Bela Megale
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da SilvaO presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva Evaristo Sá/AFP
A sinalização dada a integrantes das Forças Armadas de que Lula adotará o critério de “antiguidade” no serviço militar para escolher seus comandantes é vista como uma maneira de começar a relação com “o pé direito“. Na avaliação de membros da cúpula militar, esse critério é considerado o melhor, por ser inquestionável nas Forças.
O critério de antiguidade se baseia na precedência hierárquica de um militar em relação aos demais, dentro da mesma qualificação. Membros da transição de governo que atuam como interlocutores de Lula junto às Forças Armadas afirmam que o critério está praticamente definido. Segundo esse grupo, o foco do governo eleito é pacificar a relação com os militares e resgatar a sua despartidarização.
Como informou o GLOBO, os cotados para os postos de comando que atendem essa premissa têm perfil discreto e não declararam alinhamento a Bolsonaro.
Eles são o general Júlio César de Arruda, de 63 anos, tido como favorito para o Exército, e o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, para a Aeronáutica. Já a Marinha tem dois almirantes de esquadra que se destacam como opções: Renato Rodrigues Aguiar Freire, atual chefe do Estado Maior da Armada, e Marcos Sampaio Olsen, comandante de Operações Navais.
Outro sinal positivo que a caserna recebeu do governo Lula foi a provável nomeação do ex-ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro como ministro da Defesa.
O Globo/montedo.com