Aloprou! Comandante da Marinha se nega a participar de cerimônia de passagem de comando

Desde os 10 anos de idade no ambiente da Marinha, Garnier disse que a mudança na Defesa foi surpresa. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Com decisão, novo comandante Marcos Sampaio Olsen será empossado em cerimônia fechada na próxima semana

Cézar Feitoza
BRASÍLIA – O comandante da Marinha, Almir Garnier, decidiu romper a tradição e não participar da cerimônia de passagem de comando da Força.
O evento que vai oficializar a troca da chefia da Marinha está marcado para o dia 5 de janeiro no Clube Naval, em Brasília. O futuro comandante Marcos Sampaio Olsen, no entanto, já assumirá o cargo de forma interina no sábado (31) e participará das cerimônias oficiais representando a Força.
Ao invés da tradicional passagem de comando, Olsen deverá somente assumir o cargo em cerimônia com o futuro ministro da Defesa José Múcio Monteiro, o Alto Comando da Marinha e convidados.
O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e do comandante da Marinha Almir Garnier Santos, deixa a sede do Comando da Marinha após um almoço no local – Pedro Ladeira/Folhapress
Almir Garnier foi o único comandante que não se reuniu com Múcio no período de transição, como revelou a Folha. Escolhido para chefia o Ministério da Defesa, o ex-presidente do TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a trocar mensagens com o almirante e se dispôs a ir ao Rio de Janeiro para encontrá-lo, mas não teve sucesso.
A reportagem procurou a Marinha para obter detalhes sobre a passagem de comando, mas não obteve resposta.
O comandante da Marinha queria entregar o cargo antes da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chegou a planejar a cerimônia para o dia 28 de dezembro.
O Alto Comando da Marinha, no entanto, se reuniu às vésperas do Natal e convenceu Almir Garnier a entregar o cargo somente em janeiro.


Segundo relatos feitos à Folha, o comandante da Marinha disse ao almirantado que estava decepcionado com a vitória de Lula, razão pela qual gostaria de deixar o posto antes da posse. Apesar da vontade pessoal, de acordo com uma pessoa presente na reunião, Almir decidiu submeter a decisão ao colegiado de almirantes de Esquadra.
A avaliação majoritária na cúpula da Marinha é que a manutenção da tradição, com a passagem de comando da Força em janeiro, seria o menos traumático para a transição, considerando que o sucessor será Marcos Sampaio Olsen, almirante respeitado pelos colegas.
Almir Garnier também travou um embate com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para definir qual seria a data da passagem de comando.
Paulo Sérgio definiu que a transição ocorreria quarta (28) ou quinta (29), e Múcio acatou a decisão em reunião na última segunda (26). O comandante da Marinha, no entanto, se negou a antecipar a solenidade, como mostrou a Folha.
Diante da crise, Almir e Paulo Sérgio se reuniram na quarta (28) para discutir os rumos da Marinha e a crise envolvendo a transição. Segundo relatos de interlocutores, o ministro da Defesa ouviu o desabafo do chefe da Força Naval e aceitou a ausência do chefe militar na solenidade.
Apesar dos desacertos, José Múcio Monteiro estará ao lado dos comandantes escolhidos por ele durante a posse de Lula, durante as honras militares prestadas no Palácio do Planalto. São eles Júlio César de Arruda (Exército), Marcos Sampaio Olsen (Marinha) e Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica).
A posse de Múcio está marcada para a próxima segunda-feira (2), na sede do Ministério da Defesa. Ele já definiu que os dois principais auxiliares na pasta serão o almirante Aguiar Freire, futuro chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e o ex-secretário de administração do TCU Luiz Henrique Pochyly, que será secretário-geral da pasta.
Além deles, o ministro escolhido por Lula convidou o brigadeiro Rui Mesquita para chefiar a Secretaria de Produtos de Defesa —uma das mais cobiçadas da pasta, por envolver relação com os empresários da Base Industrial de Defesa.
FOLHA/montedo.com

Respostas de 27

  1. Tanto as democracias quanto as ditaduras são garantidas pelas forças de segurança, pelas FFAA. No Peru, a Justiça deu exemplo, com apoio das FFAA, destituindo um esquerdóide golpista. O Paraguai é um exemplo de transparência eleitoral na América Latina. Resta saber qual será nosso destino com apoio do Grupo de Puebla, antigo Foro de São Paulo.

  2. Como disse alhures, se deixasse esse empreendia sozinho um golpe com aqueles carros de combate esfumaçantes. Descortesia pura com seu contemporaneo de escola. E já li no site pessoas defendendo. Deus não dá asas as cobras.

  3. O pior Comandante da MB. Serviçal, golpista e administrou contra seu próprio pessoal, tentando induzir os da RRM a votar no, até atual governo, com promessas de equiparação. Já vai tarde e não vai deixar saudades!

    1. Esse Almirante Garnier é um dissimulado, enganador, tentou calar os subordinados aplicando o RDM para quem reclamasse da maldita lei 13.954/19.
      O Presidente deveria punir esse insubordinado, pois está desrespeitando o Comandante Supremo das Forças Armadas.

    1. Gostaria de saber o que vão ganhar os militares da ativa com essa atitude pueril desse comandante?

      O rei da manada fugiu e assim como ele não deixará saudades.

  4. Em quase 35 anos de serviço me ensinaram que a hierarquia e a disciplina são as pilastras da Forças Amadas.
    Ainda que, o exemplo seria a forma por excelência para o Comandante de qualquer fração.
    Lamentável!

    1. Veterano no 31 de dezembro de 2022 a partir do 11:39: Completamente correto em vossa análise. Desde minha pueril carreira sempre tive como mola mestre o seguinte lema: bons exemplos são para serem seguidos e mais exemplos são exemplos a não serem seguidos. Também ouvia que o exemplo vem de cima se quer que os siga, daí surge a questão: se o Comandante da Força não tem disciplina, como querer que o Recruta respeite ordens? Quebraram os pilares das FFAA.

      1. Cara, vc não tem mulher não, família e amigos.
        Que coisa maluca, doentia, vivi o dia inteiro pendurado no Blog destilando ódio de tudo e todos em todas as matérias do Blog.
        Terminará o ano como começou:
        – uma jararaca destilando ódio e ressentimentos alheios.
        Doente e solitário.
        (e quem aguentaria um sujeito desses, ninguém)

      2. “Quebraram os pilares das FFAA.”.
        Isso é seu desejo inalcançável pelo caos, desordem e insucessos.
        As FFAA são maiores e superiores a quaisquer tentativas de acurvá-la.
        Seus pilares são inabaláveis, a Tropa segue numa normalidade nunca antes abalada.
        Mesmo que indivíduos do primeiro Escalão “militar” do ex-governo Bolsonaro ter utilizado de sua credibilidade para intenções de perpetuação no Poder.
        Vc é um doente e desiquilibrado.

  5. Comentário de Praças indisciplinados, golpistas e não chegados a trabalho e estudo e ainda por cima eleitores de ladrão tem a mesma equivalência de um pastel de vento …
    Subtenente da arma de engenharia com CHQAO ( 73% no bolso )

    1. Aproveitando a incompetência e interesses de JB, esses Senhores ficaram livres na aprovação da lei 13.954, manipularam deputados e aprovaram essa aberração jurídica. É justo que seja reavaliada para que o montante disponibilizado para a restruturação da carreira seja dividido de forma igualitária. O reajuste já houve só que de forma desonesta.

  6. Esses comandantes militares atuais são uma vergonha em todos os sentidos. Péssimos exemplos para a tropa. Não se trata apenas de incompetência. É a falta de todos atributos cobrados diuturnamente nas escolas militares: moral; tato; equilíbrio emocional; ética; responsabilidade; patriotismo; honra e o mais importante: caráter. Essa safra de generais é uma vergonha para a instituição, para a sociedade e para seus subordinados. Lamentável. Vergonha, mil vezes vergonha. Um bando de canalhas fardados.

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