Investigações sobre o 8 de Janeiro podem reacender clima de beligerância entre o governo Lula e as Forças Armadas
Marcela Mattos
Instalada na última quinta-feira, 25, a CPI Mista do 8 de Janeiro tem mobilizado o Palácio do Planalto e o Exército em torno de articulações para evitar que as investigações gerem novos desgastes entre as Forças Armadas e o governo do presidente Lula.
Dentro do governo, todos têm certeza de que os atos de vandalismo nas sedes dos três poderes representaram apenas a primeira etapa de uma intentona militar. Lula já disse repetidas vezes que os ataques eram o começo de um golpe. Seu braço-direito, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que generais “patriotas” eram traidores do Brasil.
Em meio a uma relação esgarçada na origem, o governo passou a tentar restabelecer as pontes com as Forças Armadas. Recentemente, Lula reforçou a sua presença em eventos militares, entre os quais um almoço com o seleto grupo do Alto Comando e a cerimônia do Dia do Exército — da qual figuras como o general Villas Bôas e o agora deputado Eduardo Pazuello participaram. O recado é o de que o clima de desconfiança ficou no passado e é hora de unir as tropas.
Até aqui, vinha funcionando. Mas a CPI tem tudo para reavivar o clima de beligerância e provocação entre o governo e os fardados. O principal objetivo da investigação será definir uma linha do tempo – passando pelos preparativos dos atos, os financiadores e executores – para esclarecer se os atentados representaram apenas uma manifestação de eleitores descontentes com o resultado das urnas ou se havia, de fato, um plano para tirar Lula da cadeira.
Para avançar sobre essa segunda versão, a do golpe, é preciso mergulhar no meio militar em busca de se apurar se havia ou não uma estrutura pronta para assumir o poder — e é aí a fonte de preocupação. Na última semana, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), e o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, tiveram um jantar com o presidente da comissão, Arthur Maia (União-BA).
No encontro, pediram ao parlamentar ter “responsabilidade” no tratamento com os militares. “O governo reconhece que a relação com as Forças Armadas não está boa e que não dá para esticar a corda, botar os militares na parede e jogar a CPI para cima deles. Estão com muito receio”, resumiu um dos participantes.
Uma CPI tem a prerrogativa de convocar pessoas, mandar prender depoentes, fazer longas inquirições e vasculhar os sigilos fiscais, bancários e telefônicos de seus alvos. Mesmo que nada seja encontrado, o constrangimento é grande. A VEJA, um general resume o tamanho do imbróglio. “Caso seja convocado um militar da ativa e ele não compareça, quem é que vai fazer a condução coercitiva? Quem é que vai mandar buscar?”, disse. No Congresso, ninguém tem uma resposta para essa questão.
Nos últimos dias, o Exército também passou a se debruçar sobre os efeitos da CPI. De pequenos detalhes, como se o ideal seria se um militar da ativa fosse fardado ou à paisana ao Congresso (irá fardado), à diferenciação de tratamento interno. Enquanto o tenente-coronel Mauro Cid é considerado um “problema político” e, por isso, deve ser respaldado unicamente pela sua defesa jurídica, o general Gustavo Dutra, ex-comandante militar do Planalto, terá maior respaldo da força, já que o entendimento é que é a imagem do Exército que estará sob inquirição dos parlamentares.
Em outra frente, o comandante Tomás Paiva trabalha na reconstrução de pontes com a política, mantendo conversas com parlamentares governistas e de oposição, e com o Judiciário, principalmente com Alexandre de Moraes, responsável pela ordem de prisão de Mauro Cid — que, diga-se, é vista internamente como um tanto exagerada.
Respostas de 16
Estou vendendo banquinhos de madeira bem confeccionados em imbuia …
(só para os praças Que votaram no presidiário pensando em aumento )
🤣🤣🤣🤣
E eu estou vendendo óleo de peroba para passar na vossa cara de pau.
Aproveite um, chame mais três Patriotarios, vire o banquinho de cabeça para baixo e sentem a vontade…
O mais engraça é que o “cambirimba” não foi eleito e fez um estrago violento e agora quem tem que acabar com tal estrago é o dito “criminoso” novo PR. Herança maldita, de uma trupe maldita, reverberando. Ainda mais com essa CPI – iniciada por uma pessoa investigada por fomentar o golpe e com demais assinaturas daqueles que anuiram -. Afinal, quando isso vai acabar? E, como tem gente que defende esse estado inconstitucional das coisas no país? Bando de tumultuadores que vivem dessa balburdia criadas por eles próprios.
Lula é e não deixou de ser um ladrão descondenado.
O maior ladrão pode ter dez dedos, pense nisso.
Sim, com dez dedos da para roubar mais. 🤣🤩😅
A verdadeira crise esta nos hospitais militares, no HMAR para variar as
Coisas vao de mau a pior, so distribui senha no Último dia Útil do mes, para td mes seguinte, se vc precisar fazer um exame fora do Hospital vc tem que esperar um mes para pegar a senha para fazer o exame. No fusex e uma tristeza, ninguem sabe de nada. Nada mudou no HMAR, so piora a cada dia!
Tem que fazer uma reportagem com a impressa Local, hmar ta pior do que muitos posto de saúde do SUS .
Consequências Nefastas dos atos daquele ser que foi quase que praticamente escurraçado da Força e protegido pelo seus camaradas de turma. Tá aí o resultado desses atos.
*Escorraçado*
Não entendi, a CPMI vai convocar alguns militares envolvidos e não o Exército, cada um que arque com suas responsabilidades ou vão empurrar mais fundo na instituição.
os melancias se lasquearam com o cachaceiro, bem feito esqueceram os praças kkkkkk
Bela colocação, sou Sgt QE/R1 e sou empresário na construção civil.
Um velho ditado:
Quanto mais se abaixa mais o .. aparece.
Isso não é mais medo, é pânico.
Só que de colocar os oficias da aman na cadeia, estou feliz. Por mais criminosos na cadeia. “Adeus Aman, eu vou partir para bem longe daqui ….. cadeia”