Bolsonaro, nova política e o mito da gestão sem corrupção com militares

No curto prazo, ter as benesses de um governo Bolsonaro é bom, mas no longo prazo o importante para as FFAA é voltar a ter um papel na política // Orlando Brito/. 

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Revelações da PF mostram que a aventura bolsonarista no poder deixará marcas profundas de desmoralização na caserna
Robson Bonin
Em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito presidente cavalgando um discurso de “nova política” em que os quadros corruptos e fisiológicos do governo seriam substituídos por preparados integrantes das Forças Armadas. Seria um governo que acabaria com a corrupção e reforçaria valores na sociedade como “hierarquia, disciplina e respeito”.

“As Forças Armadas são, na verdade, um obstáculo para aqueles que querem usurpar do poder”, disse Bolsonaro em 2 de janeiro de 2019, ao dar posse ao seu primeiro ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

A história do que foi a aventura bolsonarista no Planalto ainda está sendo contada. Na sexta, soube-se que um ajuntamento de militares do Exército — do círculo pessoal de Bolsonaro — atuou para desviar joias e objetos valiosos da Presidência da República.

O objetivo da turma, que inclui um general e ex-integrante do Alto Comando do Exército, era, segundo a Polícia Federal, vender o que fosse possível “com o fim de enriquecimento ilícito”.

São tantos os atos de estelionato eleitoral de Bolsonaro, quando se olham o discurso de campanha de 2018 e a prática nos quatro anos seguintes, que não é necessário alongar o texto com exemplos.

Uma constatação, no entanto, se faz necessária. O governo que prometeu exaltar os militares como matriz moral da República conseguiu, na verdade, fazer exatamente o oposto. Levará tempo para que a instituição se recupere do estrago causado pelas figuras que hoje gravitam nas investigações do STF.

RADAR(veja)

8 respostas

  1. Foi a única coisa boa que o minto fez, Mostrar pra sociedade o que todo militar sabe: militar é tão corrupto quanto os civis. Só bastava a oportunidade.

    1. Passou trinta anos aprontando e sendo eleito, quase foi reeleito e ainda foi cabo eleitoral de Lula. elegeram os filhos e indicados e até a maior bancada no Congresso. A culpa é de quem vota e qualquer marginal quer se dar bem o problema é de quem permite.

  2. Os nosso administradores militares são ineptos para a administração da própria caserna, em especial, pois não produzimos nada e não produzimos tecnologia. Somos escravos do poder hierárquico e suas nuances, o que ainda mais contribui para o chamado RQuero. Enquanto não se mudar o conceito das Escolas Superiores continuaremos a ver tudo isso aí e retornaremos ao tempo da guerra de paus e pedras.

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