Em meio à queixas contra a falta de recursos, Marinha anuncia aposentadoria de 40% da frota

A fragata Independência deixa Natal rumo ao Líbano, em março deste ano - Vitorino Junior - 16.mar.2020/Photopress/Folhapress

Força naval fará evento para o descomissionamento da primeira, de 43 embarcações, e amplia queixas com a falta de recursos financeiros para manter a esquadra operacional
A Marinha do Brasil fará, nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, uma cerimônia para marcar a retirada de serviço do navio Mattoso Maia. Segundo nota da força naval, o evento marcará o processo de desativação de 43 embarcações, até 2028, que atingiram a sua vida útil.

No total, a Marinha aponta que desativará 40% de toda a frota da armada brasileira em função da falta de recursos financeiros para a manutenção. Críticas pela falta de recursos para a força, vem sendo vocalizadas pelo comandante da Marinha, o almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, que tem defendido uma dotação orçamentária fixa de 2% do produto interno bruto (PIB) nacional para as três armas.

“A baixa de um meio sem a correspondente recomposição pode implicar a degradação de capacidades da Força Naval. Desde 2017, houve uma expressiva frustração orçamentária da ordem de R$ 3,3 bilhões, sendo importante buscar a garantia da regularidade nos recursos das Forças Armadas dentro da proposta de sustentabilidade financeira de 2% do PIB (Produto Interno Bruto), para que o País venha a recuperar as suas capacidades”, disse Olsen em nota.

A Marinha aponta que em função da idade dos navios, os custos financeiros com a sua manutenção ou atualização são inviáveis para o órgão, mas aponta que o número de 43 embarcações a serem aposentadas pode variar de acordo com avaliações técnicas das estruturas, mas aposta que a variação deve ser pequena.

Defendendo abertamente a proposta legislativa que corre no Congresso Nacional, a nota oficial da força chega a citar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que começou a tramitar no Senado Federal e que engessa o orçamento da União com essa dotação fixa para a área de Defesa. Medida que a área econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem se posicionando de forma contrária.

Sem o ministério da Defesa tomar a frente no apoio a esta proposta, a Marinha tem encampado a defesa do projeto. Nas últimas semanas oficiais da Marinha, encarregados das relações institucionais com o parlamento, têm visitado com frequência gabinetes de senadores da oposição para defender a PEC. Há algumas semanas, Olsen disse que a força teria que parar algumas embarcações por falta de dinheiro para manter os navios abastecidos com combustível.

A nota oficial da Marinha abre a defesa da PEC, que usa como referência um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos países mais desenvolvidos, que aponta que o investimento ideal em Defesa seria da ordem de 2% do PIB.

“A proposta está, ainda, em sintonia com o cenário geopolítico atual, que tem incentivado grandes e médias potências a elevarem seus investimentos para renovar seus sistemas de Defesa. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil provisionou nos últimos dez anos, em média, o correspondente a 1,32%, enquanto outros países em desenvolvimento seguem avançando, como a Índia (2,4%), a Colômbia (3%) e o Chile (1,8%). Estudar possibilidades para permitir a elevação gradual do orçamento da Defesa é, portanto, determinante para que as Forças Armadas atinjam a capacidade operacional plena.

O número tem sido questionado por pesquisadores, que apontam que o Brasil, que vive em um cenário confortável em termos de ameaças externas, não deveria pautar o seu orçamento de Defesa ao mesmo nível de países mais desenvolvidos e envoltos em situações geopolíticas mais complexas.

CORREIO BRASILIENSE

12 respostas

    1. Já eu defendo que os comunicantes, matbelianos e intendentes caiam no inss.

      E talvez alguem defenda que eu caia, ja que nao sou oficial.

      E talvez entre os oficiais, os de akdmia queiram que os demais caiam

      E entre os de akdmia, os que sao autos estudos…

      Cuidado.

        1. Acho que vc nao tem o menor senso critico para ironia.
          Deve ser achar muito letrado e ai quer corrigir os outros.
          Se frequentasse mais o blog, entenderia a grafia.

          Vc, seja oficial ou sargento, fez um concurso de nivel medio (500 ou mil vagas, respectivamente).

          Nivel médio.

          Por isso se apega a querer ser professor pasquale.

          Menos, pasquale do nivel medio.

    2. Ainda bem que você não decide por nada, porque dá para ver que não tem a mínima autoridade no assunto. Ainda mais quando fala dos enfermeiros. Quero ver se colocar no lugar e ir lá dar escala 1×1 por 35 anos!

  1. A tropa, a família militar, os Soldos estão defasados e sem recursos há tempo; e , sendo esse último(o Soldo), já aposentado desde 2016.

    Sem mais palavras Meritíssimo!

  2. Engraçado, Bolsonaro estava investindo pesado nas forcas armadas, comprou diversos tanques T90, e outros, investindo nas 3 forças, concedendo privilégios aos altos oficiais, e mesmo assim traíram o cara. Agora que estão caindo a ficha, recorrem à oposição para conseguirem recursos para manterem a frota.
    FAZ O L, seus idiotas úteis. Pior de tudo, eles têm conhecimento de todas as situações políticas e econômicas do país, e mesmo assim escolheram o cara que nunca gostou de militares, porque é o maior bandido do planeta.

  3. Lamentável…. Que tristeza que lastima… O presidente atual foi o que mais investiu nas forças armadas… Quando governou o País… Se possível pesquise !!!!

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