Presidente eleito afirma a deputados que encerrar os acampamentos na frente de instalações militares pelo País será prioridade em reunião com futuros comandantes
Felipe Frazão
BRASÍLIA – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva quer pôr fim aos protestos, na entrada de quartéis, que contestam o resultado das urnas e pedem intervenção militar no País. A remoção de manifestantes será a primeira orientação de Lula na conversa com os novos comandantes-gerais das Forças Armadas, nos próximos dias.
Antes mesmo dos atos de vandalismo cometidos em Brasília na noite de segunda-feira, dia 12, após a diplomação do presidente eleito, Lula já havia compartilhado com parlamentares de sua base aliada que trataria com os generais do plano de encerrar as aglomerações e acampamentos no entorno das organizações militares.
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No fim da semana passada, Lula recebeu a cúpula do Avante no hotel onde despacha, em Brasília. O encontro ocorreu na quinta-feira, 8. Estiveram com o presidente eleito, entre outros, os deputados federais André Janones e Luís Tibé, ambos de Minas Gerais.
Na ocasião, Lula disse a eles que começaria no dia seguinte a apresentar seus novos ministros. Afirmou, então, que apontaria José Múcio Monteiro como novo titular da Defesa e que gostaria de conversar com os futuros comandantes logo, já que acabar com os atos nos quartéis era uma de suas prioridades. Lula disse aos líderes do Avante que considera as concentrações um “desrespeito” às próprias Forças Armadas.
Interinos
Há no cenário uma possibilidade de que os comandantes apontados por Lula assumam as respectivas Forças antes da hora. Isso porque os comandantes atuais deram sinais de que pretendem deixar os cargos que exercem dias antes da posse de Lula, em 1º de janeiro de 2023. Mesmo que não sejam nomeados por Jair Bolsonaro, eles poderiam comandar interinamente, como oficiais de quatro-estrelas mais antigos da tropa.
Os oficiais-generais que assumirão Exército, Marinha e Aeronáutica já foram selecionados por José Múcio Monteiro. Lula planejava conversar com o general Julio Cesar de Arruda (Exército), com o almirante Marcos Olsen (Marinha) e com o brigadeiro Marcelo Damasceno (Aeronáutica) na tarde de sexta-feira, dia 9. O encontro foi adiado a pedido de Múcio, segundo integrantes do governo, para que ele pudesse fazer uma reunião prévia com o atual ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. A conversa ocorreu nesta terça-feira, 13. Além de Oliveira, participaram da reunião integrantes da alta cúpula da Defesa, como o secretário-geral Sérgio José Pereira, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Laerte de Souza Santos.
Como o Estadão mostrou, os comandantes atuais do governo Bolsonaro publicaram carta em que expressam apoio às manifestações de inconformidade com o resultado das eleição, desde que não ocorram “excessos”. Eles ignoraram no texto dirigido “ao povo e às instituições” o teor intervencionista e o clamor por um golpe de Estado perpetrado por militares.
Um dia antes da publicação, o comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, determinou aos generais da ativa que não reprimissem pela força a realização de marchas, concentrações e discursos diante do Quartel-General (QG) em Brasília e nas unidades militares em todo o País. Mas ordenou que eles não estimulassem os atos.
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No entanto, oficiais e praças da ativa e da reserva já foram flagrados incentivando e participando dos acampamentos, a despeito da ordem superior.
Um parlamentar que aconselha Lula no diálogo com a caserna disse ao Estadão que não se trata de um pedido, mas da necessária articulação, já em andamento, para acabar com as aglomerações e que o maior problema é justamente a participação de integrantes da reserva e da família militar nos atos, bem como o apoio dos Clubes Militares.
O assunto tem de ser levado aos generais porque os atos ocorrem em perímetro de segurança de área militar, sob a responsabilidade dos comandos das Forças Armadas – e não das Secretarias de Segurança pública dos Estados. Assim, o patrulhamento é controlado pela Polícia do Exército.
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Na madrugada desta terça-feira, dia 13, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Julio Danilo, afirmou que a manutenção ou não do acampamento no QG em Brasília será “reavaliada” após os atos de vandalismo registrados horas depois da diplomação de Lula, na sede do TSE.
Ele ponderou, no entanto, se tratar de área militar, e que ao governo local cabem apenas ações acessórias, de ordem pública e limpeza. O delegado garantiu que os envolvidos nos crimes serão alcançados, onde quer que estejam.
ESTADÃO/montedo.com
Respostas de 11
Entendo que os protestos são legais, mas pergunto se a ocupação de espaços públicos por tanto tempo é legal? Se acharmos que é outros grupos poderão reivindicar o mesmo. A se pensar
Manifestações são constitucionalmente legítimas, desde que com dia, hora e local marcado com a administração pública, para que outra não ocorra no mesmo horário e local, já que se trata de espaço público, portanto do povo (direita, esquerda, centro e outros) ninguém pode avocar para dia o direito de uso sem autorização. Daqui a pouco esse pessoal vai querer se valer de usucapião.
E se fosse o MST? Tudo bem ?
Quer dizer então que para aplicar a lei deve-se olhar quem é o agente infrator?
Querem instituir um regime de exceção?
Não só não compactuo, como reivindico a punição dos responsáveis das forças de segurança que não agem para normalizar a ordem social.
Não dá mais para aturar, chega de se comportar como se nós estivéssemos em uma republiqueta insignificante.
Peço todos os dias, que São Bartolomeu, que acorrentou a garganta do demônio, no Tártaro, faça esta MISERICORDIA com o Satanás -luladrão e simpatizantes.
Pelo PODER DO SANGUE E CRUZ DE CRISTO.
Amém. Faça-se. Assim Seja.
Minha filha, errou o blog. Aqui os fanáticos não são de Igreja, são de política.
Estes baderneiro de direita, pode tudo, se fosse de esquerda seria terrorismo, acorda Brasil.
É só cortarem as dispensas de final de ano e alterar os planos de férias…
As FA e de todos os brasileiros, de ganhadores e perdedores, essa gente esta perdendo tempo e batendo na porta errada, uns bobos enrolados em nossa bandeira.
O ano de 2022 será um divisor de águas para as Forças Armadas do Brasil. Há dois caminhos para elas escolherem. O caminho da desonra e o caminho da guerra.
Ficará registrado na história das FA qualquer um dos dois caminhos.
Digo desonra, porque se as FA não atenderem aos anseios de parte da população que está na frente dos quartéis e, talvez, do Presidente – é possível que ele queira a ação das FA, mas os Generais tenham dado um passo atrás almejando contemporizar com novo governo – a popularidade positiva tão alardeada pelos serviços de comunicação social das FA irá cair drasticamente, pois a população que agora é simpática às FA se somará à fração esquerdista que sempre foi e será antipáticas às FA. Na prática, a esquerda irá conseguir diminuir a importância política das FA sem fazer força alguma, pois a inação das FA já será vista como fraqueza e motivo de descrença por grande parte da população.
É capaz até de usarem bonecos de judas vestidos com farda no vindouro Sábado de Aleluia, além de possíveis protestos de desonra na frente dos quartéis com bandeiras queimadas etc. Estes sim serão protestos objeto da atenção da Rede Globo, que até agora não fez questão de noticiar nada positivo sobre os protestos simpatizantes às FA.
A ver…
“Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra” . Frase de Winston Churchill, criticando a política do apaziguamento de Chamberlain em relação ao mal que se avizinhava: Adolf Hitler.
O STF podem mandar as forças de segurança retirarem todos os manifestantes das áreas militares com uma simples “canetada”, visando a segurança dos manifestantes e evitar aglomerações em áreas que podem comprometer, dificultar ou impedir, o livre trânsito de viaturas e militares para cumprirem suas destinações constitucionais.
São Bartolomeu ACORRENTA a garganta do maligno lula, e simpatizantes. com a força da CRUZ e SANGUE DE CRISTO.