Animais e militares: mais que amigos, companheiros de missão

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A proximidade entre animais e militares compõe uma união na qual ambos saem ganhando

Brasília – A força da relação entre militares e animais também integra as fundações do Exército Brasileiro. Na Instituição, alguns bichos são mais do que amigos dos seres humanos: são companheiros, integrantes da Força Terrestre e elementos fundamentais para a defesa do Brasil. Outros animais são foco de uma outra grande missão do Exército: a preservação ambiental. A proximidade da Força com a fauna brasileira também está representada em símbolos: várias tropas operacionais da Força têm, como ícones, animais emblemáticos da fauna brasileira, como a onça, o jacaré, a águia e o carcará. Abaixo, você verá como a proximidade entre animais e militares compõe uma união na qual ambos saem ganhando.

Força equestre

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Base dos primórdios da Arma de Cavalaria, os cavalos integram o Exército até hoje para uma série de missões. Desde atividades operacionais a cerimoniais militares – passando por atividades esportivas – os equinos estão no centro da rotina de várias unidades de Cavalaria da Força. Uma das principais obrigações dos Regimentos de Cavalaria da Força, por exemplo, é manter os cavalos em excelente nível de apresentação física e sanitária. Para manter a excelência do cuidado, o Exército detém toda a estrutura necessária para acomodar os equinos e também possui veterinários militares, profissionais voltados exclusivamente para o acompanhamento diário da saúde dos animais. Os cavalos empregados pelo Exército são criados na Coudelaria do Rincão, uma área localizada em São Borja (RS) voltada para o adestramento dos equinos desde que são pequenos potros.

A presença dos cavalos na vida militar também se dá pela Equoterapia, atividade usufruída pela família militar e que é usada como tratamento para reabilitação, reeducação especial e inserção social. Atualmente, a Força possui mais de 20 centros em funcionamento nas instalações de diversas Organizações Militares e em Círculos Militares pelo país. O Exército também se utiliza de muares (mulas e burros) em unidades que contam com tropas especializadas em ambientes de montanha. Resistentes e utilizados em várias outras forças armadas pelo mundo, esses animais são empregados em movimentos logísticos e no transporte de sistemas de armas, munição e materiais de comunicações.

Cães de Guerra


Tão utilizados em atividades militares quanto os cavalos são os cães. Considerados combatentes como quaisquer militares da Força, eles são chamados de ‘Cães de Guerra’ e integram desde missões de patrulha e fiscalização a saltos com a tropa paraquedista. Os cães chegam aos canis do Exército ainda filhotes, com menos de um ano, e podem permanecer até oito anos empregados em operações militares. Finalizado o seu período na Força, o cão, quando necessário, pode permanecer na Instituição até o fim de sua vida com todo apoio alimentar e veterinário, e também pode ser adotado pela sociedade ou até mesmo pelo seu próprio adestrador. A adoção dos cães é prevista nas Normas para o Controle de Caninos no Exército Brasileiro (NORCCAN).

Para o melhor desempenho das funções, os animais são adestrados pelos chamados cinófilos, que são militares capacitados para desempenhar a condução do animal. Todos os anos, o Exército realiza estágios voltados tanto para militares voluntários quanto para adestradores, que passam cinco semanas aprendendo desde os comandos básicos aos mais avançados. Atualmente, o Exército possui dois centros de reprodução e distribuição de caninos para todas Organizações Militares da Força: um em Osasco (SP) e outro em Brasília (DF). Para as atividades militares, a Força tem trabalhado com cães de raças diversas como Rotweiller, Labrador, Dobermann, Pastor Alemão e Pastor Belga Malinois.

Proteção
A relação do Exército com os animais também inclui a preservação de espécies ameaçadas e a recuperação de espécies maltratadas. O Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), localizado em Manaus, é um dos maiores exemplos da atuação da Força a favor da preservação ambiental. O local possui mais de 1000 animais da fauna amazônica, incluindo peixes, aves, primatas e onças-pintadas. O Zoo do CIGS teve sua origem em 1967 a partir da necessidade de apresentar elementos da fauna aos alunos do Curso de Operações na Selva, e foi aberto ao público em 1969. A chefe da Divisão de Veterinária do CIGS, Tenente-Coronel Simone Falcão, explica que atualmente a estrutura tem a função de acolhimento. “Recebemos animais através dos órgãos ambientais. São animais que tiveram suas mães abatidas ou que estão com algum problema que não os permita a sobrevivência ou a reintrodução na natureza”.

Proteger a fauna nativa também é missão do Parque Zoobotânico da Caatinga, uma área criada e administrada pelo Exército por meio do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado em Petrolina (PE). Lá, uma vasta área preservada de caatinga mantém animais nativos do bioma, como onças-pardas, saguis, macacos-prego, seriemas, além de uma grande variedade de pássaros, répteis e mamíferos. Destaque pelos eventos e atividades inovadoras nas áreas de educação ambiental e reprodução de animais em cativeiro, o Parque Zoobotânico da Caatinga é um verdadeiro centro de conservação da natureza e uma área de estudos biológicos e botânicos, além de constituir-se em meio auxiliar da Instrução Militar.


Centro de Comunicação Social do Exército

3 respostas

  1. Nós vimos o quanto depois de chutar um filhote ….além disso o que estão fazendo com as mortes de vários peixes e botos no Amazonas ?

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