O temor do Exército com a criação da Guarda Nacional

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Modelo foi proposto pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, em reação aos atentados ocorridos no dia 8 de janeiroMarcela Mattos
Após o governo anunciar, em janeiro deste ano, a intenção de criar uma Guarda Nacional no país, militares têm demonstrado preocupação com o avanço da medida. O modelo representaria a união de diversas forças de segurança para a proteção de prédios públicos e, na prática, esvaziaria uma das principais atribuições do Exército na Esplanada dos Ministérios – atualmente, a defesa do Palácio do Planalto é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), composto por militares.

O novo modelo foi proposto pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, na esteira dos desdobramentos dos atentados do 8 de janeiro, quando vândalos invadiram e depredaram as sedes dos três poderes. A proposta, que integra o chamado Pacote da Democracia, foi entregue à Presidência e à Casa Civil.

Em maio, Dino defendeu a medida como uma solução para evitar que “desavenças políticas ou de dificuldade de diálogo” entre entes federados levem à exposição da sede dos poderes.

O Exército refuta ter cometido erros no dia dos atentados, e afirma que o baixo efetivo de militares naquele domingo se deu em decorrência de um pedido do próprio GSI, órgão vinculado à Presidência da República, que solicitou apenas 35 homens.

Numa conversa com VEJA, um general ilustrou o clima interno sobre a possibilidade de criação da Guarda Nacional: “Eu tento colocar para a tropa tudo isso que está acontecendo e que a gente não pode errar. Porque, se errar, vão criar a Guarda Nacional. Eu dependo do soldado defender a missão. Se o soldado fizer uma besteira, vão dizer: ‘Está vendo? Com eles não dá para continuar’”.

Em nota enviada à reportagem, o Ministério da Justiça informou que a criação da Guarda Nacional passa por estudos internos de viabilidade. A proposta elaborada por Dino é mantida sob sigilo.

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22 respostas

  1. Ao general que deu a declaração: e se o general ou o coronel errar?

    Quem mais está errando, general, são seus colegas de Escola.

    Dificilmente acontecem esses erros na ponta da lança.

  2. “…na esteira dos desdobramentos dos atentados do 8 de janeiro,…” – imprensa como sempre desinformado. É de longa data que aspiram essa “guarda Pretoriana”, Com objetivos bem definidos e Bem pouco republicanos.

    1. Está aqui quem vai fazer o concurso para a “Guarda Pretoriana”. Será tão valorizada como a PF/PRF. Quem ficar nas FA, o ultimo apague a luz.

  3. Que temor que nada, o temor deles FFAA é perder as boquinha$$$. É só o Lule comprar um teco teco, um barco e um tanquinho brastemp, para os genelales brincar de guerras fictícias e Se sentirem os caras os Srs da guerra.

    1. Também concordo e assino em baixo, pois pra quê tantos Generais, Almirantes e Brigadeiros nas forças armadas..só serve de gabinete de emprego para ficarem mamando nas tetas da União, sabemos que os oficiais superiores podem fazer as mesmas coisas e assumindo as funções…isto é fato!

  4. Proposta antiga tanto que existe a Força Nacional de segurança pública. Já deveria ter sido criada a tempos e se já existisse, uma grande parcela da irresponsabilidade do Comando do Exército não teria sido exposta.

  5. Primeiro guarda nacilnal Depois viramos venezuela ninguém pode falar nada contra o governo e quem estiver melhor nas pesquisas é caçados direitos pliticos por 20 anos é só o comecho kkkk

    1. Logo depois viramos o Perú, depois angola, depois Nepal, Armênia, Nauru, Sri Lanka, Jamaica, mais tarde Bahamas, depois Irlanda, Afeganistão, Egito, Malta … e tudo isso graças a Guarda Nacional. Malditos comunistas!

  6. Regente Feijó, criou a Guarnição Nacional com o Ato Adicional de 1831 e relegou o Exército a mera “força auxiliar “.

    Entretanto, tinha uma guerra do Paraguai no meio do Caminho, no meio do Caminho tinha uma guerra do Paraguai, que mudou tudo com Caxias, Osório, Sampaio, Deodoro, Cel Camisão, General Câmara (o Homem que comandou a tropa que matou Solano Lopes em Cerro Corá) etc etc

    Entretanto, uma guerra hoje só servirá para expõe o Exército ainda mais, jogando uma pá de cal sobre o que restou da Força terrestre.

  7. Quem não mostra competência é bons serviços, confiáveis e baixo custo, não se estabelece. É assim para o cidadão, deveria ser para o Estado.

    Precisamos de menos caciques gordos e indolentes e mais índios preparados para o combate.

  8. Show de bola! Que assim seja feito para o bem do país. Os Generais tem que aprender que vivemos em outros tempos, Eles deveriam reduzir o número de generais, só bastariam 10 em cada força, pois os oficiais superiores já dariam cabo das mesmas funções e o país gastaria menos com esse tipo de servidor.

    1. Sim, o seu pensamento é no mínimo irresponsável. A Venezuela enfraqueceu as FFAA criando a guarda bolivariana, ou seja, guarda nacional,por policiais,guerrilheiros, etc
      O resto é história……
      Vá estudar meu amigo. Vá ler.
      Guarda nacional no modelo americano, perfeito, só em CASO DE CALAMIDADE. Quem cuida de segurança interna e a polícia dos Estados.

  9. Você só esqueceu que a culpa e a traição partiu do Bostanaro quando assinou a lei 13.954 sabendo que estaria prejudicando os graduados e pensionistas de praças para dar vida boa pra generais, Almirantes e Brigadeiros…fato!!!

  10. Tem mais que criar a Guarda Nacional, ou intão, acabar com recrutamento no quartel. e ter somente Soldados profissionais, bem treinados, bem equipados e com bom Vencimentos. nada mais, somente isso. pra quê esse efetivo tão grande, com recruta inoperante em combate,. será que á interrese para Mudar,?

  11. FFAA não são apolíticas? Então calem a boca e deixem os atores políticos decidirem.

    O medo das FFAA é a guarda Nacional demonstrar preparo e eficiência e ficar ainda mais evidente que esse bando de mamador do erário público não fazem diferença nenhuma para o país.

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