O conteúdo é tratado como essencial para que providências internas sejam tomadas e para conter sangria com vazamentos parcelados
Marcela Mattos
Integrantes do alto escalão das Forças Armadas têm demonstrado incômodo com o vazamento feito a conta-gotas do conteúdo da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
Cid fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal há mais de dois meses. Desde então, os investigadores têm mantido o material sob total sigilo, mas alguns trechos já foram divulgados pela imprensa.
O ministro da Defesa, José Múcio, chegou a se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em busca de mais informações sobre o conteúdo. O relator, porém, não compartilhou as informações.
Atualmente, somente o STF, a PF e a Procuradoria-Geral da República têm acesso às investigações.
As Forças Armadas argumentam ser importante conhecer o teor da delação para, a partir dele, definir quais serão as providências internas. Não se sabe, por exemplo, se houve menção a algum nome que continua em cargo de influência ou qual será o destino dado a Mauro Cid, cuja carreira dentro do Exército estava em plena ascensão.
Além disso, há uma reclamação de que os vazamentos “parcelados” prolongam o desgaste das forças, que, em evidência durante os quatro anos do governo Bolsonaro, agora tentam submergir e sair dos holofotes do noticiário político.
Entre as declarações de Cid já tornadas públicas há a revelação, feita por VEJA, de que o ex-presidente Bolsonaro determinou a ele a venda de joias recebidas pelo governo brasileiro. O valor, relatou Cid, foi todo entregue em espécie ao ex-mandatário. VEJA também mostrou que o tenente-coronel detalhou como funcionava um “gabinete do ódio” dentro do Palácio do Planalto.
Reportagens publicadas depois relataram que Cid detalhou um suposto plano de um golpe militar para reverter a vitória de Lula sobre Bolsonaro. A proposta teria tido o aval do então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier. No entanto, os chefes do Exército e da Aeronáutica teriam rechaçado a intentona.
Respostas de 6
Planejar golpe militar em pleno século XXI. surreal, falta de estudo. Muitas mentes não pensantes dentro das 3 forças ainda estão na década de 1950
A imprensa já deve ter recebido um telefonema de Brasília; ” olha , reaviva o caso Cid aí por favor , a população já está reclamando dos preços no supermercado, tem essa briga do senado com o STF, Lula não pode sair às ruas então cria uma cortina de fumaça aí por favor … vou ligar pra Globo lixo também … 😁😁😁
P.S. Caro Capitão Montedo, bom dia para o senhor aí nos pampas , o sr. poderia publicar no Blog , por favor, que todos oficiais e ST/Sgt que compraram armas este ano não puderam pegar a arma na loja até a data de hoje pois o exército não está dando o CRAF ( registro da arma ) . Isto está dando um prejuízo imenso a nós que pagamos por um bem material e simplesmente não temos como pegar na loja pois o EB não emite o CRAF mesmo tendo nos autorizado a adquirir o armamento. Eu mesmo peguei 5.900,00 numa pistola em maio e até agora nao posso pegar a arma, o jeito vai ser contratar um advogado. Muito obrigado Cap.
Caro Sub
Não é questão de reavivar o caso Cid. Trata-se de tentativa de golpe, tentativa essa que teve a conivência de oficiais e praças das 3 forças. Torço para que o senhor consiga logo seu CRAF pois a bandidagem está super armada graças ao capitão indisciplinado que virou presidente e armou a bandidagem.
Não fala merda! A bandidagem sempre andou melhor armada que as polícias. E se bobear daqui a alguns vai estar melhor que as forças armadas. As estatísticas da imprensa marrom são ridículas. Apresentam o número de aquisições de armas por CACs e usam o mesmo número para aumentar as armas nas mãos dos criminosos. Como a imprensa sabe o número de armas nas mãos dos bandidos? Dados de fiscalização do Governo fornecidos pela poderosa Gestapo dos poderosos do momento?
Outra coisa: discussão dos leões de alojamento (mesmo os leões da alta cúpula das FA) sobre golpe de Estado é diferente de executar um golpe.
A invasão dos prédios públicos representativos dos Poderes da República, sem a prisão dos detentores do Poder não significa golpe, significa a inoperância das autoridades de segurança pública em trabalhar as informações que deveriam ter antes mesmo do evento ocorrer.
Mas é fácil colocar a culpa em pessoas comuns que estão indignadas com um fato sui generis no mundo todo: volta ao cargo de presidente de República da pessoa que distribuiu enormes quantias de dinheiro público aos coleguinhas, tudo patrocinado pela mais Alta corte do planeta…
Então, não amola com esse tal de golpe que nunca foi adiante…ficou só no mundo das ideias…de alguns…
👏👏👏👏
caro Sem cadência, você vai entrar nessa lengalenga da esquerda de que foi tentativa de golpe, o que houve foi puro vandalismo e quebra quebra, nada de golpe ninguém morreu, e não foi disparado um único tiro, ao contrário de quando Fidel Castro deu Golpe em Cuba e houve mortes precisam compreender melhor o que é um golpe antes de entrar na cantilena da esquerda que houve golpe.