CPI do DF divulga relatório nesta quarta. Relembre o que os militares disseram sobre o 8 de Janeiro

Gonçalves Dias ainda afirmou que relatórios da Abin não falavam de depredações
(foto: Rinaldo Morelli/Agência CLDF)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal finalizou as oitivas e deve votar o relatório final nesta quarta-feira (29).

A comissão foi instalada em fevereiro, e o primeiro depoimento ocorreu no começo do mês seguinte. De março a novembro, foram ouvidas 31 pessoas, entre elas generais e oficiais do Exército e da PMDF.

Veja a seguir a lista dos 16 depoentes militares e o resumo do que foi dito:

• 16 de março: coronel da PMDF Jorge Eduardo Naime, ex-comandante do Departamento Operacional da corporação. Naime afirmou que a divisão não teve acesso a relatórios de informação que mostrariam a gravidade dos atos de vandalismo e que o Exército protegeu os vândalos após a invasão. “A Inteligência do Governo do Distrito Federal foi a responsável pela falha no dia 8 de janeiro”, disse.

• 30 de março: coronel da PMDF Jorge Henrique da Silva Pinto, que coordenava os assuntos institucionais da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF. O coronel disse que não acreditava que tivesse havido um complô por parte da Polícia Militar. “O que eu posso dizer é que a inteligência atuou, não sei dizer quem falhou, mas a inteligência fez todo o trabalho necessário”, alegou.

• 27 de abril, coronel da PMDF Cíntia Queiroz de Castro, subsecretária de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do DF. Cíntia disse que o plano previu “todos os cenários possíveis” e que o erro teria sido na execução.

• 11 de maio: coronel da PMDF Fábio Augusto Vieira, o ex-comandante-geral da Polícia Militar. Vieira disse que não foi realizado nenhum planejamento operacional para o dia dos ataques.

• 18 de maio, general do Exército Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto. Dutra afirmou que Exército não protegeu e tentou “desmotivar o acampamento o tempo todo”, mas que o este não foi tratado como ilegal pelas instituições. Disse também que o Exército não recebeu ordem judicial para retirar os extremistas.

• 1º de junho: general do Exército Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O general negou ter participado dos atos e disse que as narrativas sobre o papel do GSI são “fantasiosas”. Disse também que não houve tentativa de golpe de Estado e que o uso do termo é exagerado.

• 5 de junho: coronel da PMDF Marcelo Casimiro, ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional durante os atos. Casimiro disse que a PM não prendeu ninguém em 12 de dezembro durante ataques no centro da capital porque a corporação foi “pega de surpresa”. Sobre o 8 de Janeiro, afirmou que o planejamento dos manifestantes para os atos foi mais eficiente que o da PM.

• 15 de junho, coronel da PMDF Klepter Rosa, comandante-geral da Polícia Militar. Rosa afirmou que a determinação de prisão dos extremistas foi dada por ele. “Entre agora e prenda todo mundo”, teria dito.

• 22 de junho, general do Exército Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. GDias disse que atuou para proteger o gabinete presidencial e que estava desarmado e à paisana, pois “não esperava encontrar aquela situação”.

• 3 de agosto, major da PMDF Flávio Silvestre de Alencar, acusado de ordenar retirada das tropas dos arredores do Congresso. O major negou ter dado a ordem de retirada das tropas. Alencar afirmou que foi convocado verbalmente, sem ordem de serviço, para distribuir o policiamento no dia dos atos.

• 24 de agosto, tentene-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Cid ficou em silêncio e não respondeu às perguntas dos deputados.

• 4 de setembro: general do Exército Carlos José Penteado, ex-secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Penteado disse que houve falha no fluxo de informação do GSI na prevenção dos atos e afirmou que os atos do 8 de Janeiro não teriam ocorrido se Gonçalves Dias tivesse compartilhado informações.

• 21 de setembro: coronel da PMDF Paulo José Ferreira Souza Bezerra, acusado de omissão durante os atos. Bezerra negou participação nas reuniões para preparar as ações que seriam adotadas pelas forças de segurança durante os atos.

• 9 de outubro: major do Exército José Eduardo Natale de Paula, filmado ao oferecer água a extremistas. Ele disse que tentou conter os vândalos e que parte deles parecia preparada para atos agressivos.

• 9 de novembro: major da PMDF Cláudio Mendes dos Santos, suspeito de ensinar táticas de guerrilha a extremistas. Santos negou a prática e disse que teria apenas dito aos manifestantes que se sentassem no chão e não se aproximassem da polícia caso houvesse uma ação para conter os atos. Também afirmou que eles teriam deixado o acampamento se Bolsonaro assim tivesse ordenado.

• 16 de novembro: coronel da PMDF Reginaldo Leitão, era chefe do Centro de Inteligência da PM durante os atos extremistas. Ele admitiu que houve “falha” da corporação no 8 de Janeiro.

Com R7

6 respostas

  1. Tic tac tic tac
    Faltam 11 dias para minha promoção a Sub.
    Cuidado com o coração invejosos, façam o Che Cap, Senão podem morrer de inveja dos Subs Prejudicados mais antigos a partir de 9/12.

  2. Lembro que o Sargento QE Luis Marcos dos Reis, “ex-faz tudo” de Bolsonaro, preso no âmbito do escândalo do esquema de falsificação de cartões de vacinação, ouvido pela CPMI que investiga os atos criminosos de 8 de janeiro da câmara baixa do Congresso Nacional do Brasil:
    – está sub judice, assim, fora do QA para as promoções do 9/12.

  3. Fique atenta PF …agora com um cretino na Argentina, o bandido vai fugir pra lá e ficar comandando os idiotas a distância, como fez quando foi para os EUA.

  4. Sim faça o check UP. Será que está certo agora. Mas como eu não sei distinguir o check UP. Chec cap. Checkout, check in, check list ett.. será que foi a intenção mesmo de escrever errado, bah sou tão burro que capaz de eu escrever errado cm um R. Mas fazer o que né. Vou direto ao assunto da promoção lógico que não é 9 de dezembro e sim data final da tramitação e depois disso o presidente lula se promover já falei não é de imediato e pode acontecer a partir de 2024 ou até 2025. Sobre o orçamento esse não foi votado ainda. E não vai entra no orçamento e não precisa entrar no orçamento, pois o ministério da defesa está sendo bem contemplado com o orçamento enxuto. Outra qualquer coisa podem até mexer na lei 13.954. Aí quero ver essa gente que aqui vem criticar os QEs. Se fosse vocês ia ficar pianinho, pois qualquer coisa pode sobrar para vocês e favorecer os QEs. Não chola não bebês. Não chora não que depois não digam que não foram avisados. O tempo é o senhor absoluto da razão.

  5. Decide aí Decréscimo, toda hora vc muda esse roteiro.
    Já estou achando que as PROMOS serão antecipadas para 31 de outubro, nesta sexta-feira.

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