Exército justifica cautela com família Cid por possibilidade de coação

Cid Pai Cid Filho

Força diz dar apoio institucional durante as investigações e vê com estranheza ação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Desde as primeiras operações policiais envolvendo o tenente-coronel Mauro Cid, generais que integram o Alto Comando do Exército pregam cautela e dizem esperar o resultado das apurações para que sejam tomadas eventuais medidas disciplinares contra o ex-assessor de Jair Bolsonaro e outros militares investigados.

Cid está envolvido em apurações que vão desde a propagação de notícias falsas à fraude no cartão de vacinação dele e de Bolsonaro. O posicionamento do Exército foi mantido inclusive depois de virem à tona as evidências de que Cid agiu pessoalmente para vender joias e presentes luxuosos recebidos pelo ex-presidente durante o mandato. Via de regra, esses itens deveriam pertencer à União.

O Exército ressalta que o apoio a seus quadros tem de ser institucional, imparcial e sem nenhum tipo de precipitação. A cautela é avaliada por diferentes cenários. Um deles considera inclusive a possibilidade de Cid ou seu pai, o general da reserva Mauro Lourena Cid, terem sido coagidos.

“Não podemos ser precipitados porque está tudo em fase de apuração, de instrução de um processo. Depois, vai que a pessoa fala que fez e que foi por ordem, que foi coagido. É uma possibilidade. Do ponto de vista pessoal, eles sempre tiveram um comportamento muito íntegro. É estranho”, disse um influente general.

O posicionamento foi marcado antes da revelação de VEJA de que o tenente-coronel Mauro Cid decidiu confessar à Justiça que cometeu irregularidades a mando de Bolsonaro. Por essa tese, dentro do Exército, acaba-se pesando também a hierarquia, uma das regras mais caras no meio militar.

Enquanto não há a conclusão do caso, o Exército mantém um apoio institucional a todos os envolvidos. São três principais medidas: a garantia de cumprimento da pena em um estabelecimento militar; o apoio à família, com direito a moradia e assistência psicológica, se necessário; e a garantia do direito à defesa, com a busca por um defensor público caso não se tenha condições de custear um advogado. Além de Cid, outros dois militares estão presos.

Apesar do posicionamento, militares reconhecem que é um “momento triste” para a instituição e dizem que quem errou terá de ser responsabilizado. “O que não se pode é querer contemporizar. Não se pode aceitar que um procedimento incorreto seja minimizado. Errou, errou. Mas que, antes disso, se tenha a presunção de inocência”, disse um general.

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10 respostas

    1. Verdade! Essa raça de oficiais chega dá náuseas, pois são corporativistas, em que um chapéu cabe na cabeça do outro, mas se fosse com um praça já estaria sendo criminalizado e respondendo conselho disciplina para ser expulso da força…infelizmente!

  1. Não vejo esse apoio institucional às praças nas mesmas condições. Podem enganar civis, mas quem é militar sabe como tratam com difefença exorbitante oficias, especialmente da “Acadimia”, e as praças.

    Fossem todos esses ai praças, muito provavelmentr já teriam sido expulsas.

  2. Caso comprovado seus crimes que são bem claros aos olhos de todos, devem ser expulsos da força a bem da disciplina, pois vi muitos colegas de fardas serem expostos da FA por bem menos que isto…fato!!!

  3. A vassalagem esta causando estranheza ao comando do exército? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  4. Militar da reserva quando está envolvido com possível cometimento de crimes tem apoio institucional? Essa é novidade. Essa portaria está em qual BE?

  5. “São três principais medidas: a garantia de cumprimento da pena em um estabelecimento militar; o apoio à família, com direito a moradia e assistência psicológica, se necessário; e a garantia do direito à defesa, com a busca por um defensor público caso não se tenha condições de custear um Advogado”. Daqui pra frente isso será um protocolo do EB para todos os militares envolvidos com crimes?

  6. Coagidos? Mas seria por quem? O general é o último posto da carreira e com filho protegido, mas só se for por algum Marechal. KKKKKK!!!!!! A cada dia uma mentira pior. essa escola nem ensinar direito o faz.

  7. Meu Pai Amado, que tipo de “apoio” é esse, CCOMSEX???????

    “ Enquanto não há a conclusão do caso, o Exército mantém um apoio institucional a todos os envolvidos. São três principais medidas: a garantia de cumprimento da pena em um estabelecimento militar; o apoio à família, com direito a moradia e assistência psicológica, se necessário; e a garantia do direito à defesa, com a busca por um defensor público”

    Não tem APOIO NENHUM AÍ, isso é tudo a lei que garante!!!! Aprendam com a Policia Militar, Civil ou Federal o que é apoiar um membro!!!!!!!

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