Brasileiro reservista no Exército de Israel fala sobre convocação para conflito: ‘Fomos treinados pra isso’

Soldados isralenses na Faixa de Gaza

Alexandre Kreimer foi enviado para base militar na região da Faixa de Gaza e conta como é a rotina entre os militares.Israel afirmou nesta segunda-feira (9) que restabeleceu o controle das comunidades ao redor da Faixa de Gaza após o grupo armado Hamas lançar ataques contra o território israelense. Em uma dessas bases militares ao redor da área de conflito, um soldado brasileiro atua pelo Exército de Israel.

Alexandre Kreimer é reservista e foi convocado para atuar no conflito. Em entrevista exclusiva à GloboNews, ele conta que o grupo do qual faz parte aguarda ordens para uma possível entrada em Gaza.

“Estamos perto da Faixa de Gaza, treinando e se preparando. A gente está fazendo o máximo que a gente pode como reservista, porque não sou mais soldado, para o caso de a situação ficar mais grave, a gente entra em gaza. A gente vai para onde mandarem”, conta Kreimer.

Segundo ele, todos dormem em colchões no chão e, em uma única tenda, são pelo menos 100 militares. “As condições são as de Exército, a gente dorme mal, come mal. Mas a gente foi treinado para isso”, completa.

▶️ Como começou o conflito entre o Hamas e Israel? A mais recente disputa na região começou em 7 de outubro, quando o Hamas realizou um ataque-surpresa contra Israel. Essa foi a mais violenta ação em território israelense dos últimos 50 anos. Os serviços de inteligência do país não conseguiram antecipar que uma ofensiva dessa magnitude estava sendo preparada.

▶️ O que é o Hamas? O grupo extremista armado é uma das principais organizações islâmicas nos Territórios Palestrinos (são duas áreas não contínuas: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia). Desde 2007, o Hamas controla a Faixa de Gaza. O grupo é considerado terrorista por países como os Estados Unidos e o Reino Unido, mas tem o apoio do Irã.

▶️ Como foi o ataque? As ações se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou 5 mil foguetes. Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país. Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.

▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação. “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.” Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.

▶️ Quantas pessoas morreram? O balanço mais recente das autoridades locais indica que ao menos 1.120 pessoas morreram, sendo 700 em Israel, 413 na Faixa de Gaza e sete na Cisjordânia. Milhares de pessoas ficaram feridas.O que é e onde fica Faixa de Gaza? É território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito e banhado pelo Mar Mediterrâneo. Marcado por pobreza e superpopulação, tem mais de 2 milhões de habitantes morando em um território de 41 km de comprimento e 10 km de largura. Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, Gaza vive um bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira.

▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.

▶️ Quando Israel foi reconhecido como um Estado? Em 1948. Desde então, vem ocorrendo uma disputa por território na região, e vários acordos já tentaram estabelecer a paz na região, mas neNhum deles teve sucesso.

▶️ Qual é a diferença entre israelenses e palestinos? Israelenses são cidadãos do Estado de Israel, criado em 1948. Palestinos são o povo etnicamente árabe, de maioria muçulmana, que habitava a região entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo.

g1

9 respostas

  1. Nacionais reclamam do país que tem o maior índice de criminalidade e que vai deixar o país e ir para outro viver. Daí ocorrer conflitos desse tipo, desastres naturais, etc e tentam de qualquer forma retornar ao país de origem e procuram apoio até da embaixada. Todos tem direito a uma vida melhor, inclusive de deixar o país e até se nacionalizar em outro, no entanto, nunca devem cuspir no “ius Solium”, afinal é nele que acabam retornando e acolhendo.

    1. Não li na matéria ele pedindo para voltar, muito pelo contrário, está conformado com sua condição de Reservista e com a importância de sua missão. Vários outros que ainda estão na Ucrânia nunca pediram para voltar. Os que lá morreram também não estão pedindo, mas sim seus parentes. Admiro estes que ousam lutar, não igual aquele ex sargento que foi lá e ficou por meia hora ou aquele “CAC” embusteiro de Maringá que ouviu o som de uma bomba e voltou chorando, tal como a maioria dos leões de alojamento fariam.

  2. …deixa de Frouxura Cabra e cumpre sua missão de guerra, guerra para resolver os problemas que o Exército próprio cria.
    Quer ver guerra de verdade no EB? Vai até uma SIP fazer algum procedimento, a guerra da burocracia ( Para militar), a guerra da má vontade, a guerra da Incompetência, a guerra da Boquinha…

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