Sob acusações de “facista” e “negacionista”, estudantes barram Santos Cruz em evento na UFRJ

Reprodução DCM

Movimento estudantil anunciou “escracho” antes do evento

Rio – A Universidade Federal do Rio de Janeiro precisou transferir para fora da instituição um evento com o general Santos Cruz para tentar driblar manifestações. O ex-secretário do governo Bolsonaro foi convidado a participar do debate do lançamento da segunda edição da obra “O Exército na Política: Origens da Intervenção Militar 1850-1897”, de autoria do brasilianista John Schulz. O evento foi organizado pelo Instituto Lima Barreto para a Mobilidade Social e o Instituto de Historia da UFRJ.

O lançamento estava inicialmente previsto para as 14 horas do último dia 22 no Palácio Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Pouco antes, com o uso de um microfone e alto-falantes, lideranças de movimentos estudantis se reuniam no pátio central convocando-os a uma concentração e a um escracho, lembrando que a universidade havia resistido à ditadura militar e acusando Santos Cruz de negacionismo.

Eles apontaram também a perseguição à instituição pelo governo Bolsonaro, com cortes de verba que levaram à sua quase paralisia, em particular no mês das eleições presidenciais no ano passado. A organização adiou o evento para as 15h30 no restaurante Casa Sobrado, numa rua estreita do centro da cidade, a cerca de 10 minutos do campus universitário.

“Um general que fez parte do governo Bolsonaro, um general que diz que o golpe de 1964 não foi um golpe, mas principalmente apoia as posições do ex-presidente, dizendo que o governo foi democrático, que a ditadura foi democrática, a gente acha que isso é um absurdo”, afirma.

Postura crítica

Santos Cruz foi catapultado do governo em junho de 2020, após Bolsonaro se valer de um áudio forjado, em que, supostamente, o general fazia críticas ao então presidente, aos seus filhos e outros integrantes do governo.

Desde então, o militar tornou-se um dos mais severos críticos de Bolsonaro e seu governo e concedeu dezenas de entrevistas com esse viés.

“Não tem sentido”

Do lado de dentro do bar, onde ocorria o evento majoritariamente frequentado por militares, alguns falaram em “radicalismo” por parte dos estudantes.

Perguntado se houve golpe militar, o general não respondeu. “O assunto aqui é o lançamento de um livro, não é?”.

“Não é problema ser ou não ser (golpe), simplesmente nunca me falaram nada sobre isso. Não tem sentido”, afirmou Santos Cruz.

O militar da reserva falou em “professores que talvez pensem diferente”.

“Eu não conversei com esse pessoal. Seria interessante conversar, mas o pessoal não tem interesse. Não tem problema nenhum. Quanto ao posicionamento, tem que respeitar”, disse o general, ao ser questionado sobre a contradição de estar presente numa universidade supostamente perseguida pelo governo Bolsonaro.

Com informações de DCM

 

Respostas de 14

  1. Bem feito. Pensou que, atacando Bolsonaro diariamente, teria passe livre na esquerda…

    A propósito: como anda as investigações a respeito das suspeitas de corrupção do filho desse general?

  2. Em resumo: Golpe da República, para retirar a Monarquia – pasmem o país estava ótimo em tudo e logo após ficou ferrado -, golpe em 64 – país estava se modernizando e daí teve um milagre econômico enganatório muito tempo depois, todavia no contexto entregaram uma bucha para o Sarney -. Milicos não sabem administrar nem a caserna, não produzem nada e possuem dedo podre, onde põem as mãos tudo apodrece, somente atuam por regime hierárquico e atecnia.

  3. Esse general além de negacionista é um baita aproveitador se por outro lado tivesse se dado bem no governo JB estaria quieto. Por ser general já não dá para confiar; o que esse general tem que entender que universidades federais, estudantes radicais, DCE só querem queimar maconha, fazer sexo ao ar livre e com plateia, o lema “paz e amor”, odeio trabalho e por aí vai… são estudantes mimadinhos e de papais ricos que só querem “liberdade” hahaha

  4. Meninada imatura manipulada.

    Não sabem o significado de Fascimo, nem como seria um regime fascista.

    Dá pena de ver como essa geração está sendo doutrinada facilmente. Não querem usar os próprios neurônios e repetem clichês ultrapassados.

    Srs, Brasil não tem solução.

  5. Maconheraiada fica doida quando se fala em Forças Armadas, Polícias ou qualquer coisa relacionada ao que é certo. Se fosse um líder do PCC ou CV seria ovacionado.

  6. Essas aberrações sempre acontecem nos cursos de História, Artes, Sociologia e Filosofia, ou seja, a maioria dos cursos da área de Humanas. Praticamente não se vê essas “manifestações” em cursos como Matemática, Engenharia ou até mesmo Economia, que apesar de ser de Humanas tem uma boa carga horária de matemática no currículo. Provavelmente porque estes últimos precisam estudar muito para conseguir concluir o curso, então não sobra muito tempo livre pra fumar maconha e xingar os outros de fascista.

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