Após troca no comando do Exército, general defende Constituição como ‘guia’: ‘Somos instituição de Estado, não partidária’
Demitido no governo Bolsonaro da presidência dos Correios, Juarez Cunha defende em postagem que corporação não se sujeite ‘às turbulências da política partidária’
Ex-presidente dos Correios na gestão Bolsonaro e general do Exército, Juarez Cunha defendeu em uma postagem neste domingo que é hora da corporação “recompor as forças” e levar a Constituição brasileira como “guia”. O general afirmou que o Exército é uma “instituição de Estado, não partidária, não sujeita às turbulências da política”. A declaração ocorre um dia após a demissão de Júlio César de Arruda do comando da corporação. O substituto será o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, responsável pelo Comando Militar do Sudeste.
Na mesma época, além do Juarez Suarez, o militar Santos Cruz (Secretaria do Governo) também foi demitido por Bolsonaro. Ao longo dos quatro anos do governo Bolsonaro, a presença de militares em cargos civis mais que dobrou, com presenças em postos-chave, como a chefia do Ministério da Saúde durante a pandemia.
Amigos militares! Hora de reajustar o dispositivo e recompor as forças. Disciplina é o nosso farol, a Constituição o guia, o respeito aos nossos chefes garantem o êxito na missão. Somos instituição de Estado, não partidária, não sujeita às turbulências da política partidária.
— General Juarez Cunha (@GenJuarezCunha) January 22, 2023
O general Juarez Cunha já havia publicado no dia anterior um tuíte endossando a fala de Tomás Miguel pedindo respeito ao resultado das urnas e chamando os últimos atos no país de “terremoto político”. A declaração do então Comandante Militar do Sudeste foi proferida durante discurso no Quartel-General Integrado (QGI), em São Paulo, na última quarta-feira, e reverberou na sexta-feira. “General Tomás: Ser militar é ter uma instituição de Estado, apolítica e apartidária. Vamos continuar defendendo a democracia e respeitando a alternância do poder”, disse Juarez Cunha.
Em entrevista ao GLOBO neste domingo, o ministro da Defesa José Múcio disse o alinhamento de grande parte dos militares ao bolsonarismo e a expansão dos acampamentos golpistas em frente a quartéis gerou incômodo no novo governo, e acarretou a demissão de Júlio César de Arruda.
O Globo/montedo.com
Respostas de 6
General Tomaz disse o óbvio. Nesses fatídicos 4 anos de governo Bolsonaro muitos interesseiros deixaram de pregar a verdade com fins de interesses eleitoreiros. Todo oficial sabe que o CPM é farto, portanto aqueles que transgrediram serão facilmente enquadrados.
Outro puxa saco querendo voltar … não usa o HCE, nao paga aluguel, não mora no subúrbio como a maioria dos oficiais e pracas … mais um isentão com ECEME
Isenção política É o que se espera dos militares. Ou Constituição, legislação e regulamento dizem o contrário?
Hoje, é moleza empurrar bêbado ladeira abaixo.
Quando estavam usufruindo de DAS felpudos:
– o ‘mito’ era o Maior Estadista da história.
Pior de tudo isso, é que já virá:
– “arRêgo barros, o mister da obviedade saturada e aborrecida”.
– e suas notinhas medíocres de rodapés.
– maior representante do estamento mais inferior no quesito ‘disfuncionalidade’.
– aquele que fala, fala e não diz nada, diz menos que aquele que nada diz.
O insuperável no desperdício do dinheiro público salarial e funcional por décadas.
Golpismo e cloroquina se perderam no percurso. Democracia sempre!!!
Na carta Magna constam as diretrizes.
Sério?