Troca de comando de unidades: sensacionalismo da mídia obriga Exército a explicar o óbvio

TROCA DE COMANDO

Nota do editor

Após os lamentáveis episódios do 8/1 que geraram uma “caça às bruxas” nas Forças Armadas, atos administrativos de transferência de militares passaram a ser tratados pela mídia como se fossem ações do governo Lula para enquadrar os fardados. “Qualquer asinha de grilo já dá uma sopa!”, como diz o gaúcho.

Recentemente, a exoneração e nomeação de comandantes de unidades do Exército gerou forte rebuliço na imprensa, como se fosse uma demonstração de autoridade do descondenado, ao invés de ato corriqueiro que ocorre todo ano.

SAIBA COMO FUNCIONA A SUBSTITUIÇÃO DOS COMANDANTES DAS UNIDADES DO EXÉRCITO

Brasília  – Todos os anos, centenas de oficiais exercendo a função de comando de organizações militares do Exército Brasileiro são transferidos de sua unidade, ao término do período designado para o comando, num processo conhecido dentro da Força como “movimentação”. Para que novos militares assumam o comando dessas unidades, o comandante anterior é exonerado. A exoneração do comando e a movimentação são processos bem característicos das Forças Armadas que ocorrem com periodicidade definida. A substituição dos comandantes garante o fluxo correto de militares nas unidades nas quais eles são necessários. Entenda como os comandantes de organizações militares são selecionados e, após cumprirem seu tempo no cargo, são desligados.

Fases

Os comandantes das organizações militares do Exército Brasileiro são escolhidos em um processo dividido em várias etapas. Primeiro, é definido um amplo universo de oficiais para permitir a seleção. Na fase preparatória, o Departamento-Geral do Pessoal (DGP), órgão da Força responsável por vários aspectos dos recursos humanos da Instituição, reúne todos os dados necessários para que as escolhas sejam realizadas. Na fase posterior, chamada de “decisória”, o processo é finalizado pelo Gabinete do Comandante do Exército e, em certos casos, pelo próprio DGP. São considerados aspectos para a seleção as necessidades da própria Força; a avaliação do mérito, do perfil e das competências de cada militar e, ainda, a conciliação de tudo isso com o próprio interesse do candidato em assumir o comando.

A substituição dos comandantes é baseada em critérios e regulamentos que têm como objetivos, além de garantir a correta alocação de militares, proporcionar vivência nacional aos oficiais escolhidos – uma necessidade do preparo do oficial do Exército – e, ainda, ajudar o militar transferido e sua família a reorganizarem suas vidas, seja no início do comando, seja no fim.

Fluxo

Segundo o Regulamento de Movimentações vigente atualmente no Exército, o prazo mínimo de permanência do militar no cargo de comandante de unidade é, normalmente, de dois anos. Encerrado o tempo, os oficiais são exonerados em portaria assinada pelo Comandante do Exército, assumem novas funções dentro da Força e vagam o cargo para que outros oficiais assumam os comandos – permitindo a rotatividade prevista para as unidades e oportunizando a experiência territorial a outros militares. O ato que oficializa o desligamento do comandante deve ocorrer com antecedência para que o militar e sua família possam lidar melhor com as consequências de uma movimentação – tais como transferências escolares e mudanças residenciais. A nomeação e a exoneração de comandantes de organizações militares do Exército são procedimentos de rotina e obedecem ao planejamento regular da Instituição, que prevê a rotatividade periódica dessas funções.

CCOMSEx (texto e imagens)

8 respostas

  1. Fatos Explicados de forma bem Didática:
    Bolsonaro fez bom governo? Podia ser melhor;
    Começou sem toma-lá-dá-cá? Sim, depois teve q ceder ao Centrão;
    Escutava os aconselhamentos de políticos equilibrados e moderados? No início sim, depois de 2020, diminuiu;
    Escutava os Militares? No início de seu gov, um pouco. Depois do filho Carlos arranjam birra, bolso atendeu a pirraça dos pirralhos e tirou gen Santos Cruz e Gen Rego Barros e parou de escutar Mourão;
    Bolso ficou mais bitolado? Sim, ao ficar acuado, Se voltou aos radicais olavistas. Poderia ter adotado uma visão Equilibrada perante a pandemia, p exemplo… mas preferiu a arrogância;
    Precisava ter brigado tanto com a mídia? Claro q não. Poderia ter ganhado capital político ao não revidar as injustas agressões;
    STF errou ao descondenar o luladrão? ÓBVIO q sim;
    Errou ao insinuar golpe, intervenção, “meu exército”? CLARO q sim. Arremessou as FFAA pra dentro dessa loucura;
    Errou ao afirmar sobre fraude nas urnas eletrônicas? Óbvio q sim;
    Militares acertaram em não Intervir? Certamente q sim. Parabéns aos gen por não terem cedido aos apelos absurdos e nem à sede e ganância de poder.

    1. parabéns aos generais porque? por fazer sua obrigação? O óbvio? Alem do que falta coragem para fazer o certo imagina o errado que é o golpe.

  2. Isso é mais uma prova que o nosso jornalismo brasileiro segue um de dois caminhos: a pura incompetência em apurar e estudar o tema antes de publicar; e a intenção – criminosa às vezes – de criar Narrativas distorcidas da realidade para atender a grupos políticos ou ideológicos.

  3. Tudo bem que o jornalismo brasileiro é na sua maioria de esquerda e sempre exagera, são comunistas , socialistas etc, mas que essa época , no meio do ano, em meio as festas juninas!!!! Esse não é período pra troca de comando , seja ele qual for, o normal são nos meses de novembro a fevereiro , na maioria dos casos, e desse jeito soa muito estranho…

    1. Deixa de ser ignorante camarada, o que houve só foi a publicacão da nomeação e exoneração dos comandantes substitutos e substituídos.

      Todos sabem que os novos Comandantes só vão assumir os respectivos Comandos no final do ano!

      Vai se informar melhor pra não ficar escrevendo asneiras.

  4. Impressionante como não há punição para o jornalista mentiroso e Disseminador de discórdia, pois a troca de comando é mais do que natural e se trata de assunto interno da instituição, portanto, do mesmo jeito que outros cidadãos são Perseguidos, esses jornalistas deveriam pagar por serem fontes de mentiras. Onde está o STF? Dormindo.

  5. Só sei que Este General comandante do ExercitoMe Representa E Legalista E O EXERCITO NADA TEM E JAMAIS DEVERIA POLITICAGEM COMO O LOXO DO BOLSONARO TENTOU METER O EXERCITO NESTA FRIA ALIZ BILSONARO DESEDUCOU O BRASIL INTEIRO me sinto como se tivesse em 1964 a 1979 Na ditadura Retroagimos 50 anos pra trás com este Governo lixo e Parabéns ao Exército Não cair em Golpismo do Bolsonaro um mísero Capitão Reformafo e Maluco.

  6. Fácil explicar me disseram: tem que rodar para ter mais grana. Enquanto os praças ficam a mercê, eles se movimentam a cada dois anos, quando não é em menos tempo. Sem esquecer que emprego garantindo para seus familiares que são temporários. Aqui o Rio corre ao contrário.

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