“…Aconteceu da mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha…”.
Camões, em os Lusíadas
Ricardo Montedo
Um aspecto da nota conjunta publicada pelos comandantes das Forças Armadas nesta sexta (11) lembra muito a trágica história de Dona Inês de Castro, amante de Pedro I de Portugal, que foi declarada rainha após sua morte. O monarca, com certeza, gostaria de ter reinado com a amada a seu lado, mas isso não foi possível, porque “Inês é morta”.
Em nossos dias, a expressão é usada para apontar a inutilidade de uma ação.
A partir da demissão do general Fernando da Defesa, em março de 2021, em ato que provocou a saída forçada dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, Bolsonaro conseguiu o que queria: forçar os fardados a se descolarem de sua missão constitucional e adentrarem ao (seu!) jogo político.
Isso ficou claro quando – substituindo o ‘queixo-duro’ Pujol – um pusilânime Paulo César acatou a ordem do ‘mito’ e não puniu Pazuello, flagrado em rede nacional numa transgressão disciplinar, ao discursar em um ato político como militar da ativa. O general não teve o mesmo cuidado com o incauto ‘pica-fumo’ que fez reivindicações salariais ao vivo em uma live do deputado Major Vitor Hugo.
Na visão binaria que impera nos alojamentos Brasil afora, o recado foi claro: aos amigos do rei, tudo! Aos demais, o RDE! No universo militar, isso tem nome: ‘cagaço’! No mundo paisano, é ‘habilidade política”.
Com clareza meridiana, é possível concluir que a omissão do então chefe da Força Terrestre estimulou ações como a do major Costa Araújo, que fez propaganda do governo Bolsonaro em suas redes sociais e a do sargento da FAB Francisco Roksinaidy, flagrado participando dos protestos que pedem intervenção das Forças Armadas em frente ao QG do Exército. Ambos são militares da ativa.
Assim, ao sentenciarem que “temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo”, os comandantes precisam ser lembrados da expressão cunhada pelo infeliz monarca português: “Agora, Inês é morta!”
As Forças Armadas foram as grandes derrotadas destas eleições, afinal, “o exemplo arrasta”… não é assim que se fala nos quarteis?
Saiba mais sobre a triste história de Inês de Castro
Respostas de 18
Excelente!
Sim, é assim que se fala nos quartéis, mas muitos não a cumprem.
Nada mais há a acrescentar!
Nao consigo entender essa postura de dizer que o militar não deve se envolver em política … tem que se envolver sim !! e principalmente os da ativa, os miltares argentinos estão lá neutros, isentões , e tá lá o resultado … na Venezuela eles também são neutros e legalistas e está lá o cruel resultado, até parece que nós ,os fardados ,vivemos em outro mundo … tudo de ruim que acontecer no Brasil com a volta da esquerda vai impactar a nós militares … vai impactar até quando estivermos no supermercado ou na bomba de gasolina … essa postura de ver o país se desintegrar e ficar com esse papo frouxo e medroso parecido com quem tem ECEME ou parecido com Subtenente no QA para QAO ( medo e isenção) vai nos levar a ruína … até mesmo os oficiais que não passam o sufoco financeiro que os Praças passam vão sentir o peso de um Brasil governado pela esquerda… aguardem!!! 2023 vcs vão sentir pesado no bolso o preço de ser isentão …
Quem disse que as FFAA da Venezuela são isentas? Próprio Chavez tentou um golpe como coronel e depois se lançou candidato.
Sob Maduro, os militares tomaram conta da máquina pública. Vide o famoso “General do Arroz”, tentativa do governo de combater a alta dos alimentos colocando milico para fiscalizar os supermercados.
Se informe melhor antes de postar.
O que lhe assegura que os militares, ao se envolverem na política, seguiriam a mesma ideologia? E como seriam tratados e subordinados com ideologia diferente? Tanto na Argentina, como na Venezuela, o quadro que se tem é devido a intromissão desastrosa dos militares na política. O afastamento da política era um dos objetivos do movimento militar de 1964, a anarquia no meio militar era devido a politização de seus quadros.
Que agitação, excitação, vc anda bem descontrolado.
No seu curso de Cabo não lhe foi instruído a proibição de sindicalização ou manifestações políticas pelo pessoal da ativa?
Está na profissão errada QE maximus alterado e desajustado.
Já te disse, vou repetir:
– seu problema é falta de combate corpo a corpo.
Tá muito descompensado, desequilibrado.
Jesus!
‘Não consigo entender…’!
Para tudo, o alteradinho não consegue entender!
Que ridículo.
Boçalnaro foi mestre em nomear para cargos importantes aqueles que jamais chegariam por méritos próprios para, assim, tê-los sempre nas mãos.
mercadante tem merito, gleise tem merito, jaques wagner tem merito genoino tem merito……me poupe
E você Anônimo a partir do 11:47
Não possui “merito” algum.
Mérito só o nosso Oráculo:
– o 1º Sgt DECRÉSCIMO com CHQAO.
O tempo é o senhor absoluto da razão.
Não seja idiota, Bolsonaro nomeou vários militares para cargos comissionados, pois era em quem tinha confiança, causando um aumento mínimo na folha de pagamento. Espera pra ver o estrago do PT, trazendo vários cupinxas derrotados na eleição e conhecidos corruptos, pobre do Brasíl…
O certo e q os militares tem q c prepararem melhor para a politica, pra qdo a sociedade chamar agirem de forma melhor do q esta oportunidade q agora c encerra.
Perfeito, capitão!!
E se me permite, ainda que com palavras pobres, digo sempre: estamos presenciando os primeiros passos da “Operação Tira-O-Meu-Da-Reta”!
Simples assim…
Rssssssssssssss
“Operação Tira-O-Meu-Da-Reta”!
Excelente!
Bolsonaro fez o mesmo que a Esquerda canalha, o que o torna líder da Direita Canhota canalha nesse país. O falso Meçias promoveu um aparelhamento das instituições por meio de generais, coronéis, pastores e outros canalhas para, nos mesmos moldes da esquerda, realizar desvios, mau feitos e implantar sua ideologia fascista dentro da máquina governamental. Definindo: Lula =Bolsonaro. O que muda é o lado da mesma moeda e a perniciosa ideologia que dividiu definitivamente a população brasileira,destruindo famílias, religiões e amizades. Maldita seja essa polarização.
Ai… Ui… é o fascista, papai. Eu fui demitido entre os 40 mil CCs e quero voltar a mamar nas tetas do lobão. Me dê, papai!
Assinando embaixo o comentário mais claro e preciso desse excelente blog desde a sua criação:
(2). Bolsonaro fez o mesmo que a Esquerda canalha, o que o torna líder da Direita Canhota canalha nesse país. O falso Meçias promoveu um aparelhamento das instituições por meio de generais, coronéis, pastores e outros canalhas para, nos mesmos moldes da esquerda, realizar desvios, mau feitos e implantar sua ideologia fascista dentro da máquina governamental. Definindo: Lula =Bolsonaro. O que muda é o lado da mesma moeda e a perniciosa ideologia que dividiu definitivamente a população brasileira,destruindo famílias, religiões e amizades. Maldita seja essa polarização
Tá registrado, copiado. Ok. Mamadus stercoralis não gosta de uma polarização.
Não se trata da de coroar a rainha morta, mas de aguardar a volta do “Rei Sebastião”. Logo teremos fogueiras pentagramas e sacrifícios humanos em frente aos quarteis… para restaurar o reino perdido de Sebastião e a reinauguração das Pedras do Reino …