Filho de João Candido, o Almirante Negro, participa de reinauguração de monumento em homenagem ao pai

Único filho de João Candido, o Almirante Negro, Seu Candinho, 84 anos, participa de reinauguração de monumento em homenagem ao pai Beth Santos/Prefeitura do Rio

Secretaria Municipal de Conservação do Rio reposiciona monumento

Ana Cláudia Guimarães
Rio – Único filho vivo de João Candido, o Almirante Negro (1880-1969), o Seu Candinho foi hoje na reinauguração do monumento do pai. Veja a foto. É que a Prefeitura do Rio decidiu mudar de lugar o monumento, que estava na Praça XV, conforme publicamos aqui. Agora, o monumento encontra-se em um novo espaço, 300 metros adiante, na Praça Marechal Âncora, de frente para o mar.
João Candido ganhou o apelido de Almirante Negro, após assumir o comando-geral da Revolta da Chibata, pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira.
Ancelmo Góis (O Globo)/montedo.com

Respostas de 14

  1. “Há muito tempo nas águas da Guanabara
    O dragão do mar reapareceu
    Na figura de um bravo feiticeiro
    A quem a história não esqueceu

    Conhecido como o Navegante Negro
    Tinha a dignidade de um mestre-sala
    E ao acenar pelo mar
    Na alegria das regatas

    Foi saudado no porto
    Pelas mocinhas francesas
    Jovens polacas
    E por batalhões de mulatas

    Rubras cascatas jorravam das costas dos santos
    Entre cantos e chibatas
    Inundando o coração do pessoal do porão
    Que a exemplo do feiticeiro gritava então

    Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
    Glória à farofa, à cachaça, às baleias
    Glória a todas as lutas inglórias
    Que através da nossa história

    Não esquecemos jamais
    Salve o Navegante Negro
    Que tem por monumento
    As pedras pisadas do cais

    Mas salve
    Salve o Navegante Negro
    Que tem por monumento
    As pedras pisadas do cais

    Mas faz muito tempo”

    (Mestre Sala dos Mares – João Bosco)

  2. Justiça seja feita a esse grande herói das Praças da Marinha do Brasil, pois sem ele além das chibatadas na moral e alma delas, as físicas ainda estariam por aí. Os da Armada nunca respeitaram as Praças e nem a outros oficiais que são de quadros diferentes, eu quem o diga.

  3. Anônimo de 23, 8:54, já apareceram vários Joães Candidos.

    Sgt Feliciano (luta contra os 0,16 centavos e as humilhações do Governo Dilma);

    Ten Messias Dias (luta contra a caixa preta do QAO);

    Sgt Andrade (união das praças do Rio de Janeiro).

    Porém, aqueles que deveriam se juntar à luta, estão mais preocupados com o companheiro que chegou 10 minutos atrasado ou com aquele que pegou 2 pedaços de carne no Rancho.

    Heróis aparecem, mas em meio a um publico em estágio de letargia como os militares pós 94, NADA DE REVOLUCIONÁRIO OCORRERÁ.

    1. Eu sei quem pegou 2 pedaços de carne no Rancho:
      – foi o Cabo Juruna ‘Uma Ode ao vitimismo’.
      – que se fez de morto pra comer a ‘etapa’ do aprendizes de marinheiro.
      Inominável um sujeito desses.
      Deixar o aprendizes com fome é:
      – uma chibatada na moral e alma do pobre marinheiro.

    2. E aquele ST fundador da APEB ? Cadê aquele herói?Perseguido,punido e licenciado do EB ? Nunca vi ninguém contar sua história. E o Sgt Leão de Apucarana? e o QE de Maraba? Temos vários valentes, porém a massa é de covardes.

  4. “O que significa praça no militarismo?
    Um praça de pré (referido ocasionalmente pelo termo arcaico: praça de pret), ou simplesmente praça, é um militar que pertence à categoria inferior da hierarquia militar. Normalmente, incluem-se na categoria das praças os militares com as graduações de soldado e de cabo”.
    Os semi-deuses (oficiais) da marinha adoram essa expressão….”praças”. Pronunciam essa palavra com sentimento de desprezo, de superioridade, de arrogância, de discriminação e de diminuição dos militares que são na verdade os que realmente “levam” a marinha nas costas. Na marinha existem duas classes de militares. Existem os militares que levam a marinha, as praças como os semi-deuses se referem com muito gosto e os militares que a marinha leva. Os oficiais ou semi-deuses, aqueles que se auto intitulam “donos” da marinha (patrimônio público), se enquadram perfeitamente nessa segunda classe.

    1. E?
      E aí?
      Esqueceste-se de concluir essa obra inédita de raciocínio ‘mimizento’ e piegas.
      Estou quase chorando, tadinho.

      Mago:
      – Sou uma vítima do sistema opressor da Marinha.
      – Sou o ‘Uma Ode ao vitimismo’ sim senhor.
      – Sinto-me altamente humilhado quando um semideus ou Suboficial me alcunha de Praça.
      – Não sou Praça.
      – Sou um recalcado Cabo Juruna ressentido. 😢

  5. Estou equivocado ou a “homenagem” teve o condão de esconder ainda mais a estátua de João Cândido?

    Tirar da Praça XV, transferir para a praça almirante não sei o quê.

    Que m… de homenagem.

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