Vídeos e fotos dos ataques em Brasília põem em dúvida profissionalismo de PMs e militares

Foto: Sérgio Lima/ AFP

A invasão do Planalto, do Congresso e do Supremo, no domingo passado, expôs falhas em órgãos como a PMDF, e das polícias legislativas do GSI

Uma sequência de vídeos e fotos dos ataques às sedes dos poderes em Brasília pôs em dúvida o profissionalismo dos policiais mais bem pagos do País e dos militares das Forças Armadas. A invasão do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, no domingo passado, expôs falhas em órgãos como a Polícia Militar, as polícias legislativas da Câmara e do Senado, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e o Batalhão da Guarda Presidencial, unidade do Exército.
Entre as suspeitas levantadas está a possível atuação ou omissão por conveniência ideológica e simpatia à intenção intervencionista da marcha bolsonarista, que irrompeu com facilidade a barreira, feita de material plástico, montada pela PM no acesso ao Congresso. Os policiais não portavam equipamentos para reagir a distúrbios. Não havia efetivo do Choque e da Cavalaria na retaguarda. A horda invadiu os palácios sem resistência.

Plano Escudo


Para funcionar, o ‘Plano Escudo”, o esquema de defesa do Planalto, prevê três linhas de defesa: a PM nas ruas do entorno imediato; agentes do GSI, que andam de terno ou uniforme cercando o palácio; e depois os homens de Choque do BGP, como último recurso. A fraqueza da primeira e a ausência das outras duas em quantitativo apropriado são apontadas como erros da operação por especialistas.
No dia a dia, o choque do BGP não fica no palácio. O prédio é guarnecido pelos seguranças do GSI vestidos em trajes civis e sentinelas do BGP, fardados, munidos de espingardas calibre 12. Quando surgem informações de protestos nas cercanias do Planalto, os generais do GSI telefonam ao comandante do batalhão para pedir reforço e depois comunicam ao Comando Militar do Planalto. É uma forma de agilizar a chegada dos militares. Com a tropa no palácio, o secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, hoje o general Carlos Feitosa, assume o controle operacional.
Cada uma das companhias do batalhão possui cerca de 200 homens, totalizando 2 mil militares. O pelotão dispensado era uma fração deles, tinha 36 homens, e não conseguiria conter os invasores, na avaliação de militares. O ideal seria cerca de 400 homens, duas companhias.
Um experiente militar, que comandou o BGP, observa que nunca havia ocorrido em Brasília de a PM ter que entrar para defender o palácio e efetuar prisões lá dentro. Os soldados do BGP, diz ele, estavam “debilitados” e parecia “emboscada”. “Foi um caos, praça dando ordem em oficial, voz de prisão, descontrole, violação de hierarquia, perda de comando”, afirma o coronel, sobre as cenas gravadas. “Precisa ser esclarecido se foi intencional, se o dado da ameaça não chegou.”

Entre os atos sob investigação, estão:

A falta de resistência das polícias militar e legislativa, que recuaram em investidas dos extremistas e abriram passagem no gramado e na chapelaria do Congresso
O abandono de posto em barreira por parte de alguns policiais para comprar água de coco
Os flagrantes de confraternização entre extremistas e policiais militares e legislativos — alguns posaram para fotos e outros filmaram os atos, sem agir para impedir crimes
A decisão de abrir a Esplanada dos Ministérios e permitir o trânsito da marcha
O subdimensionamento da tropa na linha inicial postada em frente ao Congresso, sem equipamentos de contenção de distúrbios
No Senado, policiais demoraram horas para retirar invasores do plenário — os agentes foram gravados dizendo que quem saísse de forma voluntária não seria detido
A desorientação de soldados desalinhados na defesa do BPG na entrada do Planalto
Troca de acusações e bate-boca entre PMs da Patamo (Patrulhamento Tático Móvel) e o comandante do Batalhão de Guarda Presidencial
Reforço do Choque do BGP dispensado 20 horas antes
A fuga não explicada da extremista Ana Priscila Azevedo, detida entre militares do BGP no Planalto, ela sairia do palácio e seria presa por ordem do Supremo dois dias depois

Segurança

2 mil é o efetivo do Batalhão da Guarda Presidencial
271 agentes formam a Polícia Legislativa da Câmara
169 agentes formam a Polícia Legislativa do Senado
400 homens integram a Força Nacional de Segurança Pública
10,2 mil é o número de agentes da PM-DF

Jornal de Brasília/montedo.com

7 respostas

  1. O pessoal do Exercito Para o combate que é a atividade fim, ficou provado que eles não são bons não, mas de ordem unida, uniforme novo, eles garantem…

    1. Não generaliza, pois a maioria do pessoal que vai brasília, vai por indicação. Conheço muitos, mas muitos militares (antiga) bons, operacionais e profissionais que encontram-se distribuídos pelas om no território nacional. no exército, existe o chamado cagaço, a tropa sempre teve desconfiança da maioria dos cmt/ch/dir, caso ocorra alguma operação os mesmos não segurem a corda e joguem para o rabo da turma de baixo, caso ocorra algum incidente/acidente.

      1. Servi em Brasília e logicamente so cheguei la porque alguem me indicou. Mas o meu peixe era mangao e nao me colocou no QG. E vendo os colegas em brasilia dos QG, GSI chamava a atencao pelo perfil, perdil mauricinho. No primeiro Governo Lula mataram um st do GSI que fazia a Segurança do filho do Presidente em SP. Na epoca eu questionei o fato do militar estar na Segurança do GSI, ele tinha acabado de voltas da funcao de auxiliar do adido militar, duvido que o militar iria ser pego de surpresa se o militer fosse da Vila Militar e morasse na baixada fluminense/Bangu/Campo Grande.

    2. EB tem mais de 200 mil em efetivo. É leviano generalizar.

      Mas desses, 90% são despreparados para atividade fim. Os outros 10% são as tropas especiais, pqd e bda de força estratégica.

  2. Pior o que disse o anônimo, é pura verdade, Um exemplo, quando servia na tropa Pára-quedista como cabo, Meu Cmt de Om, pediu para levar ele,com o jeppe do quartel para leva´lo até uma Ofina, que le iria pegar seu Sp-2. Muito bem, era motorista Militar, pegueio jeppe e levei meu Cmt, no meio do caminha a PE me pegou, paraou o jeppe, e me disse Motorista cadê o segurança da Viatura, eu disse tou levando meu Cmt na Oficia, MoraL da História, a PE anoutou, depois chegou a parte no Btl. O SB cmt me Chamou e me puniu em BI, , Meu Cmt de OM, nçao segurou nada, e eu fui punido, Isso é somente um Exemplo, Infelismente temos pouco Cmt que segura bronca, kkkkk

  3. Fui convidado algumas vezes para servir em Brasília, recusei todas e não me arrependo, só acho interessante hoje no blog que o Presidente eleito virou um santo e o ser mais puro da nação.

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