Após 18 dias, MPM não abriu nenhum inquérito contra militares suspeitos de participar dos atentados de 8/1

Simbolo_MPM

Criado pelo Procurador Geral da República Augusto Aras, o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos já denunciou à justiça 98 pessoas acusadas de participação nos ataques.
Já o Ministério Público Militar, 18 dias após ataques, sequer abriu inquérito contra os militares suspeitos.
“Até o momento, o Ministério Público Militar não requisitou a instauração de Inquérito Policial Militar relacionado aos atos ocorridos no dia 8 de janeiro”, foi a resposta da instituição ao jornalista Rafael Moro Martins nesta quinta-feira, 26, via Lei de Acesso à Informação.
Por ora, apenas “algumas notícias de fato estão sendo apuradas pela Procuradoria de Justiça Militar em Brasília”, mas ainda não resultaram em inquérito. Notícia de fato é o nome dado a qualquer denúncia apresentada ao Ministério Público por um cidadão. Se ela for verdadeira e minimamente embasada, dá origem a um inquérito. Três semanas após os ataques, o MPM ainda está nesse trabalho preliminar.

Com informações de TheInterceptBrasil

15 respostas

  1. Isso apenas demonstra a Desnecessidade da manutenção da JMU e MPM, além de seu alto custo aos Cofres e poucos Julgamentos. Que mesmo com a reforma, objetivando um alargamento das competências e com a alteração de Juiz auditor, para Juiz Federal Militar, o que acabou por abarcar o julgamento daqueles crimes não considerados Propriamente Militares quando não competir aos Conselhos, ainda assim são poucas as causas. A tentativa do Ex-ministro Joaquim Barbosa a frente do CNJ tinha que ter dado Frutos e que se aproveitasse o aparato e jogasse para a justiça Federal. Só se justificaria por um Tribunal Militar em tempos de guerra (Conselho Superior) disposto no CPPM.

    1. Concordo também, a JMU deveria ser extinta e ter seu aparato absorvido pela justiça federal comum em Vara ou Varas especiais, a fim economia de recursos públicos, já que a quantidade de processos não justifica sua manutenção, ainda mais do STM que virou cabide de cargo para oficial general sem possuir saber jurídico. Que se mantenha apenas a previsão do Conselho Superior, anterior Tribunal Militar em tempo de guerra.

    2. todo indisciplinado e desajustado é assim:
      – nada presta desde que tenha relações com as FA.
      Apenas a anarquia e caos.
      Desvocacionados são tudo assim: alterados.

        1. Prezado, Realmente, caos não existe, pois a matéria é indene, porém o que existe neste senhor que tantas vezes comenta contra quem não coaduna de seu pensamento, recebe essas taxações. Provavelmente não possui condições intelectuais do debate.

  2. Se acabar com a Justiça Militar os oficiais ficam sem amparo. A Justiça Militar nunca Condenou um general. Os generais normal sao protegidos uma vez que nunca sao Ordenadores de despesas, existe no direito penal uma nova tese que e a “teoria do fato” essa tese nunca e aplicada na Justiça Militar.

  3. A jmu vai ser desidratada esse ano ainda. Vai voltar a julgar apenas crimes militares da parte especial do codigo penal.
    E existe um movimento muito forte para extingui-la e especializar uma vara federal.
    Se alguem tiver curiosidade, pesquisar custos x produtividade dela, e em particular do stm x stf. Tem muitos comparativos em númros.
    Como disse joaquim barbosa, a justica militar é um descalabro com o dinheiro público. Mas eu acho que ela tende a acabar em breve, já que existe um movimento muito forte para isso. E para os militares será otimo, assim como para a sociedade

  4. O mais caricato de tudo isso é que ainda o STM andou pleiteando a criação de duas vagas no Conselho Nacional de Justiça reservados a membros da JMU e ainda querendo julgar as causas administrativas das Forças. Chego a me perguntar como um oficial general, componente das vagas reservadas aos militares das Forças no STM, ou mais mirabolante de tudo, um Conselho julgar tais casos, se assim for definido, como garantir uma isenção do julgamento (suspeição ou Impedimento? Chega a ser grotesco. Ainda bem que nem o CNJ e nem o STF aceitarão tais atribuições. E, se acaso, passe um projeto de lei, seria declarado Inconstitucional no STF quanto ao julgamento das causas administrativas, pois estaria indo ao encontro da competência da JF, vara cível.

  5. Como o STM tem um lobby muito grande por parte dos Militares, e é Difícil a sua Extinção eu sou a favor que as Próximas vagas de ministros civis que sejam procurados Juízes togados que tenham sido sargentos.

  6. São quase um puxadinho das FA, com o conselho de justiça composto por militares, os inquéritos feitos por militares, as trocas de condecorações, …

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