Exército entra em fase final de compra bilionária para substituir artilharia da Segunda Guerra

Rosário do Sul (RS) - O Comandante da Linha de Fogo da 1ª Bateria de Obuses do 29° Grupo de Artilharia de Campanha emitindo os comandos para sua linha de fogo carregar as peças para o tiro noturno da Operação Coxilha. (Imagem: CMS)

Nesta terça-feira (14), o Exército espera receber as propostas de empresas interessados na encomenda

Daniel Rittner, Jussara Soaresda CNN

Brasília – Em um negócio estimado em quase R$ 1 bilhão, o Comando do Exército entrará na fase final de seleção para a compra de 36 veículos blindados de combate obuseiros.

Eles vão substituir equipamentos incorporados pela força terrestre entre a Segunda Guerra Mundial e a década de 1970.

Nesta terça-feira (14), o Exército espera receber as propostas de empresas interessados na encomenda. A expectativa é que fornecedores de Estados Unidos, França, Suécia, China, Índia e Israel participem do processo.

Cada veículo deve custar em torno de US$ 5 milhões. Tendo esse valor como base, a encomenda total de 36 unidades poderá chegar a US$ 180 milhões — cerca de R$ 900 milhões pela taxa de câmbio atual.

Além disso, o Exército calcula uma necessidade de gastar de 15% a 20% adicionais no treinamento e capacitação de suas tropas para uso do equipamento, que tem como objetivo atualizar e reforçar seus sistemas de artilharia.

Considerados armamentos pesados, pelo alto poder destrutivo, obuses são uma espécie de canhão dos tempos modernos, nos quais projéteis explosivos são disparados dentro de um tubo que dá direcionamento até o alvo.

Eles podem ser usados individualmente (rebocados), mas tornou-se mais comum instalá-los em veículos blindados (autopropulsados).

A nova linha de obuseiros será sobre chassis de veículos, diferentemente dos sistemas rebocados, e justamente por isso permite maior articulação com forças mecanizadas. Com essa renovação, o Exército vai ganhar mais mobilidade e alcance.

Os sistemas que estão sendo comprados pelo Brasil vão chegar no chamado “padrão Otan”, com projéteis de 155 mm e maior poder de fogo.

Segundo relatos feitos à CNN por fontes militares, os obuseiros atuais do Exército demoram até 15 minutos para dar o primeiro tiro e levam oito minutos para disparar dez tiros. Nos novos sistemas, são cinco minutos para o primeiro tiro e até seis disparos por minuto.

Processo de seleção
Em agosto, o Exército lançou um “request for proposal” (RFP) — pedido oficial de proposta — para fornecedores interessados na encomenda. O prazo para a entrega de ofertas é esta terça-feira.

Pelo cronograma dos militares, segundo relatos feitos à CNN, o objetivo é ter uma “short list” (lista dos concorrentes pré-selecionados) em dezembro.

A partir daí, inicia-se uma fase que os fardados chamam de “diálogo competitivo” (negociações finais) com as empresas. A intenção é anunciar o vitorioso no processo em março de 2024. As entregas deverão começar em 2025 e se estender por dez anos (até 2035).

O menor preço não é o único critério da aquisição — e nem necessariamente o principal. Como costuma ocorrer em projetos na área de defesa, o Exército pretende exigir “offset” tecnológico, que envolve obrigações como transferência de tecnologia ou uso de conteúdo local para o futuro grupo fornecedor do equipamento.

No caso dos obuseiros, o offset deverá se concentrar na nacionalização da capacidade fabril de munições, preferencialmente em associação com uma empresa brasileira (a Imbel é favorita para isso), segundo fontes ouvidas pela CNN. Hoje, ae munições para esse tipo de equipamento não são produzidas no Brasil.

Novo PAC
A questão orçamentária é vista com relativa tranquilidade pelo Exército, já que as Forças Armadas terão recursos garantidos no Novo PAC, o programa de infraestrutura lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto. Um dos eixos do programa é a indústria de defesa.

O Exército assegurou R$ 6,7 bilhões para seus projetos estratégicos no período 2024-2027. Esses projetos contemplam forças blindadas, o sistema Astros (de lançadores múltiplos de foguetes), o Sisfron (sistema de monitoramento de fronteiras) e a parte de aviação (principalmente helicópteros e drones) da força terrestre.

CNN Brasi

8 respostas

  1. Sou Serv Público. No Gov Bolson gastamos $$$ cm Vacinas e Afins. Hoje Grde Problema é Selecionar bem Militares SuOficiais pr dae treinamento a EEles. Se não, dezenas de Aposentd e o Capital foi pr brejo!!

  2. Acho que os melancias do EB podem tirar os cavalinhos da chuva, com o governo atual se ombreando com os terroristas do Hamas provavelmente novas vendas de armamentos serão barradas pelo congresso Estadunidense.

  3. Isso não serve pra nada kkk tudo aqui é o número mágico 36 num país continental isso talvez sirva pra o estado de Sergipe. 36 gripen 5 submarinos e um nuclear alguns tanques isso serve pra dois meses de guerra e olhe lá, sem o desenvolvimento Tecnológico e um parque industrial próprio pra gerar emprego e criação de peças armas de guerra o país será vassalo pra sempre. Não tem projeto e políticas de estado só compra de insumos pra tapar buraco 🕳️

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