Papiro de 2 mil anos é descoberto com contracheque de soldado romano; guerreiro “estourou” a margem consignável

Contra cheque de soldado romano

Nota do editor 1:
O título é do blog e contém ironia.

Nota do editor 2:
Segundo consta, o soldado tinha 3 consignados e 2 pensões alimentícias no contracheque (também é ironia).

Confira a matéria do g1:

Papiro de 2 mil anos com contracheque de soldado romano é descoberto em Israel

Documento data do ano 72 e é um dos três únicos holerites já descobertos em todo Império Romano.

Um papiro latino com o contracheque detalhado de um soldado do Império Romano foi descoberto no leste israelense, perto do Mar Morto, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel na quarta-feira (15). O artefato data do ano 72 e foi encontrado em uma antiga fortificação conhecida como Massada.

O pergaminho faz parte de uma coleção de pelo menos 14 documentos latinos recuperados em vários estados de preservação na região. Segundo os especialistas, este é o papiro o mais bem preservado de Massada e um dos três únicos holerites descobertos em todo o Império Romano.

“O contracheque desse soldado incluía deduções para botas e uma túnica de linho, e até mesmo para forragem de cevada para seu cavalo”, afirmou Oren Ableman, pesquisador da Unidade de Manuscritos do Mar Morto da Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado.
Além disso, o papiro fornece um resumo detalhado do salário do soldado em dois dos três períodos de pagamento anuais.

“Surpreendentemente, os detalhes indicam que as deduções quase ultrapassaram o salário do soldado. Embora este documento forneça apenas um vislumbre das despesas de um único soldado em um ano específico, [fica] claro que, considerando a natureza e os riscos do trabalho, os soldados não permaneciam no exército apenas pelo pagamento”, disse o especialista. “Quais eram seus outros incentivos?”

Ableman explicou que talvez os soldados romanos fossem autorizados a realizar saques durante campanhas militares, ou talvez estivessem envolvidos em outros negócios.

A segunda alternativa, por exemplo, é corroborada por um documento do mesmo período encontrado anteriormente na região. Este outro papiro registra o empréstimo realizado entre um soldado e um residente da área — e mostra que o oficial romano cobrava juros muito mais altos do que o permitido.

“Este documento reforça o entendimento de que os salários dos soldados romanos poderiam aumentar por fontes adicionais de renda, tornando o serviço no exército romano muito mais lucrativo”, afirmou.

g1/montedo.com

6 respostas

  1. Ainda bem que houve mudança na técnica leonina de cobrar dos soldados o equipamento de guerra. Imagine hoje o desconto nos nossos vencimento de fardamento e demais Equipagens, seria inviável o concurso para as Forças, sendo basicamente obrigatório o alistamento.

  2. Na realidade a defesa da Pátria na sua essência, reside nos mais pobres, que sacrificam sua vida (praças), pouco valorizada, para defenderem tudo o que não possuem, como aconteciam na época em que os ricos mandavam os escravos lutarem em seu lugar.

    A Súmula Vinculante 6 do STF tem uma abrangência enorme, que podem levar os praças prestadoras do serviço inicial, começarem aos 18 anos e terminarem aos 45 anos, sem a obrigação da União pagar o salário mínimo.

    Súmula Vinculante 6

    Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial.

    LEI No 4.375, DE 17 DE AGOSTO DE 1964.

    Art 5º A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia de janeiro do ano em que o cidadão completar 18 (dezoito) anos de idade e subsistirá até 31 de dezembro do ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos.

    § 1º Em tempo de guerra, êsse período poderá ser ampliado, de acôrdo com os interêsses da defesa nacional.

    Art 6º O Serviço Militar inicial dos incorporados terá a duração normal de 12 (doze) meses.

    § 2º Mediante autorização do Presidente da República, a duração do tempo do Serviço Militar inicial poderá:

    a) ser dilatada por prazo superior a 18 (dezoito) meses, em caso de interêsse nacional;

    NA MARINHA

    Depois de 22 anos da assinatura da Lei Áurea, a escravidão ainda era mantida na Marinha brasileira. As numerosas tripulações necessárias para guarnecer a frota, considerada a terceira do mundo na época, eram
    tratadas com soldos baixíssimos, comida imprestável e castigos corporais que iam desde a solitária a pão e água por três dias, para faltas leves, até a pena de 25 chicotadas. No dia 22 de novembro de 1910, seis dias depois de presenciar a aplicação de 250 chibatadas, dez vezes mais do que permitia o regulamento, num marinheiro, a tripulação do encouraçado Minas Gerais se revoltou dentro da baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, e convocou as guarnições dos encouraçados São Paulo e
    Deodoro e do cruzador Bahia para a rebelião.

    NO EXÉRCITO

    Verdadeiras buchas de canhão, os escravos deveriam ser alforriados depois de participarem da luta, uma promessa que apenas uns poucos viram cumprida, porque a burocracia para sua libertação exigia o cumprimento de pelo menos 20 trâmites diferentes. Em 12 de setembro de 1865, o Decreto Imperial 3.513 piorou ainda mais a situação dos escravos.
    Pelo decreto, um eventual convocado poderia ser substituído por outro e os ricos proprietários de terra chegavam a enviar 10 ou 12 negros em lugar de um parente próximo. Sem
    ter idéia do que se tratava, as levas de escravos eram atiradas para morrer nos campos de luta, numa estratégia de convocação desastrosa que chegou a ser condenada pelo Duque de Caxias, comandante das tropas brasileiras, num memorando enviado à Corte em 18 de novembro de 1867. Após cinco anos de combate, a guerra havia custado para o Brasil 600 mil contos de réis e a morte de 30 mil homens, a maioria negros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo