General Dutra defende Exército em depoimento na CPMI: “Não houve inércia”

General Dutra e seu advogado em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O militar apresentou uma linha de tempo com ações adotadas pelo Exército desde novembro de 2022, com objetivo de desmobilizar o acampamento bolsonarista em frente ao QGAline Brito
O general Gustavo Henrique Dutra defendeu a atuação do Exército diante dos acontecimentos que culminaram nos atos de vandalismo em 8 de janeiro. O militar afirmou, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os ataques aos prédios dos Três Poderes, que a Força foi proativa e “não houve inércia ou complacência”.

“Não cabia ao Exército fazer qualquer juízo de valor sobre o teor das manifestações ou o controle de legalidade das pautas reivindicadas, sob pena de caracterizar eventual abuso de autoridade”, disse Dutra. “As ações realizadas no SMU [Setor Militar Urbano] foram planejadas para evitar danos de um eventual emprego de tropas”, defendeu o general.

Dutra ainda argumentou que as ações do Exército foram baseadas na Constituição Federal, que estabelece que “não se constitui crime a manifestação crítica aos poderes constitucionais, nem à atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais”.

“Nossas ações estiveram baseadas na observância irrestrita no previsto no decreto que confere às organizações militares o poder de polícia administrativa para atuar apenas nos casos de crime militar, nos demais ilícitos o dever de atuar cabe aos demais órgãos de segurança pública em coordenação com as unidades militares responsáveis pelas servidões militares adjacentes aos quartéis”, destacou Dutra. O general contou que, com base nisso, solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) que atuasse para evitar que os acampamentos se perpetuassem.

O general revelou uma linha do tempo resumida com ações que teriam sido adotadas pelo Exército desde 15 de novembro de 2022, com objetivo de desmobilizar o acampamento bolsonarista em frente ao Quartel General do Exército, em especial aos manifestantes que estavam na Praça dos Cristais. De acordo com o militar, até 5 de janeiro, praticamente toda a concentração de pessoas no local já havia sido dissipada.

Entretanto, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) mostrou que, nas vésperas de 8 de janeiro, uma grande concentração de bolsonaristas estava a poucos metros do QG do Exército. “O acampamento levou exatamente 69 dias e chegou a ter um pico de 100 mil pessoas […] Nós temos um acampamento que se concentra a poucos metros do Quartel General e não eram poucas pessoas […] Toda essa área em torno do QG, a responsabilidade administrativa é das Forças Armadas”, pontuou a relatora.

CORREIO BRAZILIENSE

5 respostas

    1. “Contra fatos não há argumentos”, pois este general ou foi conivente com a situação ou foi incompetente para tomar uma Atitude…não tem outra opção.

  1. Queria saber se fosse um acampamento do MST.

    Todos serão presos pelo Ministro Moraes.
    Ferro neles, Moraes.
    Mude o exército, moraes.
    Confiamos em vc.
    Não aguetamos mais medo e mentira.
    Medo e mentira.
    Medo e mentira.
    Medo e mentira.

    Temos que mudar
    Temos que evoluir

    Acerta eles Moraes
    Uns 17 anos ta bom

  2. General pensou que seria a mesma coisa que bostejar pra Recruta ou contar histórias de guerras e cursos às lobinhas…

    Então quem queria dar um golpe era a PMDF?

    O último a sair apaga a luz.

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