Parlamentares bolsonaristas “abandonam” Lawand em depoimento à CPMI

CPMI 8 DE JANEIRO

Deputados e senadores do partido de Jair Bolsonaro reconhecem mentiras na fala do coronel. Governistas pedem prisão de depoente por conta das inverdades ditas no depoimento

Taísa Medeiros
Membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos de 8/1 “abandonaram” o coronel Jean Lawand Júnior durante o depoimento do militar na comissão. Lawand foi flagrado em troca de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, incitando um golpe.

O senador Marcos Rogério (PL-RO), que substituiu o senador Marcos do Val (Pode-ES), afirmou acreditar que o depoente mentia. “Mais inteligente seria, repito, ter usado o direito de permanecer em silêncio. (…) Nessa CPI, quem quer que seja nessa cadeira de depoente, minha posição será a mesma”, destacou o parlamentar.

Logo após, o deputado André Fernandes (PL-CE), requerente da instalação da CPMI, disse não acreditar no depoimento de Lawand. “Eu não acredito muito no que o senhor disse aqui. Mas eu também não posso dizer que é mentira. Se alguém quiser acreditar que acredite”, disse.

Diante do “abandono” dos bolsonaristas, a relatora dos trabalhos, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), fez uma sugestão ao depoente. “A gente percebe claramente que o senhor está sozinho nesse embate, nessa caminhada. Eu perguntaria a vossa senhoria se o senhor não aceita ter uma conversa reservada com a comissão, no sentido de, até dar mais elementos e uma contribuição melhor aos trabalhos dessa comissão, diante da sua posição e da forma que a gente acompanha o transcorrer dessa audiência de hoje”, sugeriu. Lawand agradeceu, mas negou a ajuda.

CORREIO BRAZILIENSE

Respostas de 18

    1. Aquele com o peito cheio de medalhas e breves operacionais, ora em traje civil, ( agora não representa o EB mas recebe gratificação pra isso), que tratava contra democracia e os poderes constituídos. Oficial da AMAN. É esse amigo.

  1. Ouço dizer que esse cidadão, quanto comandante de unidade, gostava de destratar os subordinados, ver ele sendo “apedrejado” pelos senadores sem poder usar a antiguidade para se impor não deixa de ser satisfatório para mim 🥰

  2. DECRETO Nº 4.346, DE 26 DE AGOSTO DE 2002

    Aprova o Regulamento Disciplinar do Exército (R-4) e dá outras providências.

    ANEXO I

    RELAÇÃO DE TRANSGRESSÕES

    1. Faltar à verdade ou omitir deliberadamente informações que possam conduzir à apuração de uma transgressão disciplinar;

  3. Abandonado por aqueles que pediam intervenção, deixado a própria sorte e incúria. Ainda bem que a Força não deixou ostentar a farda, pois o que foi dito em audiência na CPI em relação a esse militar iria macular a imagem da Forças. Suas ações contra o equilíbrio dos poderes, conforme palavras de um Senador envergonharam o EB.

  4. A falta daquele QAO safo, solícito e bem intencionado em assessorar o seu chefe ou então do adjunto de comando….

    Quando não há o escudo, a espada corta somente o vento…

  5. Essa cena Das Desculpas aí, me lembrou uma um ocorrido no final de formação de Sgt.

    durante a escolha de vagas dos alunos já no final do curso, um aluno estava vibrando por que a OM que ele queria escolher estava quase chegando nele, e havia uma OM que ninguém queria, o batalhão de Guarda.

    Chegou então o momento de dizer o nome da OM que ele queria, na Frente de toda a sua turma com instrutores presentes gravando a escolha. Então ele falou com toda aquela vibração de aluno: – “Batalhão de Guarda P…. Desculpa Capitão, Por amor de Deus deixa eu trocar”.

    Escolheu, falou… abraça.

  6. Lembro- me do tal do Bebiano, que morreu de desgosto e outros que foram iludidos pelo canto da sereia bolsonarista. É igual facção, quem for pego tem que se lascar sozinho, sem abrir o bico.

  7. Isso aí é o “Zero Um”?
    Fala sério, é difícil ver um deles que não chegue ao generalato. Esse, por acaso, foi pego. E o resto, que não foi?
    Até quando vamos ter de aturar esse barril de pólvora institucionalizado. Não dá, a sociedade democrática não merece mais isso.
    Nós somos Servidores, estamos fardados para servir a sociedade oferecendo a segurança para que a Constituição seja cumprida, e não para nos servir conforme as orientações políticas pessoais, sejam elas quais forem.
    Deve-se identificar e manter os legalistas em sua essência e expurgar os que não são, Principalmente dentro das unidades de ensino.

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