“Depoimentos de policiais começaram a imputar crimes contra militares”, afirma Dino

(crédito: Valter Campanato / Agência Brasil)

Em entrevista ao Correio, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirma que, em oitivas, integrantes da Polícia Militar e da Polícia Federal apontaram delitos cometidos por integrantes das Forças Armadas, inclusive da ativa, nos atos golpistas às sedes dos Três Poderes

Carlos Alexandre de Souza, Ana Dubeux, Denise Rothenburg
O ministro da Justiça, Flávio Dino, está convencido de que existe uma inteligência a comandar os movimentos antidemocráticos que vêm se manifestando na crônica política brasileira. Em sua ótica, o país enfrentou, de 30 de outubro a 8 de janeiro, uma sequência de atos organizados para desacreditar o resultado das eleições, incitar um levante das Forças Armadas e impedir o governo Lula de assumir o mandato concedido pela maioria dos eleitores brasileiros. Lembra, ainda, que as intenções dos extremistas eram de alta periculosidade: um dos golpistas, preso em 24 de dezembro, estava em treinamento para atuar como um sniper, atirador de longa distância.

Titular de uma das pastas de maior visibilidade do governo Lula, Dino é um ator fundamental e testemunha privilegiada dos atos infames ocorridos em 8 de janeiro. Nesta entrevista ao Correio, o ministro conta detalhes daquele trágico domingo. Revela, por exemplo, que o presidente Lula chegou a cogitar uma intervenção mais drástica no Distrito Federal, que afastaria todas as autoridades locais. Mas o chefe do Planalto, após refletir melhor, decidiu pela intervenção somente na área da Segurança. Dino relata ainda como assistiu, da janela de seu gabinete, a horda de terroristas avançar pelos edifícios dos Três Poderes. Naquele momento, ele estava na companhia da então vice-governadora do DF, Celina Leão — que havia acabado de conhecer; do chefe da Casa Civil do GDF, Gustavo Rocha; e do futuro interventor do DF, Ricardo Cappelli.

Flávio Dino acredita que, passados pouco de mais de 50 dias da posse, o Ministério da Justiça tem cumprido uma diretriz: garantir a aplicação da lei. Esse princípio está presente nas operações de combate ao garimpo, na regulamentação dos CACs e na colaboração com as investigações do caso Marielle Franco. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida na última quinta-feira.

CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

7 respostas

  1. Esse gordo é Malaca, fala com tanta desenvoltura para acusar os outros que dissimula sua própria omissão em não agir contra os baderneiros. Na CPI que será instalada pela oposição e na Qual será convocado para depor, será feito a seguinte pergunta: O Sr. se omitiu em agir e tomar providências com o intuito de permitir a depredação? e assim incriminar o PR BolsoMinto da tragédia que eventualmente poderia acontecer? Esse comuna e o Nine querem Esconder suas intenções,apertem que aparece a verdade.

  2. “Depoimentos de policiais começaram a imputar crimes contra militares”, afirma Dino
    A Notória Característica de jogar uns contra outros tem objetivos claros:
    Primeiro cisão e desconfiança entre policiais estaduais, federais e forças armadas.
    Segundo deixar a população totalmente desorientada e desinformada.

  3. Esse discurso faz parte da operação para desacreditar as FA e justificar a criação da Guarda Nacional.

    E vão conseguir. E com a ajuda das próprias FA que agora rapidamente se tornaram “legalistas” e não mais se preocupam em prestar continência para um bandido.

  4. esse gordo petezada e outro só
    que ferrar as forças por causa de alguns loucos mas os larapios do governo vai bem obrigado agora qualquer bosta nomeado pelo ladrão de nove dedos quer punir milico e o melancia mor autoriza baita cagão

  5. It is concerning to hear about the alleged involvement of active members of the Brazilian Armed Forces in the recent anti-democratic movements. It is important for a country to have a strong and trustworthy military, but this trust is eroded when there are reports of members engaging in illegal activities. It is also alarming to think that there may be an intelligence behind these movements, manipulating the public and undermining democracy.

    My question is, what steps can be taken to ensure that the military remains apolitical and above reproach? Is there a need for increased oversight and accountability measures? And how can we prevent the manipulation of public opinion by outside forces? It is important for the stability and credibility of a country’s institutions that these issues are addressed and resolved.

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