa —documento norteador das políticas das Forças Armadas.

“Um Tiro de Guerra no interior do Rio Grande do Sul, por exemplo. Do ponto de vista da política de Defesa, ele não tem função nenhuma. Mas ele tem valores culturais naquele municípios, vai ter Prefeitura dizendo que ele gera recursos para o município […]. Não é uma discussão simples, mas o Brasil precisa redefinir suas prioridades para, depois, fazer seus ajustes de pessoal e orçamentários”, completa.

O professor da PUC-Minas e membro do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres Eugênio Diniz diz que, “em abstrato”, há sentido no argumento especialmente usado pela Marinha de que programas estratégicos de longo prazo necessitam de disponibilidade e previsibilidade de recursos para sua continuidade.

“Mas isso não significa necessariamente que essa despesa deva ser fixada e congelada […]. A meta de 2% do PIB foi colocada pela Otan, foi definida em função do arranjo circunstancial da Otan. Não tem nada de sagrado nisso, nenhum argumento sólido sustenta a necessidade dos 2%.”

Diniz afirma que a Marinha colhe hoje o que plantou nos últimos 20 anos. “Em 2001, a Marinha tinha um efetivo em torno de 30 mil pessoas. Hoje está por volta de 75 mil. E os navios principais, a quantidade, é quase semelhante àquela época. O que explica um crescimento desse tipo em termos de pessoal?”, questiona.

FOLHA

75 respostas

  1. Mais uma notícia promovida pela mídia amestrada da esquerda radical…

    Só Não explicou que nosso orçamento contepla tanto os gastos de pessoal quanto de custeio e investimentos!

    Também na faz menção aos valores maiores dos orçamentos dos países muros da OTAN que devem ser de no mínimo 2% do PIB!!

    Todos os países possuem PIB muito Superiores ao nosso…

    Lamentável o tempo em que estamos vivendo!!

    A esquerda radical
    mundial está avaporada com a possibilidade cada vez maior da volta de Trump ao governo dos EUA!!

    Será que Lula sai antes de 2026? hehehe

    1. Não é questão política, mas sim orçamentária. Sobre o Lula; quem vai tirá-lo do poder? Você? O trump? Se eleito aqui no Brasil, trump cortaria seu ‘ FUSEX’, ou seja, cada um por si. ‘Pague sua clínica ou hospital do próprio bolso’.

        1. Tem que ser assim mesmo.
          So no fusex que é essa contribuicao irrisória e o cara poe 10 filhos, mae, sogra, cunhado, filha velha, tudo com dinheiro publico.
          Ai vc militar vai la e é a fila do sus.
          Se é um plano para manter a higidez do militar, tinha que ser so pra ele.
          Quem quiser qhe faca um plano. Eu tenho um, 2400 reais. Nao aguentava mais ter que ficar na fila com milhoes de dependentes que nao tinham o que fazer e ia para o hospital arrumar doenca e se tratar “ de gratis”

          1. Pagando R$ 2400 por mês num plano de saúde vc com certeza não é S Ten (Suboficial) ou Sgt. Muito menos Cb/Sd. Deve ser pelo menos oficial superior, que poderia pagar um plano. A realidade salarial e financeira dos praças da forças armadas não é viçosa como a mídia faz parecer. Parabéns a você por ter plano de saúde particular…

          2. Em resposta ao “ Pega o teu fuzil e entra em forma”.

            Tudo na vida sao prioridades, e se vc tivesse um filho PNE nao pensaria assim.

            Agora claro, a gente nao pode achar que ganha pouco, ter 10 filhos e ainda querwr colocar a sogra para a viuva pagar. É ser muito irresponsável delegar os problemas familiares para o povo brasileiro, não é verdade? Por isso o FUSEX é essa tragédia e muita gente paga para nao usar, pois não aguenta ter que concorrer com 10 filhos e filha de 40 anos que o exército insiste em dar guarida com dinheiro público.

            Por isso a população está se revoltando. E ela que paga, não nós. O orçamento está ai. Todos nós perderemos.

            Ps: frequente aquelas palestras de educação financeira, você não pode ser tão descontrolado a ponto de me dizer que é incapaz de custear um plano de saúde.

          3. Deve ser oficial para pensar assim. Pode ter certeza que não meus dependentes não recebem nada de graça, pois pagam a respectiva porcentagem. O que quebra o FUSEX é esta geração de metrossexuais tarados Por médicos, os quais, Por qualquer dorzinha no joelho ou na coluna, correm procurar médico. Há ainda aqueles que acabam Onerando o sistema por Problenas psiquiátricos Porque o Wi Fi está ruim ou a foto da rede social não recebeu muitas curtidas. você deve ser um desses aí.

          4. só oficial general ou Superior pode pagar isso, e mente quando diz que não aguentava mais ter que ficar na fila. Oficial não entra em fila de hospital, chega lá e entra na frente de todo mundo.

          5. Produzir? Produzir o quê? A Polícia Federal faz apreensões, parabéns para ela, cada um com a sua missão consultirtucional. Se colocar as FA nos aeroportos faria a mesma coisa, vou até repetir, A MESMA COISA, mas esta não é a missão das FA. Não tem dinheiro para pagar salário digno, extingue, e ficamos sem fA no país, simples assim.

        2. Se você for militar (o que não deve ser), deveria pensar também em ganhar somente o suficiente para você (unicamente) sobreviver. O restante dos teus dependentes deveriam se virar.

        1. Sim.
          Veja o preco praticado no mercado.
          86% dos custos do fusex sao pagos com o orçamento da Defesa. Esse dado foi revelado por auditoria do TCU quando queriam colocar os hospitais do exército para receber os doentes na pandemia, vc acha no google.

          Esse seus 1,5% do soldo não pagam nem o uber pra vc ir contratar um plano de saúde compreensivo como o fusex, bancado com recurso público.

          Vou mudar a resposta: o fusex não é de graca. Quem paga ele pra você é a iniciativa privada, que gera riquezas e recolhe impostos.

          Capiche?

    2. Solução 1: Extinção de OMs, e é claro, de cargos. Os militares de carreira {Of/ST/Sgt/Cb (naturalmente inclusos os QE) serão REMANEJADOS para outras OMs. Os temporários: Of/Sgt/Cb/Sd serão licenciados e;
      Solução 2: Diminuição de vagas nos concursos nacionais para as FFAA. Menos militares de carreira, menos futuros reformados e pensionistas. EsMB 1995!!!

        1. Sim, aí todo ano, como “resíduo” de cada turma gigantesca dessas, são milhares de coronéis indo pra Reserva com salário bem considerável! Não há sistema que aguente, até que demorou pra isso virar notícia!

    3. Novidade ZERO! Novidade pra ninguém!
      “Que venhamos” desde 2020 dizendo que depois da Reestruturação e não reeleição de Bolsonaro:
      – ficaremos sem qualquer chance mínima de reajustes no governo revanchista do PeTê.

      Quem se lambosou com a Lei 13.954 se deu bem, aqueles que não, painho “cag@u”.
      Hora de fazer o 👆’L’ e pagar caro pelo Kg da picanha.
      Bem feito!

  2. Na minha opinião tinha que gastar mais um pouco com pessoal. O salário ainda não tá bom. Essas reportagens são só contra os militares. Só falam dos militares. É brincadeira. Deixem o pessoal da reserva em paz. Todos querem chegar lá.

    1. Comparações com OTAN não tem fundamento. Quando comparamos algo, este algo precisa necessariamente ter alguma Similaridade, coisa que não existe entre Brasil e países da OTA, em termos de história militar, probabilidade de conflitos, povo, cultura, costumes, economia, valores, PIB, geopolítica.

      A OTAN busca o conflito, se alimenta deles, os prepara de décadas em décadas e, o país perde sua autonomia em nome de proteção. Lógico que alguém ganha com isso. Temos diversos exemplos de quem ousou a desafiar o Chefe, Balcãs, Afeganistão, Iraque, líbia, Síria e ultimamente Rússia.

      Se fala muito em PIB, como se Dinheiro resolvesse tudo. Não é verdade, Com mais dinheiro, e em relação a reportagem em tela, continuaria a mesma coisa, só ão invés de 10 adegas, os chefes comprariam 10 vinícolas, colocariam um General, 5 Coronéis, 10 TC, 10 Majores, 10 capitães, 10 oficiais femininos, e
      2 Praças, na administração. Teriam vinhos com nomes tipo “Vin Rouge D’Caxias”…e, diriam ao contribuinte que é tradição militar, é para o gáudio da Praça e estaria tudo dominado.

      Mas é a Pátria, aquela decantada em prosa e verso, hinos e canções? E Os Soldos? E o profissionalismo?

      R: ora meu amigo, a Pátria…

  3. Ou resolvemos a questão imperial das filhas aposentadas ao custo de 1,5%, ou a população coloca todos nós no INSS.
    É questão de tempo, as pessoas não aguentam mais bancar os outros 98,5% enquanto trabalham no uber até 65 anos para bancar suas próprias filhas

      1. Quantos juízes temos no Brasil? Sim, aproximadamente 13 mil, número bem menor do que a guarnição das 3 forças só na cidade do Rio de Janeiro.

        1. A soma dos salários e benefícios dessa casta (os juízes) deve ser aproximado ao valor dos salários de todos os integrantes das forças armadas. Se for um exagero, acrescente todo o “staff” (um verdadeiro exército) de analistas, técnicos, servidores variados e custos elevados para operar a máquina judiciária brasileira. Não à toa, inexistente corte orçamentário no judiciário. Por lá ninguém ganha mal ou aperta o cinto pela crise… enquanto isso, a luz que você apaga, o Exército não paga…

      2. Nao sei.
        Nao sou juiz.

        Dos juizes ngm mexe, eles julgam a lei se mudarem.

        Eu sou militar. Eu to prelcupado com meu futuro, os juizes que se lasquem.

    1. Pequeno gafanhoto entenda: No tempo e no espaço,As leis de Pensão foram criados para assistir; proteger as pensionistas e filhas,Coisas Antigas e daqueles contexto, eram leis que protegiam As Mulheres,Entende? Detalhe: Valiam para todas as Classes Do funcionalismo público,pare de prpopagar besteira e achar que militares são CAIM!

      1. Daonde vc tirou “antigas leis”
        Olha quantas reformas o estatuto dos militares, que é do ano de 1980, manteve essa baixaria de pensao de filha.

        Não fale de leis e seu respectivo tempo. Nesse país houve mais de 100 emendas constitucionais em 30 anos de constituição.

        Nao tem como justificar essa imoralidade.

        1. São leis da década de 50. Extingam a Pensão do todos e eu concordo , agora Tendo como alvo só os – militares – vou achar que é Rancor esquerdalha. Conheci um jovem que demorou anos para se casar,pois recebia a Pensão da mãe que era foi Médica e ex-professora da UFPE.

    1. Nao, não se fala.
      É que eles todos seguem a regra da previdência, isto é, 65 anos de idade, 35 de contribuição, e aposentadoria pelo inss
      2) as filhas deles não nascem aposentadas, nem esse direito continua garantido mesmo a filhas que nem nasceram
      3) eles tem orçamento próprio. Nós somos o executivo, e pensar nos problemas do executivo falando do judiciário é pensar no seu orçamento próprio falando das contas do vizinho

      O principal:
      O judiciário não tem essa quantidade de efetivo inativo. E eles tem o PODER da caneta. Eles julgam políticas públicas do executivo, julgam as leis do legislativo, e você poe a guarda em forma todo dia para alimentar o ego de seu pequeno príncipe.
      Ah eles tem associação de classe e sindicato.

      É por esses (e muitos outros) motivos que só falam de nós. E se vc fosse um trabalhador informal que vivesse de bicos, não ia aceitar a filha de alguém que sequer lutou uma guerra nascer aposentada apenas pelo que o pai dela fez.

      Essa é a verdade. Eu também me irrito. Eu também não concordo. Mas somos vulneráveis, o judiciário não. O que tem ai em cima são fatos e contra fatos não existem argumentos. Gostemos nós ou não, essa é a resposta.

      1. Pequeno gafanhoto,tudo o que se podia chamar de direito para os militares, Foi extinto em 2001 – MP 2215 ! Nao seja cretino como um esquerdista,Ao comparar um efetivo de um exército, com o efetivo do Judiciário- É desproporcional e ao leigo parece que somos dispendiosos !!! É lógico,pare de canalhice e Propagar FAKE NEWS!

        1. Pequeno gafanhoto, você parece ser instruído, nao falte com a verdade então.

          Esse direito não foi extinto.
          Leia novamente a reportagem e veja ele sendo executado no orçamento que deveria estar direcionado aos militares.

          Esse “direito” será “extinto” quando não gerar mais repercussão financeira ao Tesouro Nacional. E falta uns 100 anos para isso, pois mesmo quem hoje tem 24 anos de serviço pode ter optado por “manter” aquilo que vc chama de “direito extinto” para uma filha que até hoje, em 2024, sequer nasceu.

          Estamos falando de orçamento. Direito é a titularização de uma posição jurídica. Você parece bacharé da uniesquina então sabe disso. Não me acuse de propagador de fake news, pois assim começo a achar que não é ignorância sua, e sim pura má-fé mesmo.

          Ps: tem pensionista filha de veterano da guerra do PY vivendo no exterior com esse dinheiro! Execucao orcamentária, lembre disso antes de falar de repercussão financeira de um “direito extinto em 2001”. Pegue a LOA 2023 igual o pesquisador.

          1. Pequeno Gafanhoto ressentido, quem banca o FUSEX são os soldados que pagam e não usam,pois jovens pouco adoecem. É um fluxo mantido por geracoes de mais novos para mais velhos,entende? Passam 7 anos pagando e pouco usam,quem desfruta são os velhos que ficam.

          2. Para quem me chamou irresponsavelmente de mentiroso no comentário abaixo, solicito que pesquise assim no google e leia a reportagem da revista veja de 2019 (ou qualquer outra):

            “Forças Armadas têm 28 mil pensões especiais, e casos da Guerra do Paraguai“

            Depois peça perdão e deixe de ser um adulto imprudente em seus julhamentos.

            Sim senhores, a expectativa de vida subiu muito. O cara vai para a reserva com 48 anos, engravida a novinha aos 60, a filha vive outros 85… sao 30 anos de atividade para 103 de inatividade.

            Alouu a conta nao fecha!

  4. Independente se eu gosto, ou não, do que foi dito, essa reportagem tem sérios problemas de encadeamento lógico, provavelmente devido ao viés crítico que perseguiu, os gastos com o pessoal militar no Brasil.

    Começa falando que as nossas FFAA gastam muito com pessoal em comparação com o de outras nações. Porém, várias perguntas ficam no ar. Que outras nações são essas? Quanto nós gastamos em relação ao PIB com as FFAA; e quanto gastam em relação ao PIB as outras nações para comparar? Assim, a comparação ficaria mais justa. Por Que? Porque o salário é despesa fixa e os investimentos e custeio não são.

    Se você reduz o total a ser gasto, é claro que o percentual da despesa fixa ficará maior, mas nem por isso quer dizer que se está gastando mais com o pessoal.
    Somos um dos países que menos gasta em relação ao pib para as FFAA, quando comparado aos citados 29 países da otan. Gastamos apenas 1,1% do PIB. Se gastássemos 2% do PIB, o que é menos do que os 29 países da otan, os nossos investimentos e custeio disparariam, passariam de 15 % atuais para 60%. Quer dizer, gastaríamos apenas 40% com pessoal.

    Concluindo, não são os gastos com o pessoal que são altos e sim total do PIB é que é baixo com as FFAA. Isso, sim, faz a diferença no Brasil.

    1. Interessante exposição. Creio q as FFAA brasileiras deverias ser comparadas com as da América Latina, talvez América Central e quiçá América do Norte. É improvável (para NÃO dizer impossível) q as FFAA tupiniquim cruzem o Atlântico para combater qq país europeu e/ou asiatico. EsMB 1995!!!

  5. E só pedir emenda aos parlamentares, que eles combina 10% pra rachadinha, que fica pro parlamentar o resta pode ficar pra alimentar a fome dos Of, SUPERIORES, já os graduados de pires na mão, acorda bando de cara de pau, mudar e preciso, amanhã serão vc na reserva, chorando

    1. É so chamar helio bolsonaro, agora hélio negrão, o homem que renunciou ao seu proprio sobrenome familiar para um salario de deputado. Ele está atento

  6. Aprovem um plano de reserva remunerada voluntária para os Sargentos. Camarada sai do jeito que está na sua graduação. Leva o que já contribuiu ou leva sua pecuniária proporcional aos anos que ficou. Não tem outra solução a não ser isso. Pensem.

  7. Os países da OTAN tem um patamar mínimo de 2% do PIB para gasto muitos tem PIB maior, fora os EUA todos tem um território menor, menos efetivo e menor população.

    1. Nao sei.
      Sou do executivo.

      Nao sei dos estados unidos, nao sei do jidiciario, nao sei do vizinho…

      Sei que estou ficando com medo de ir pro inss

  8. Nunca vi a mídia falar dos gastos com nosso judiciário, um dos mais caros do mundo e entrega pouco para população, o msm vale para os gastos com nossos parlamentares.

  9. Optamos em apoiar o falso meçias em 2018, com grande número de militares participando daquele governo incompetente, fato que demostrou todas as mazelas castrense. Diante de tudo isso, foi dado legalidade para qualquer um expor as referidas ao público.

    1. Você deve ser QE! Magoado com as mudanças! Entrou como temporário, ganhou estabilidade por puxar saco, foi promovido por político e ainda está descontente? Estuda!!

  10. Independente se eu gosto, ou não, do que foi dito, essa reportagem tem sérios problemas de encadeamento lógico, provavelmente devido ao viés crítico que perseguiu, os gastos com o pessoal militar no Brasil.

    Começa falando que as nossas FFAA gastam muito com pessoal em comparação com o de outras nações. Porém, várias perguntas ficam no ar. Que outras nações são essas? Quanto nós gastamos em relação ao PIB com as FFAA; e quanto gastam em relação ao PIB as outras nações para comparar? Assim, a comparação ficaria mais justa. Por Que? Porque o salário é despesa fixa e os investimentos e custeio não são.

    Se você reduz o total a ser gasto, é claro que o percentual da despesa fixa ficará maior, mas nem por isso quer dizer que se está gastando mais com o pessoal.
    Somos um dos países que menos gasta em relação ao pib para as FFAA, quando comparado aos citados 29 países da otan. Gastamos apenas 1,1% do PIB. Se gastássemos 2% do PIB, o que é menos do que os 29 países da otan, os nossos investimentos e custeio disparariam, passariam de 15 % atuais para 60%. Quer dizer, gastaríamos apenas 40% com pessoal.

    Concluindo, não são os gastos com o pessoal que são altos e sim total do PIB é que é baixo com as FFAA. Isso, sim, faz a diferença no Brasil.

  11. Benefícios, quais?
    Reajuste, quais?
    Bem remunerados?

    Acho que o amigo do artigo em questão, confundiu os militares dos E.U.A. com os do Brasil.

    Esse artigo aqui, não traz a realidade e não engana nem mesmo um recruta.

    Benefícios dos Militares:

    – Fundo de garantia
    – Hora extra
    – Finais de semana e feriado em casa
    – Trabalho somente de 3f a 5f como em Brasília
    – Auxílio moradia
    – Plano de saúde e odontológico, com tratamento e internação grátis, sem ônus?
    – Auxílio pré-escolar de 2 mil reais até 21 anos aos filhos
    – Ajuda, desconto na compra da casa própria
    – Auxílio transporte e ticket de alimentação

    OBS.: ah, desculpe, esses seriam o que os militares não tem, e sim, outras classes não citados pelo autor do artigo, que Creio, deva ser um desses que tem todos os benefícios.

    Realmente o valor destinado as FFAA é tão pouco, pois, não ganhamos um reajuste do Soldo desde 2016 e a culpa é do pessoal que ganha mal e sem reajuste desde 2016.
    E, para seu conhecimento pagamos pensão militar desde que ingressamos nas FFAA até morrer, e, em valores altos. Fora o Imposto de renda.

    Se tivesse um orçamento melhor, dariam um reajuste digno, como qualquer outra classe cheias de privilégios e benefícios, que fora isso , são muito mais remunerados que os militares.

    O governo atual realmente está sem dinheiro, pois, entrou com 50 bilhões positivo e virou 2024 com 234 bilhões negativos.

    Mas, eu entendi, foi devido ao reajuste dos Soldos em 2023 que o governo ficou com contas negativas, mesmo batendo recordes em Arrecadação de impostos e ainda por muitos impostos a implantar.

    Parabéns pelo planejamento econômico do governo e para todos que contribuiram para esse notório desastre.

    Não se preocupem, é apenas o primeiro ano do governo!

    Sem mais palavras Meritíssimo!!

    1. R$59,7 Bilhões de superavit do Governo Bolsonaro para ser exato. Não são APENAS r$234 BILHÕES reais negativos. A conta é simples: r$234 BI + R$ 170 BI (PEC da transição) + R$59,7 bi (Superavit) = R$463,7 BI, ou seja, quase MEIO TRILHÃO gasto aPENAS no 1º ano de Desgoverno do Etílico, Rancoroso, Descondenado e Chifrudo Presidentário Dilmo. EsMB 1995!!!

      1. Obrigado, meu nobre Guerreiro Amauri pelos complementos dos valores perdidos nos ” ares ” ?

        Quem dos Gafanhoto vermelho dirá ainda que não tem verba e é devido ao orçamento que não temos um reajuste digno ???

        Valores atualizados :

        o governo perdeu 463,7 bilhões entre 2023/ 2024 e sem Pandemia:

        O problema não é orçamento.
        O problema é outro muito além de orçamento e competência.

        Não precisa desenhar e nem ter Curso Superior, Altos Estudos ou Formação em economia.

        463,7 Bilhões daria:

        – Reajuste digno aos servidores civis federais e Militares

        – Reajuste melhor ao salário mínimo

        – melhorar a segurança pública , hospitais, escolas, etc…e etc…

        Mas, o amor venceu! Que amor caro, de quase 500 bilhões.

        Daria pra dar mais de 2 mil reais a 200 milhões de brasileiros. Eu, não recebi nem 1 centavo.

        Mas,vamos em frente; creio que a meta será de 1 Trilhão de déficit até 2026.

        Só me resta dizer faz o L….kkkkk
        E,em duas palavras
        resumir:

        para béns …kkk aos envolvidos!

        Sem mais palavras Meritíssimo!!

  12. Simples, faz um plebiscito e acaba logo com as FA. Realoca o pessoal de carreira nos órgãos de governo e fecha às portas. Simples assim, qualquer emergência no país chama o Batman, o Homem de Ferro, o Homem Aranha, a pM e vida que segue.

  13. Conta matematica bem simples: as despesas com pessoal é fixa , com os recursos atuais passados para a defesa esse gasto representa 85%| mas se os recursos repassados forem maiores os custos com pessoal diminuiria. se o que for despensado de recursos forem os mesmos de 23 para defesa em 24 igual com as despesas fixas de pessoal isto representará 100%.

  14. Os países da OTAN em 2023 tiveram Orçamento percapta de mais de 375 mil dólares e o Brasil de 72 mil, não gastamos nem 20% do que eles gastam percapta. Basta igualar os gastos e as despesas com pessoal caem para Menos de 15%. A indústria de defesa movimentada 4% do PIB, mais de três vezes o destinado para o orçamento militar.

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