Secretaria Municipal de Conservação do Rio reposiciona monumento
Ana Cláudia Guimarães
Rio – Único filho vivo de João Candido, o Almirante Negro (1880-1969), o Seu Candinho foi hoje na reinauguração do monumento do pai. Veja a foto. É que a Prefeitura do Rio decidiu mudar de lugar o monumento, que estava na Praça XV, conforme publicamos aqui. Agora, o monumento encontra-se em um novo espaço, 300 metros adiante, na Praça Marechal Âncora, de frente para o mar.
João Candido ganhou o apelido de Almirante Negro, após assumir o comando-geral da Revolta da Chibata, pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira.
Ancelmo Góis (O Globo)/montedo.com
Respostas de 14
Falta aparecer um João Cândido nos dias de hoje. Grande homem.
Como falta aparecer!?
E o cumpanheirú Primeirão Decréscimo.
Protetor dos prejudicados das FFAA.
Foi quem mostrou que a tripulação de marujos poderia conduzir um navio com manobras sem precedentes, sem os oficiais.
“Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o Navegante Negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar
Na alegria das regatas
Foi saudado no porto
Pelas mocinhas francesas
Jovens polacas
E por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas dos santos
Entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas salve
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo”
(Mestre Sala dos Mares – João Bosco)
Excelente!
“Foi saudado no porto
Pelas mocinhas francesas
Jovens polacas
E por batalhões de mulatas…”.
Heroi das praças
Justiça seja feita a esse grande herói das Praças da Marinha do Brasil, pois sem ele além das chibatadas na moral e alma delas, as físicas ainda estariam por aí. Os da Armada nunca respeitaram as Praças e nem a outros oficiais que são de quadros diferentes, eu quem o diga.
Anônimo de 23, 8:54, já apareceram vários Joães Candidos.
Sgt Feliciano (luta contra os 0,16 centavos e as humilhações do Governo Dilma);
Ten Messias Dias (luta contra a caixa preta do QAO);
Sgt Andrade (união das praças do Rio de Janeiro).
Porém, aqueles que deveriam se juntar à luta, estão mais preocupados com o companheiro que chegou 10 minutos atrasado ou com aquele que pegou 2 pedaços de carne no Rancho.
Heróis aparecem, mas em meio a um publico em estágio de letargia como os militares pós 94, NADA DE REVOLUCIONÁRIO OCORRERÁ.
Eu sei quem pegou 2 pedaços de carne no Rancho:
– foi o Cabo Juruna ‘Uma Ode ao vitimismo’.
– que se fez de morto pra comer a ‘etapa’ do aprendizes de marinheiro.
Inominável um sujeito desses.
Deixar o aprendizes com fome é:
– uma chibatada na moral e alma do pobre marinheiro.
E aquele ST fundador da APEB ? Cadê aquele herói?Perseguido,punido e licenciado do EB ? Nunca vi ninguém contar sua história. E o Sgt Leão de Apucarana? e o QE de Maraba? Temos vários valentes, porém a massa é de covardes.
“O que significa praça no militarismo?
Um praça de pré (referido ocasionalmente pelo termo arcaico: praça de pret), ou simplesmente praça, é um militar que pertence à categoria inferior da hierarquia militar. Normalmente, incluem-se na categoria das praças os militares com as graduações de soldado e de cabo”.
Os semi-deuses (oficiais) da marinha adoram essa expressão….”praças”. Pronunciam essa palavra com sentimento de desprezo, de superioridade, de arrogância, de discriminação e de diminuição dos militares que são na verdade os que realmente “levam” a marinha nas costas. Na marinha existem duas classes de militares. Existem os militares que levam a marinha, as praças como os semi-deuses se referem com muito gosto e os militares que a marinha leva. Os oficiais ou semi-deuses, aqueles que se auto intitulam “donos” da marinha (patrimônio público), se enquadram perfeitamente nessa segunda classe.
E deveriam ficar ou sair, ou ficar reclamando ou papirar?
E?
E aí?
Esqueceste-se de concluir essa obra inédita de raciocínio ‘mimizento’ e piegas.
Estou quase chorando, tadinho.
Mago:
– Sou uma vítima do sistema opressor da Marinha.
– Sou o ‘Uma Ode ao vitimismo’ sim senhor.
– Sinto-me altamente humilhado quando um semideus ou Suboficial me alcunha de Praça.
– Não sou Praça.
– Sou um recalcado Cabo Juruna ressentido. 😢
Estou equivocado ou a “homenagem” teve o condão de esconder ainda mais a estátua de João Cândido?
Tirar da Praça XV, transferir para a praça almirante não sei o quê.
Que m… de homenagem.