MPF ajuíza ação civil pública para impedir afundamento de porta-aviões

Reprodução

Segundo o MPF, há risco de derramamento de substâncias tóxicas que podem afetar o meio ambiente e saúde pública

Maria Eduarda Portela
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, nesta terça-feira (31/1), uma ação civil pública para impedir que o casco do porta-aviões São Paulo seja afundado. Atualmente, a embarcação está próxima ao Porto de Suape, em Pernambuco.

O órgão solicita que a Justiça Federal impeça que a Marinha do Brasil afunde a embarcação, em alto-mar ou nas proximidades do litoral brasileiro, sem antes apresentar um estudo técnico que comprove a ausência de risco ao meio ambiente.

Segundo o MPF, o casco do porta-aviões é composto por amianto, substância com potencial tóxico e cancerígeno.

A Marinha do Brasil teria marcado o afundamento da embarcação para esta quarta-feira (1º/2). A embarcação está a seis meses vagando pelo litoral brasileiro

Para o MPF, o estudo técnico ajudaria a evitar um possível “dano irreparável ao meio ambiente marinho, à saúde pública da população e consequências sanitárias irreversíveis”.

A ação apresentada pelo MPF solicita que a União seja condenada, por intermédio do Ministério da Defesa, a promover um estudo para a melhor forma de descarte do casco da embarcação, sem riscos ao meio ambiente e à saúde pública, ou pela venda do navio a empresa com condições para fazer os reparos necessários ao descarte seguro.

O Metrópoles entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente sobre a situação atual do porta-aviões, mas não obteve respostas.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a embarcação poderá liberar materiais poluentes contidos na estrutura que podem causar “distúrbio na capacidade filtrante e dificuldade de crescimento em organismos aquáticos”.

O Ibama teria tomado todas as medidas necessárias para a exportação do porta-aviões para a Turquia em agosto de 2022 para a devida reciclagem, mas a Marinha informou que a deterioração do casco se agravou nos últimos meses e que não haveria condições de salvamento.

“Na reciclagem verde, eles seriam retirados e receberiam tratamento ambiental adequado. Desde o descomissionamento do porta-aviões, em 2018, o Ibama concentra todos os seus esforços em busca da reciclagem ambientalmente adequada”, declarou o Ibama em nota.

METRÓPOLES/montedo.com

5 respostas

  1. nessa lógica, vão proibir a produção, aquisição, treinamento e utilização em combate de explosivos, granadas, misseis, bombas nucleares e minas terrestres, pois elas destroem a fauna, a flora e contribuem para o aquecimento global do planeta, além de causar poluição sonora, afetando os animais domésticos e civis idosos da população em geral. é melhor as FFAA ter um plano de contingencia para sequestro de carbono, pois seus veículos movidos a motores a diesel também causam danos ambientais, o chamado efeito estufa. Mundo em declínio a passos largos.

    1. Pela sua lógica, a Europa estaria despejando lixo tóxico lá, mas não, ela leva para a África assim como esse navio que vendeu para o Brasil.

  2. Certíssimo o Órgão de controle. Essa “jaca” somente poderá ir a pique após devidamente retiradas as 7 toneladas de amianto lá de dentro. Que esse “vaso de Guerra” esteja livre do amianto ao afundar.

    1. órgãos de controle só servem aos senhores do mundo, para fazer obedecer as narrativas esdrúxulas produzidas com o fim de atingir os objetivos da agenda da nova ordem mundial. O greenpeace vai fazer o diabo por causa de 7 ton de amianto no fundo do oceano, mas putin pode devastar a europa com o esforço de um dedo, e o negócio só está escalando. Mas o gadil adora seguir a cartilha do politicamente correto. Mundo segue em declinio, diretamente proporcional ao seu número de otários.

  3. O MPF está correto.
    O que falta agora, com toda Vênia é a MB passar o termo de propriedade ao Ministério público Federal.
    E está resolvido.

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