Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima – encontrada no anexo do Ministério da Defesa – já estava morta
Carlos Carone, Mirelle Pinheiro, Mariana Costa, Thalys Alcântara
Dois militares da Força Aérea Brasileira (FAB) brigaram durante a troca de turno no Ministério da Defesa, neste sábado (19/11), por volta das 7h. Felipe de Carvalho Sales, de 19 anos, sacou uma pistola e atirou na cabeça de Kauan Jesus de Cunha Duarte. A vítima foi encontrada dentro do anexo da pasta, no piso térreo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o soldado já estava morto quando a ambulância chegou ao local.
Agentes do Instituto de Criminalística (IC) realizam a perícia no local. Como se trata de um crime militar, o inquérito será conduzido pela FAB, sem a participação da Polícia Civil do Distrito Federal. A coluna Na Mira apurou que a briga entre os militares com desfecho trágico teria ocorrido após discussão motivada pela troca de turno.
Por volta das 11h05, o carro do Instituto Médico-Legal chegou para retirar o corpo de Marcio Alexander do anexo do Ministério da Defesa.
O Metrópoles entrou em contato com a assessoria da pasta, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Soldados da Aeronáutica
O soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) que matou outro militar com um tiro na cabeça é Felipe de Carvalho Sales, de 19 anos. Ele brigou com o soldado Kauan Jesus de Cunha Duarte durante a troca de turno no Ministério da Defesa, neste sábado (19/11), por volta das 7h.

O soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) assassinado por um colega foi Kauan Jesus da Cunha Duarte, de 19 anos. O militar morreu na hora após ser atingido pelo disparo feito por Felipe de Carvalho Sales.

NA MIRA(METRÓPOLES)/montedo.com
Respostas de 9
Que Deus guarde em seus braços o falecido e ilumine sua família. Triste ver jovens se matando por questões as vezes comezinhas. O debate sadio acabou, pena!
Triste situação.
O porte e uso de armas nas Forças Armadas por seus integrantes, de forma coletiva ou individual, está prevista em qual lei.
DECRETO Nº 10.630, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2021
Art. 29. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os integrantes das instituições a que se referem os incisos III, IV, V, VI, VII, X e XI docaputdo art. 6º da Lei nº 10.826, de 2003, poderão ser atestadas por profissionais da própria instituição ou por instrutores de armamento e tiro credenciados, depois de cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal, nos termos do disposto neste Decreto.
Art. 29-C. ………………………………………………………………………………………………
I – sessenta horas, para armas de repetição, caso a instituição possua este tipo de armamento em sua dotação;
II – cem horas, para arma de fogo semiautomática; e
III – sessenta horas, para arma de fogo automática.
………………………………………………………………………………………………………………” (NR)
Militar de serviço não precisa de porte de arma e os recrutas não a portam por vontade própria, mas por obrigação e no contexto da obrigação são tutelados do Estado, que é responsável por tudo o que lhes acontece durante o Serviço Militar obrigatório, deixando de ser tutelados a partir do engajamento, passando para a condição de agentes do Estado.
Infelizmente os testes psicológicos para porte de armas nas FA não são realizados de forma correta e previstas no regulamento, instruções, manuais dos psicólogos. Hoje eu sei que todos os testes que fiz na FAB estavam todos incorretos a forma como foram aplicados. Hoje sou psicólogo.
Inicialmente, soldado prestando serviço militar inicial não tem porte de arma, segundo ninguém fala nada de suspender o porte de arma de fogo do pessoal das comunidades, então Dr Psicólogo, o problema é no caráter e nem sempre na arma, quando se quer matar se mata com faca e até asfixiando a vítima. Esses testes psicotécnicos nem sempre identifica um mau caráter.
Vc citou o artigo de lei errado meu amigo, os militares estão no inciso I e os policiais em geral no inciso II do artigo 6 da lei 10.826/2003, III 3 em diante fala das guardas municipais e da segurança em geral.
Que triste isso!
Interessante! Quando tem semideuses (oficiais) envolvidos nenhuma foto é publicada. Muito mal são publicados os nomes.
No Exército, assim como em qulqur lugar, há pessoas de caráter, pessoas boas, e há pessoas perversas e desleais.
Não consigo imaginar algo que tenha justificado tal violência.
Lemento profundamente pela família e amigos do soldado assassinado.